Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.
Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

umbanda

Com 80 registros, Cajazeiras XI pode ser bairro com maior presença de terreiros em Salvador
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O bairro de Cajazeiras XI concentra ao menos 80 terreiros ou templos de religiões de matriz africana em Salvador. Isso é o que diz o levantamento da Secretaria Municipal da Reparação de Salvador, obtido pelo Bahia Notícias. Com base nos dados encontrados até o momento, o bairro pode concentrar a maior comunidade de terreiros da cidade.

 

Até outubro deste ano, o projeto já registrou 1.385 comunidades de terreiros na capital baiana, sendo que os 80 que foram registrados em Cajazeiras XI representam 5,78% do total. O bairro é um dos que compõem a comunidade de Cajazeiras, que soma outros 17 bairros de Salvador.

 

Os dados compartilhados pela pasta detalham que os terreiros foram registrados, até o momento, em 15 bairros da capital baiana. A Semur não detalhou a localização de todos os terreiros informados, nem os terreiros que estariam fora dos bairros inicialmente divulgados. Com base nas informações disponíveis, o segundo maior contingente de terreiros da capital estaria em Paripe, no Subúrbio Ferroviário, com 76 registros.

 

Em seguida, aparecem os bairros de São Cristóvão, Liberdade e Itapuã, todos com 27 terreiros registrados. Ao olhar para estes bairros, é possível notar similaridades: em Paripe, Cajazeiras e São Cristóvão, é notável a proximidade com a natureza e áreas verdes no entorno dos bairros, fator relevante para a prática dos cultos afro-brasileiros. Já a Liberdade foi por anos considerada o bairro mais negro da capital baiana, título que segue carregando simbolicamente até hoje.

 


Monumento da Pedra de Xangô, Patrimônio Cultural da Cidade inserido no Parque Pedra de Xangô Foto: Valter Pontes / Secom PMS 

 

Outros bairros tradicionais pelos cultos de matriz africana na capital, como Engenho Velho de Brotas e Federação, aparecem na lista com 24 e 23 terreiros registrados.

 

O Bahia Notícias solicitou dados complementares sobre as nações das comunidades de terreiro registradas pela Semur. As nações do candomblé costumam se organizar em grupos alinhados de acordo com as origens étnico-geográficas, os dialetos litúrgicos e as divindades cultuadas.

 

Neste tópico, os dados da Prefeitura de Salvador apontam que a maior parte dos 1.385 terreiros registrados, cerca de 957, é da nação Ketu. O número é o equivalente a 69,1% do total, ou quase sete em cada dez. Em seguida, aparece a nação Bantu/Angola, com 228 comunidades registradas, cerca de 16,5%.

 

As demais comunidades são: Centro de Caboclo (55); Jeje (4,1%); Umbanda Cruzada (2,8%); Umbanda Branca (1,9%); Ijexá (1%); e Culto Bàbá Egun (0,6%).

 

Além das nações, a Secretaria Municipal da Reparação (Semur) compartilhou dados sobre a autodeclaração racial e étnica das lideranças ou representantes dos terreiros no cadastro. Conforme o balanço da Semur, 777 dos 1.385 são pessoas negras, entre pretos (572) e pardos (202). Pessoas brancas à frente dos terreiros registrados seriam apenas 31, e outros 7 seriam indígenas e 3 amarelos. Outros 555 responsáveis por terreiros não teriam registrado uma autodeclaração de raça ou etnia.

 

QUEM É VISTO, É LEMBRADO
O registro faz parte do projeto Baobá, como é conhecido o Sistema de Cadastramento de Povos e Comunidades de Terreiros da Semur. Conforme o registro oficial do programa, o principal objetivo do sistema Baobá é “cadastrar as Organizações dos Povos e Comunidades de Terreiro para fins de reconhecimento jurídico, administrativo e social”. Por meio do cadastro, os terreiros e suas lideranças religiosas passam a ter um canal direto de assistência social junto à Prefeitura de Salvador.

 

Ao Bahia Notícias, a secretária municipal de Reparação, Isaura Genoveva, detalha que, antes de qualquer política pública mais aprofundada, é preciso identificar essa população e comunidade de matriz africana, descobrir onde ela está, como vive e quais são as suas demandas e necessidades.

 


Foto: Betto Jr./ Secom PMS

 

Ela narra que a ideia de criar o Sistema de Cadastramento de Povos e Comunidades de Terreiros foi para centralizar o atendimento a essa população em um só lugar, podendo direcionar os líderes ou representantes dessas entidades para outras secretarias conforme a necessidade.

 

“A gente sabe quais são as principais demandas dessas pessoas na prefeitura, então o programa é para poder identificar essa população, onde ela está, como ela vive, quais as demandas a comunidade tem, para que, a partir daí, a Semur seja essa porta de entrada”, destaca.

 

Em entrevista, a gestora da pasta desde 2024 diz que, apesar dos números já encontrados pela Secretaria, por meio do projeto Semur na Rua, não é possível “cravar” o número de terreiros e comunidades de matriz africana em Salvador.

 

“A gente está mapeando. O contato da equipe técnica com o ‘Semur na Rua’, que está fazendo o levantamento na rua, com contato telefônico e com a demanda espontânea dos terreiros, é para poder compilar. Mas a gente não tem esse dado preciso ainda, porque uma casa gera filhos, gera netos que vão se estruturando. Às vezes a pessoa está até dentro da sua própria residência já exercitando o terreiro, mas não divulgou, não registrou, não disse. Então, eu acho muito inseguro dizer esse número exato”, detalha Genoveva.

 

Como filha de terreiro, a secretária completa que o cadastro é menos rígido e mais focado em compreender a realidade prática dos grupos de terreiros: “Essa reparação começa quando você conhece o seu público e onde ele está, com quem ele faz, como é que ele trabalha, eles dão cesta básica, eles cuidam das crianças, dos filhos dos outros…”

 

Isaura completa que o Semur na Rua não atua somente no eixo de cadastro de terreiros, mas realiza ações transversais para públicos marginalizados, como pessoas com deficiência, pessoas LGBT+, quilombolas e populações ribeirinhas.

 

“Eu sou secretária, mas eu sou do bairro da Liberdade, eu sou uma mulher de bairro periférico. Então, qual é a grande dificuldade de quem vem de bairro periférico? Acreditar no serviço público e acessar ele com qualidade. A gente vai nas comunidades para poder apresentar as políticas públicas, apresentar a Semur e como a gente pode ajudar. Essa é a nossa função: garantir o serviço público”, ressalta a secretária, que é advogada e ativista de Direitos Humanos.

 

Ao BN, a secretária registra que o trabalho de campo, somado à captação de dados no Baobá, permite que as políticas públicas sejam melhor formuladas e direcionadas: “A gente faz essa identificação dos serviços [que a comunidade pede] e é por isso que surgiram, depois daí, os programas da Prefeitura, ‘Viver Salvador’ e ‘Viver Terreiros’, em que a gente foi para a rua, comunidades, identificou que precisava de serviço de saúde, de empregabilidade, de curso. O ‘Semur na Rua’ é para a gente ouvir as pessoas e trazer para dentro da gestão as necessidades e mostrar melhor como encaminhar”, completa.

Saúde: Psiquiatra defende união entre espiritualidade e tratamento médico para transtornos
Foto: Reprodução / Bahia Notícias

A busca pelo equilíbrio mental e emocional muitas vezes esbarra em um dilema comum: quando procurar auxílio médico e quando recorrer ao suporte espiritual? O tema foi debatido durante o podcast Voz Própria, em que especialistas e apresentadores destacaram que a medicina e as práticas religiosas não são excludentes, mas sim complementares.


Durante a conversa, o médico psiquiatra André Gordilho enfatizou que tratamentos médicos, psicoterapias e atividades de bem-estar — como ioga e dança — podem ajudar no cuidado com a saúde mental.


O psiquiatra ressaltou também a importância de distinguir o que faz parte do repertório cultural e religioso de um indivíduo do que pode sinalizar o início de um transtorno psiquiátrico.


Segundo o médico, manifestações como a incorporação possuem momentos e ambientes específicos dentro de tradições como o Candomblé, a Umbanda ou o Espiritismo. Por outro lado, a ocorrência repentina e descontextualizada de delírios, alucinações ou alterações de comportamento no cotidiano pode indicar um quadro de adoecimento mental.


"A própria religião percebe o que é adequado e o que não é. Ter uma manifestação dentro de um local apropriado é uma coisa. Outra é apresentar sintomas de forma abrupta, fora de contexto, o que exige uma avaliação clínica", explicou o especialista.


Ele destacou ainda a responsabilidade das lideranças religiosas no encaminhamento adequado de fiéis. Mães e pais de santo, médiuns e dirigentes de casas espirituais desempenham um papel crucial na identificação de casos que demandam intervenção médica.


O psiquiatra relatou, inclusive, que já recebeu pacientes encaminhados diretamente por líderes espirituais que perceberam que a demanda do frequentador ultrapassava a esfera espiritual e exigia acompanhamento psiquiátrico.


"E eu vejo que os centros espíritas, eles têm muito esse olhar, essa percepção. E já vi também terreiros com essa percepção, de perceber: 'Olha, você tem que ir no psiquiatra'. Já recebi pacientes encaminhados pela mãe de santo, pelo pai de santo, que percebeu que aquilo ali não estava adequado”, apontou.

 

Veja o vídeo:

 

Pablo Marçal cita a Bahia ao atacar religiões de matriz africana: “Se macumba funcionasse, era Dubai”
Fotos: Reprodução

O empresário Pablo Marçal afirmou durante uma entrevista ao canal BNTV, que "se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai". A declaração, dada em resposta a um questionamento sobre ele ter medo de "macumbaria", gerou repercussão nas redes sociais.

 

Durante a mesma gravação, Marçal desqualificou os praticantes de religiões de matriz africana, atrelando a fé à falta de sucesso pessoal e financeiro, em trechos da entrevista que circulam nas redes, ele associa os praticantes ao fracasso e à inveja. "Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera", declarou.

 

Na mesma ocasião, o empresário também criticou pessoas que, segundo a sua visão, recorrem a esse tipo de prática religiosa com a intenção exclusiva de prejudicar indivíduos que alcançaram a prosperidade financeira.

Rio de Janeiro reconhece validade civil de casamentos na Umbanda e no Candomblé
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo estadual do Rio de Janeiro sancionou uma lei que reconhece oficialmente a validade de casamentos religiosos celebrados em centros de Umbanda e Candomblé. A medida está na Lei 11.058/25, de autoria do deputado estadual Átila Nunes (PSD), e com a legislação, a conversão dessas uniões em casamento com validade civil passa a seguir as regras do Código Civil (Lei 10.406/02) e da Lei dos Registros Públicos (Lei 6.015/73).

 

Segundo informações da Agência Brasil, para que a celebração religiosa possa produzir efeitos civis, será necessária uma declaração lavrada por autoridade religiosa da Umbanda ou do Candomblé. 

 

O documento deverá conter nome completo, CPF, documento de identidade e endereço dos noivos; data, local e hora da cerimônia; identificação da autoridade religiosa celebrante; identificação do templo, terreiro ou casa religiosa; além das assinaturas do celebrante e de, pelo menos, duas testemunhas da comunidade.

 

A declaração do casamento poderá ser encaminhada ao Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais competente, acompanhada da documentação exigida pela legislação federal.

 

Segundo Átila Nunes, a iniciativa assegura princípios como liberdade religiosa, dignidade da pessoa humana, igualdade, liberdade de associação e proteção à diversidade cultural. Ele diz que o Rio de Janeiro é o primeiro estado do país a aprovar uma lei sobre o tema.

 

“É um processo de equidade. As igrejas católicas e evangélicas têm todos os direitos que as religiões de matrizes africanas não tinham. A grande vitória é que agora os casamentos nesses ritos poderão ter efeitos civis”, diz o parlamentar.

 

A lei também define quem pode ser reconhecido como autoridade religiosa habilitada: sacerdotes e sacerdotisas, babalorixás, ialorixás, pais e mães de santo, chefes de terreiro e outras lideranças espirituais tradicionalmente reconhecidas na Umbanda e no Candomblé. O objetivo é respeitar os critérios internos de cada tradições, e preservar a autonomia espiritual e organizacional das comunidades.

 

Apesar dos avanços, o governador Cláudio Castro vetou dois dispositivos da lei durante a sanção. Um deles previa punições a serventias extrajudiciais (cartórios) que se recusassem, de forma discriminatória, a receber ou processar documentos relacionados às celebrações religiosas. O segundo trecho vetado autorizava os Poderes Executivo e Judiciário a promover campanhas educativas, capacitação de agentes públicos e notariais e ações de valorização das expressões culturais e religiosas da Umbanda e do Candomblé.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas