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O tenente-coronel Roberto Castro, comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar da Bahia (PMBA), em Camaçari, completou seu terceiro Ironman no último fim de semana e se tornou o único oficial da corporação com três participações na prova considerada um dos maiores desafios do esporte de resistência no mundo. Desta vez, teve companhia especial: a esposa Isis Duques fez sua estreia na prova ao lado do marido.
O Ironman é uma das provas de triatlo mais exigentes do planeta. O percurso completo reúne 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida, tudo em sequência e com tempo limite de 17 horas. Completar a prova já é, por si só, uma conquista para atletas de qualquer nível.
Roberto Castro cruzou a linha de chegada em 12 horas e 5 minutos. Para ele, o resultado refletiu um amadurecimento que só veio com a experiência.
"Não tive dificuldade na prova. Encaro a prova como a cereja do bolo. As maiores dificuldades estão nos seis meses antes, no ciclo de periodização", contou.
O oficial chegou ao esporte de resistência há sete anos, sem histórico de treinamento intenso. Começou correndo, migrou para o triatlo e, mesmo durante a pandemia, não parou. Treinou em casa com a bicicleta acoplada a um equipamento de rolo, nadou na piscina do condomínio e correu nos arredores do prédio.
Em 2022, fez seu primeiro Ironman em Campinas. Em 2024, repetiu a dose. Agora, em 2026, voltou pela terceira vez.
Os treinos do dia a dia são feitos no próprio batalhão, onde pratica musculação e corrida. A natação era treinada em clube, com ao menos uma sessão semanal no mar, em Itapuã ou no Porto da Barra, em Salvador.
Para Castro, o esporte é uma extensão do trabalho na segurança pública.
"Vivo uma vida de muita adrenalina. Encontro no esporte um meio de aliviar os meus problemas. A Polícia tem esse viés de incentivar a atividade esportiva, tirar as pessoas da depressão", afirmou.
A estreia de Isis Duques no Ironman foi marcada pelo sofrimento natural da prova e pela emoção da chegada.
"A chegada acaba sendo indescritível para qualquer um, mesmo não sendo a primeira vez", disse Roberto.
A principal dificuldade da esposa foi absorver o volume de treinos nos meses de preparação. Ainda assim, ela conseguiu completar a prova em 14 horas 3 mnutos e teve o sentimento de comemorar seu primeiro Ironman, tanto com o marido, quanto com seus três filhos.

Na madrugada deste domingo (19), aconteceu a grande final do Circuito Mundial de Triatlo em Wollongong na Austrália. Miguel Hidalgo teve uma prova complicada, mas conseguiu se recuperar para fechar a prova na quarta colocação. O título ficou com o australiano Matthew Hauser, enquanto Miguel encerrou a temporada na segunda posição no geral, graças ao seu bom desempenho na corrida na prova decisiva do circuito.
O circuito mundial de triatlo é disputado com uma série de provas ao longo do ano, dando pontos aos atletas pelas suas colocações finais. No ranking, contam os três melhores resultados de cada triatleta, além da pontuação da final. Miguel Hidalgo chegou à Austrália na segunda colocação da lista com 2780 pontos, atrás apenas do australiano Matthew Hauser que tinha 3000. Também estavam na briga o português Vasco Vilaça e o alemão Henry Graf.
Matthew Hauser largou na frente com uma boa parcial na natação, sendo o primeiro atleta a sair da água. Miguel Hidalgo terminou a primeira transição no 33º lugar, a 36 segundos do líder. No trecho do ciclismo, o pelotão se dividiu em dois. O primeiro grupo contava com cerca de oito atletas, incluindo Hauser e Graf. Já no segundo, tinha Miguel Hidalgo e Vilaça, com os triatletas ficando cerca de um minuto atrás dos líderes.
Na corrida, Matthew Hauser disparou na frente para vencer a prova com um tempo total de 1h42min42s. O espanhol David Cantero e o italiano Alessio Crociani completaram o pódio da etapa final do circuito. Miguel Hidalgo e Vasco Vilaça fizeram uma boa recuperação, ultrapassando boa parte dos atletas que estavam no pelotão dos líderes no trecho do ciclismo. Na volta final, Miguel passou o português para fechar a prova na quarta colocação com um tempo total de 1h43min51s. Com a posição na prova, o brasileiro garantiu os pontos para confirmar o vice-campeonato mundial.
O Brasil subiu ao pódio na estreia da temporada 2025 do circuito mundial de triatlo. Na madrugada deste sábado (17), Miguel Hidalgo garantiu a medalha de bronze na World Series de Yokohama, no Japão.
Apesar de um início complicado na natação, em que saiu da água apenas na 16ª colocação, Hidalgo recuperou terreno no ciclismo, liderando o pelotão de perseguidores e se posicionando entre os primeiros. O brasileiro completou os 1.500m de natação em 18min08s e os 37,23 km de ciclismo em 52min06s. Na etapa final, os 5 km de corrida, ele registrou um tempo de 30min04s, finalizando a prova com um tempo total de 1h41min29s.
"Não foi o dia mais fácil, mas consegui terminar no pódio. Claro que eu estava almejando a vitória. Foi a primeira vez que eu estava na linha de largada pensando que tinha chances reais de vencer. Não foi hoje, mas estou chegando perto," avaliou o brasileiro.
A medalha de ouro ficou com o australiano Matthew Hauser, que completou a prova em 1h41min08s, seguido pelo português Vasco Vilaca, com 1h41min14s.
Kauê Willy, também representando o Brasil, não completou a prova, abandonando no trecho de ciclismo.
Prova Feminina
No feminino, o Brasil contou com a participação de Djenyfer Arnold, que terminou na 15ª posição, com um tempo de 1h53min19s. A vencedora foi Jeanne Lehair, de Luxemburgo, que completou o percurso em 1h51min34s. A britânica Beth Potter ficou com a prata, apenas quatro segundos atrás da campeã, enquanto a alemã Lisa Tertsch levou o bronze, com 1h51min40s.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.