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A saída de Léo Condé do Remo, nesta terça-feira (15), elevou para 17 o número de técnicos demitidos por clubes que disputam o Campeonato Brasileiro de 2026. O treinador deixou o Leão Azul após a derrota por 2 a 1 para o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela 27ª rodada.
Condé comandou o Remo em 31 partidas durante seis meses, com oito vitórias, oito empates e 15 derrotas, aproveitamento de 34,4%. O clube paraense ocupa a 19ª colocação da Série A e não vence há sete rodadas na competição. Considerando todas as competições, são nove partidas sem triunfo.
A demissão aconteceu dois dias depois de outra mudança no campeonato. No domingo (13), o Grêmio desligou Luís Castro após a derrota por 2 a 1 para o Vasco. O clube gaúcho posteriormente acertou o retorno de Renato Gaúcho.
Ao todo, 12 dos 20 clubes da Série A já dispensaram pelo menos um treinador nesta temporada. Remo, Vasco, São Paulo, Botafogo e Chapecoense aparecem na relação mais de uma vez.
VEJA OS 17 TÉCNICOS DEMITIDOS POR CLUBES DO BRASILEIRÃO EM 2026:
- Jorge Sampaoli — Atlético-MG - Demitido em 12 de fevereiro, após a 3ª rodada.
- Fernando Diniz — Vasco - Demitido em 22 de fevereiro.
- Juan Carlos Osorio — Remo - Demitido em 1º de março, após quatro rodadas.
- Filipe Luís — Flamengo - Demitido em 3 de março.
- Hernán Crespo — São Paulo - Demitido em 9 de março.
- Tite — Cruzeiro - Demitido em 15 de março, após a 6ª rodada.
- Juan Pablo Vojvoda — Santos - Demitido em 19 de março, após a 7ª rodada.
- Martín Anselmi — Botafogo - Demitido em 22 de março, após a 8ª rodada.
- Gilmar Dal Pozzo — Chapecoense - Demitido em 3 de abril, após a 9ª rodada.
- Dorival Júnior — Corinthians - Demitido em 5 de abril, após a 10ª rodada.
- Roger Machado — São Paulo - Demitido em 13 de maio.
- Fábio Matias — Chapecoense - Demitido em 25 de maio, após a 17ª rodada.
- Renato Gaúcho — Vasco - Deixou o clube em 18 de junho, durante a pausa para a Copa do Mundo.
- Luis Zubeldía — Fluminense - Demitido em 13 de agosto.
- Franclim Carvalho — Botafogo - Demitido em 18 de agosto.
- Luís Castro — Grêmio - Demitido em 13 de setembro, após a 27ª rodada.
- Léo Condé — Remo - Demitido em 15 de setembro, depois da derrota para o Bahia.
O Remo, inclusive, já realizou duas trocas de treinador no decorrer do campeonato. Juan Carlos Osorio deixou o cargo no início de março e foi substituído justamente por Léo Condé.
O primeiro treinador a cair nesta edição da Série A foi Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, ainda em fevereiro. Desde então, apenas entre o fim de agosto e a metade de setembro outras duas mudanças aconteceram, com Luís Castro e Condé.
O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, é o 12º treinador mais bem pago do mundo, segundo um levantamento feito pelo "GiveMeSport" e repercutido pelo jornal "A Bola", de Portugal. O salário do italiano atinge 9,43 milhões de euros anuais (cerca de R$ 56,1 milhões). Dessa forma, o comandante recebe, aproximadamente, R$ 4,7 milhões por mês.
Simone Inzaghi, do Al-Hilal, lidera o ranking com 26 milhões de euros (cerca de R$ 154,8 milhões na cotação atual) por temporada no futebol da Arábia Saudita.
Em segundo lugar está Diego Simeone, do Atlético de Madrid, com salário de 23,4 milhões de euros (cerca de R$ 139,3 milhões).
Luis Enrique, do Paris Saint-Germain, fecha o pódio no terceiro lugar, recebendo na casa de 20 milhões de euros (R$ 119,1 milhões).
Quando o recorte exclui clubes e foca em seleções, Ancelotti é o treinador mais bem pago. Os onze técnicos que aparecem à frente do italiano são comandantes de clubes.
RANKING DOS TÉCNICOS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO
- Simone Inzaghi (Al-Hilal) — € 26 milhões (R$ 154,8 milhões)
- Diego Simeone (Atlético de Madrid) — € 23,4 milhões (R$ 139,3 milhões)
- Luis Enrique (PSG) — € 20 milhões (R$ 119,1 milhões)
- Mikel Arteta (Arsenal) — € 17,5 milhões (R$ 104,2 milhões)
- Oliver Glasner (Nottingham Forest) — € 15,13 milhões (R$ 90,1 milhões)
- Xabi Alonso (Chelsea) — € 13,4 milhões (R$ 79,8 milhões)
- José Mourinho (Real Madrid) — € 12 milhões (R$ 71,4 milhões)
- Ange Postecoglou (Al-Nassr) — € 11,64 milhões (R$ 69,3 milhões)
- Andoni Iraola (Liverpool) — € 11,64 milhões (R$ 69,3 milhões)
- Enzo Maresca (Manchester City) — € 11,64 milhões (R$ 69,3 milhões)
- Luciano Spalletti (Juventus) — € 11,06 milhões (R$ 65,8 milhões)
- Carlo Ancelotti (Brasil) — € 9,43 milhões (R$ 56,1 milhões)
A eliminação da Alemanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou o fim da passagem de Julian Nagelsmann pelo comando da seleção. O treinador deixou o cargo nesta sexta-feira (3) e se tornou o oitavo técnico a encerrar seu ciclo durante ou logo após a disputa do Mundial.
A primeira mudança de comando ocorreu ainda na rodada de abertura da competição. O francês Sabri Lamouchi foi demitido da seleção da Tunísia após a derrota por 5 a 1 para a Suécia. Hervé Renard assumiu a equipe na sequência, mas não conseguiu evitar a eliminação dos tunisianos, que perderam os dois jogos restantes da fase de grupos.
Com o encerramento da primeira fase, outros treinadores também deixaram seus cargos. Hong Myung-bo renunciou ao comando da Coreia do Sul em meio à pressão da torcida e de dirigentes, após a campanha que terminou com a eliminação da equipe. Integrante do mesmo grupo, Miroslav Koubek também pediu demissão da República Tcheca depois de três partidas sem vitória.
Ainda durante a fase de grupos, Steve Clarke deixou a seleção da Escócia após a derrota por 3 a 0 para o Brasil, resultado que confirmou a eliminação escocesa. Marcelo Bielsa também encerrou sua passagem pelo Uruguai depois de uma campanha abaixo das expectativas, encerrada com dois empates e eliminação precoce.
No mata-mata, Ronald Koeman pediu demissão da Holanda após a derrota para o Marrocos na disputa por pênaltis. Sebastián Beccacece também deixou o comando do Equador depois do revés por 2 a 0 para o México, nos 16 avos de final.
O caso mais recente é o de Julian Nagelsmann. Eliminada pelo Paraguai nos pênaltis, a Alemanha viu o treinador entregar o cargo, ampliando a lista de mudanças no comando técnico das seleções participantes da Copa do Mundo de 2026.
A saída de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo, oficializada nesta terça-feira (3) elevou para quatro o número de profissionais desligados de clubes da primeira divisão nacional neste início de temporada. O movimento de troca no banco de reservas do clube carioca ocorre na mesma semana em que o Remo também encerrou o vínculo com seu treinador, somando-se às mudanças já realizadas por Atlético-MG e Vasco da Gama durante o mês de fevereiro.
O ciclo de demissões entre as equipes da elite começou no dia 12 de fevereiro com o Atlético-MG. O clube mineiro interrompeu o trabalho de seu treinador argentino após um empate por 3 a 3 contra o Remo. Em sua segunda trajetória pela instituição, o técnico registrou um aproveitamento composto por 10 vitórias, 16 empates e 8 derrotas ao longo de 34 partidas disputadas.
Dez dias após a mudança em Belo Horizonte, o Vasco da Gama oficializou a saída de Fernando Diniz no dia 22 de fevereiro. O desligamento aconteceu logo após a derrota da equipe para o Fluminense nas semifinais do Campeonato Carioca. O profissional encerrou sua segunda passagem pelo clube de São Januário com um histórico de 54 jogos, acumulando 18 vitórias, 14 empates e 22 derrotas antes da decisão da diretoria vascaína.
No último domingo, dia 1º de março, o Remo seguiu o mesmo caminho ao demitir Juan Carlos Osorio. A interrupção do trabalho do técnico colombiano foi motivada pela derrota no clássico contra o Paysandu, válido pelo Campeonato Paraense. O treinador deixou a equipe de Belém após 14 jogos, período em que obteve 4 vitórias, 8 empates e 2 derrotas.
O encerramento da lista ocorreu nesta terça-feira com Filipe Luís, que deixou o Flamengo após 101 partidas e 63 vitórias, mesmo vindo de uma goleada por 8 a 0 sobre o Madureira.
Os números atuais de trocas de comando apresentam um ritmo inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior. Em 2025, até a oitava rodada do Campeonato Brasileiro, sete treinadores já haviam perdido seus cargos em clubes como Fluminense, Santos, Grêmio, Corinthians, Sport e Vasco. Naquele ano, a competição atingiu a marca de 19 demissões na 24ª rodada e encerrou a 31ª rodada com 21 desligamentos, superando recordes de edições anteriores da Série A.
Os clubes que mais promoveram alterações em suas comissões técnicas no ano passado foram Vitória, Santos, Sport e Juventude. Para a temporada de 2026, as agremiações buscam novos nomes no mercado para iniciar. O Flamengo encaminhou a contratação do técnico Leonardo Jardim, enquanto Remo e Vasco negociam as contratações de Guto Ferreira e Renato Gaúcho, respectivamente. O Atlético, por outro lado, já conta com seu novo contratado, Eduardo Domínguez, ex-Estudiantes.
O Vitória anunciou o desligamento do técnico Fábio Carille do comando do Leão após a derrota por 8 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado marcou a 15ª demissão de treinadores da Série A em 2025. Faltando mais 17 rodadas para o fim, o número representa apenas cinco quedas a menos que o total do Brasileirão 2024.
Carille permaneceu pouco mais de um mês à frente do Rubro-Negro Baiano. No período, disputou nove jogos, conquistou apenas uma vitória, além de cinco empates e três derrotas. Sob seu comando, o time marcou oito gols e sofreu 18, com aproveitamento de 29,63%. A média foi de 0,89 gol a favor e dois contra por partida. Esta já é a segunda demissão de Fábio durante a Série A na temporada, porque ele já foi demitido pelo Vasco em 2025.
A goleada no Rio de Janeiro foi determinante para a decisão. O resultado intensificou a pressão da torcida e evidenciou as dificuldades do Vitória em se afastar da zona de rebaixamento. A diretoria optou pela mudança na madrugada de segunda para terça-feira.
Além de Carille, o Vitória também já demitiu Thiago Carpini durante o Campeonato Brasileiro de 2025, treinador esse que agora está à frente do Juventude. O time gaúcho é outro que já desligou dois técnicos enquanto disputa a competição. Primeiro foi Fábio Matias, depois Cláudio Tencati.
Santos e Sport se juntam a Vitória e Juventude. As duas equipes também contribuem com duas demissões para a lista que já soma 15 baixas. O Alvinegro Praiano demitiu Pedro Caixinha e Cléber Xavier, sendo comandado hoje por Pablo Vojvoda, enquanto o time pernambucano se desvinculou de Pepa e António Oliveira, tendo Daniel Paulista à beira do campo atualmente.
Mesmo na metade do torneio, mais sete clubes trocaram de treinadores considerando o período da primeira rodada do Brasileirão até o 21º capítulo da competição. Fluminense (Mano Menezes), Grêmio (Gustavo Quinteros), Ramón Díaz (Corinthians), Vasco (Fábio Carille), São Paulo (Luis Zubeldía), Botafogo (Renato Paiva) e Fortaleza (Pablo Vojvoda) completam a lista das demissões.
Ao fim do Campeonato Brasileiro de 2024, 20 demissões aconteceram. Rebaixados, Atlético-GO, com três, e Athletico-PR, com duas, lideram a lista, o Vasco também assumiu a ponta com três baixas. O Juventude aparece sozinho na prateleira com duas quedas no ano passado, enquanto Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Internacional, RB Bragantino, São Paulo e Vitória trocaram de treinador uma vez.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).