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A investigação que tem como um dos alvos o atacante David Corrêa, do Vasco e ex-Vitória, também envolve Hayner, lateral-direito com passagem pelo Bahia. Atualmente emprestado pelo Santos ao Vila Nova, o jogador de 30 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira (31), em operação da Polícia Civil do Espírito Santo contra uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas e armas.
A operação cumpre 15 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Cerca de 100 policiais civis, 38 viaturas e dois helicópteros participam da ação.
Segundo as informações divulgadas até o momento, os investigadores chegaram aos nomes dos jogadores a partir da análise de mensagens encontradas em celulares apreendidos no decorrer das investigações. Como o inquérito corre sob sigilo, a Polícia Civil ainda não detalhou quais suspeitas são atribuídas individualmente a David e Hayner.
David teve a residência, na Barra da Tijuca, e espaços utilizados por ele no CT Moacyr Barbosa, do Vasco, entre os locais vasculhados pelos agentes. Celular, computadores e documentos foram recolhidos na casa do atacante.
No caso de Hayner, mandados também foram cumpridos em endereços relacionados ao atleta e em Goiânia. O lateral pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova até o final da temporada de 2026.
HAYNER TEVE PASSAGEM PELO BAHIA
Hayner chegou ao Bahia depois de iniciar a formação no Rio Branco-ES. O lateral defendeu o Tricolor entre 2015 e 2016, antes de seguir carreira por clubes como Náutico, Paysandu, Novorizontino, Cuiabá, Sport, Atlético-GO, Coritiba e Santos, além de experiências no exterior.
Ex-jogador do Vitória e atualmente no Vasco, David Corrêa é alvo de buscas nesta segunda-feira (31) em uma investigação sobre tráfico interestadual de drogas e armas. Segundo informações da TV Globo e do g1, agentes cumprem mandados na residência do atacante, na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do clube carioca, em Jacarepaguá.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo e apura a atuação de uma organização criminosa com ramificações em diferentes estados. No Rio de Janeiro, agentes da 14ª DP, do Leblon, e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) saíram para cumprir três mandados de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, também são apurados possíveis envolvimentos de outros atletas profissionais e empresários com o grupo investigado. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre qual participação é atribuída a David no caso.
A operação ocorre simultaneamente em diferentes estados e mobiliza aproximadamente 100 policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros. Em São Paulo, um jogador do Santos foi preso durante a ação, mas sua identidade ainda não havia sido divulgada até a última atualização.
PASSAGEM PELO VITÓRIA
David chegou às categorias de base do Vitória vindo do Rio Branco-ES e foi promovido ao time profissional em 2015. Pelo Rubro-Negro, marcou 16 gols e conquistou o Campeonato Baiano em 2016 e 2017. Em 2017, teve sua temporada de maior destaque no clube, com seis gols no Campeonato Brasileiro.
No início de 2018, o Vitória negociou 70% dos direitos econômicos do atacante com o Cruzeiro por R$ 10 milhões. Depois, David passou por Fortaleza, Internacional e São Paulo antes de chegar ao Vasco, em 2024.
Pelo Leão da Barra, David disputou 109 partidas pelo clube, com 16 gols e oito assistências.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um carregamento de armas que tinha como destino a cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. A apreensão aconteceu na última segunda-feira (04), durante uma abordagem de rotina no quilômetro 71 da BR-116, em um veículo que havia saído do Rio de Janeiro.
Segundo a PRF ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, os agentes decidiram abordar o carro após notarem atitudes suspeitas por parte do motorista. Durante a vistoria, foi identificado um compartimento secreto no painel do veículo, onde estavam escondidos sete fuzis desmontados e doze carregadores de calibre 5,56mm.
O motorista confessou que pegou o carro já carregado na capital fluminense e que o armamento seria entregue em Porto Seguro. Ele não informou quem receberia o material. Todo o armamento e o condutor foram encaminhados à Polícia Civil, que seguirá com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e a real origem do arsenal.
A PRF reforçou que a apreensão é parte dos esforços contínuos da corporação no combate ao crime organizado e na garantia da segurança nas rodovias federais.
Vinte e oito integrantes de uma “complexa e multimilionária” engrenagem de tráfico ilícito de armas de fogo da Europa e da Turquia para a América do Sul foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Bahia, à Justiça Federal. A organização criminosa foi desarticulada na Operação Dakovo, deflagrada no Brasil e no Paraguai no início deste mês.
Investigações feitas pelo MPF em parceria com a Polícia Federal da Bahia revelaram que a empresa International Auto Supply S.A. (IAS-PY), sediada em Assunção, no Paraguai, importou cerca de 43 mil armas para o país, movimentando em três anos cerca de R$ 1,2 bilhão e desviando parte desse armamento para facções criminosas brasileiras.
A denúncia foi recebida nesta terça-feira (19) pela Justiça Federal Justiça Federal, que retirou o sigilo do caso. A peça narra um total de 55 crimes praticados pelo grupo: 25 de tráfico internacional de armas, 29 de lavagem de dinheiro, além do crime de organização criminosa transnacional para todos os denunciados. Os crimes atribuídos a cada acusado, o número de vezes que foram praticados e a incidência de circunstâncias agravantes variam de acordo com a participação de cada um nos delitos.
Embora os fatos descritos na denúncia também apontem elementos que possam caracterizar, em tese, os crimes de corrupção ativa ou passiva em detrimento da administração pública do Paraguai, o MPF não ofereceu denúncia por essas práticas por não estarem presentes as condições previstas no artigo 7º do Código Penal, que permitiriam o julgamento do caso pela Justiça brasileira.
Além da condenação criminal dos réus, o MPF requer a perda de bens e valores indicados como proveito do crime, confisco e bloqueio de bens, além da condenação dos acusados por danos morais coletivos. O MPF pediu ainda a manutenção das prisões preventivas já decretadas, bem como a conversão de prisões temporárias em preventivas, em relação a alguns denunciados.
INVESTIGAÇÃO
A denúncia é fruto das apurações feitas em inquérito policial instaurado a partir da apreensão de armas de fogo, acessórios e munições croatas, durante abordagem feita pela Polícia Rodoviária Federal no dia 23 de novembro de 2020, em Vitória da Conquista, na Bahia. Na ocasião, foram apreendidos: 23 pistolas calibre 9 mm com numeração suprimida; 70 carregadores, sendo 27 com prolongadores e 43 sem prolongadores; dois fuzis calibre 556 mm, com números de série apresentando indícios de adulteração; seis carregadores de fuzil e uma munição calibre 9mm.
As armas eram importadas da Europa e da Turquia para o Paraguai, onde tinham a numeração raspada e eram revendidas a grupos de intermediários que atuavam na fronteira com o Brasil. Parte do armamento acabava sendo comprada pelas principais facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
Durante as investigações, a partir do trabalho de perícia para recuperar o número de série dos armamentos, foram identificadas no território brasileiro 25 apreensões de armas de fogo comprovadamente importadas da Europa e da Turquia pela IAS-PY, as quais eram traficadas ilegalmente para o Brasil. As apreensões ocorreram nos seguintes estados da federação: Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
A organização criminosa atuava em seis núcleos, com funções bem delineadas:
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Núcleo Central: responsável pela coordenação da empresa IAS-PY e pelo controle dos demais núcleos;
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Núcleo de Vendedores: formado por funcionários da empresa, era responsável pela venda de armas para intermediários e compradores brasileiros;
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Núcleo Dimabel: integrado por militares paraguaios responsáveis pelo controle de armas naquele país, desembaraçava o registro e a movimentação do armamento no Paraguai e criava dificuldades para concorrentes da IAS-PY, em troca de vantagens indevidas;
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Núcleo de Intermediários: formado por pessoas situadas no Paraguai que serviam de vínculo com compradores no Brasil, alteravam o número de série e a marca de fabricante e forjavam a criação de novas armas com peças extraídas de marcas diversas;
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Núcleo de Compradores: formado por brasileiros integrantes das organizações criminosas que compravam armas diretamente do Paraguai;
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Núcleo de Lavagem: integrado por pessoas responsáveis pela ocultação e dissimulação da origem e do destino de recursos destinados ao líder da organização criminosa ou a fabricantes de armas em diversos países da Europa e na Turquia.
A Justiça baiana em conjunto com a Polícia Federal no Estado da Bahia conduz na manhã desta terça-feira (5), a operação contra grupos suspeitos de entregar 43 mil armas para os líderes das maiores facções do Brasil. Entre elas as facções denominadas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O comércio ilegal movimentava R$ 1,2 bilhão.
Em nota, a PF informou que a operação denominada de Dakovo, se iniciou após investigações no Grupo de Investigações Sensíveis da Polícia Federal na Bahia – GISE/SR/PF/BA, indicarem “uma complexa e multimilionária engrenagem de tráfico ilícito de armas de fogo da Europa para a América do Sul”. A apuração foi iniciada em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas no interior da Bahia.
Segundo a polícia, uma empresa que funciona em Assunção, no Paraguai, seria a responsável pela importação de milhares de pistolas, fuzis e munições de vários fabricantes europeus sediados na Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. As armas eram traficadas da Europa para o Paraguai, onde eram revendidas a intermediários que atuavam na fronteira do Brasil e o país vizinho. Após chegar na fronteira, as armas eram vendidas às principais facções criminosas do Brasil.
De acordo com a investigação, cerca de 43.000 armas passaram pelo Paraguai durante o período. Foram realizadas 67 apreensões que totalizam 659 armas apreendidas no Brasil. Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Ceará foram os estados que passaram pela operação.
A operação está sendo realizada nesta manhã pela Polícia Federal no Estado da Bahia, em parceria com Ministério Público Federal e cooperação internacional com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) com o Ministério Público do Paraguai.
A ação contou ainda com a FICTA (Força-Tarefa Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições), que é composta pela HSI (Homeland Security Investigations), SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública) sob Supervisão do Serviço de Repressão ao Tráfico de Armas da PF.
Já o processo está em curso na 2º Vara Federal de Salvador, que expediu 25 mandados de prisões preventivas, seis ordens de prisão temporária e 54 mandados de busca e apreensão em três países, Brasil, Paraguai e Estados Unidos. A Justiça baiana estabeleceu também que os alvos de prisão que estiverem no exterior sejam incluídos na lista vermelha da Interpol e caso, sejam presos, sejam extraditados para o Brasil.
O argentino Diego Dionísio é o principal alvo da PF. O contrabandista mora no Paraguai e seria um dos maiores envolvidos no caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rosemberg Pinto
“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso".
Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.