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O esquema criminoso envolvendo figurando policiais penais, que teriam facilitado a entrada de aparelhos celulares e materiais ilícitos em unidades prisionais da Bahia, tinham duas facções criminosas como beneficiárias. O BN obteve acesso à denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à sentença da Operação Sísifo, que investigava o grupo criminoso responsável pela entrada dos materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana.
No documento, baseado nas informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi descrito etapas do rito processual, incluindo o levantamento de sigilos bancários, buscas domiciliares e o pedido final de condenação dos envolvidos pelo órgão acusador.
De acordo com o levantamento, com base nos depoimentos e evidências colhidos no processo, os agentes públicos facilitavam a entrada de ilícitos para diversas facções criminosas atuantes no Conjunto Penal de Feira de Santana. Entre os grupos criminosos citados estavam o Comando Vermelho (CV) e o Comando da Paz (CP).
Além disso, alguns traficantes foram beneficiados pelo esquema, entre esses estão:
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Comando Vermelho (CV) e Comando da Paz (CP): O interno Nestor (Nesto Sales do Nascimento) é apontado como um dos principais articuladores e clientes dos agentes. Segundo os depoimentos, ele teria pertencido ao PCC, mas após furtar a facção, fugiu para a Bahia, onde integrou o Comando da Paz (CP), que posteriormente se transformou em Comando Vermelho (CV).
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Wanderson Santos Machado (vulgo "ua"): É citado como integrante da facção Comando Vermelho e como um dos envolvidos no esquema de entrada de aparelhos celulares.
Além disso, o documento obtido pela reportagem indica que a organização criminosa formada pelos agentes mantinha "negócios com outras organizações criminosas independentes", sendo as facções inseridas no presídio as suas principais clientes. Um dos depoimentos chegou a afirmar que o líder do grupo de agentes, Valmir, "vendia para todas as facções".
PRINCIPAIS TRAFICANTES E INTERNOS INTERMEDIÁRIOS BENEFICIADOS
A denuncia acessada pelo site elenca ainda que os agentes utilizavam lideranças internas para gerenciar a distribuição e venda dos produtos ilícitos. Conforme o documento, os membros de facções que foram mais beneficiados e mais presentes no crime foram:
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Nestor (Nestor Sales do Nascimento): Conhecido como "Químico", ele era um dos maiores contratantes do esquema encabeçado pelo agente Valmir. Nestor comercializava iPhones e drogas (especialmente cocaína, que ele mesmo "batia" ou misturava na cela para aumentar o volume) e chegava a contratar a entrada de 16 aparelhos de uma só vez.
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David Aparecido Pinheiro da Silva: Descrito como o "homem da cadeia", era apontado como o preso mais ativo e influente junto aos policiais penais, sendo o que mais contratava os serviços ilícitos. Embora um relato diga que ele não tinha vínculo fixo com uma facção específica, ele atuava como um grande intermediador para fortalecer todos os pavilhões.
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Genivaldo Reis dos Santos (vulgo Moá ou Mó): Identificado como um dos principais clientes e responsável pelo pagamento de funcionários públicos para o ingresso de celulares e drogas. Ele controlava a revenda desses itens em todos os pavilhões, utilizando outros presos (chamados "fardas azuis") para a logística interna.
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Outros nomes mencionados: Os internos conhecidos pelos apelidos de "Pinto", "Babi", "Bolotinha", "Júnior Demonhão" e "MT" (ou Mateus) também são citados como pessoas que tinham acesso ao esquema ou possuíam pontos de venda ("biqueiras") abastecidos pelo grupo.
A denúncia ainda disse que os agentes se aproveitavam de suas funções para fornecer a esses líderes e facções o acesso a celulares, drogas (maconha, crack e cocaína), armas brancas e até armas de fogo
A OPERAÇÃO
Uma operação deflagrada em junho de 2024 cumpriu cinco mandados de busca e apreensão contra agentes que atuam no Conjunto Penal de Feira de Santana. Intitulada de Sísifo, personagem grego condenado a rolar uma pedra ininterruptamente, a operação visa desarticular um grupo criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos na carceragem feirense.
Os mandados foram cumpridos em residências dos agentes públicos e de outros acusados de integrarem uma organização criminosa. Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), a apuração teve início após constatação da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais” no esquema.
O MP-BA informou também que recebeu denúncia contra 14 suspeitos por prática de prevaricação, favorecimento de entrada de celular em presídio, tráfico de drogas, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de capitais. Ainda por força de decisão judicial, os agentes públicos apontados na denúncia foram afastados das suas respectivas funções.
A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Polícia do Interior (Depin) da Polícia Civil.
DETALHAMENTO DA CONDENÇÃO
A sentença que condenou policiais penais e internos do Conjunto Penal de Feira de Santana detalhou o funcionamento do esquema criminoso investigado na Operação Sísifo.
Conforme a decisão, a organização utilizava diferentes estratégias para introduzir celulares, drogas e armas brancas na unidade prisional, além de manter uma estrutura de distribuição interna e um sistema de movimentação financeira destinado a ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas.
ENTRADA DE MATERIAIS ILÍCITOS
Segundo a sentença, a introdução de aparelhos celulares, entorpecentes e armas brancas ocorria por quatro principais mecanismos. Uma das estratégias era conhecida como "Capa Preta".
Durante a madrugada, agentes utilizando fardas escuras circulavam pela passarela superior dos pavilhões e desciam mochilas ou pacotes presos por cordas até as janelas das celas. Os internos utilizavam rodos para puxar os materiais para o interior das celas 2 e 4, apontadas como pontos estratégicos de recebimento.
Outra modalidade consistia na ocultação de materiais ilícitos em recipientes de alimentação, como cumbucas, muitas vezes escondidos sob o arroz, além de baldes de café e leite de grande capacidade.
O transporte interno era realizado por detentos conhecidos como "fardas azuis", que possuíam autorização para circular pela unidade em atividades de manutenção e limpeza.
A decisão também aponta que a técnica de enfermagem e policial penal Rosana Souza de Oliveira utilizava o acesso funcional aos pavilhões para introduzir telefones celulares de pequeno porte escondidos em caixas de medicamentos entregues durante a rotina de atendimento de saúde.
Ainda conforme a sentença, materiais ilícitos também eram introduzidos por meio das guaritas ocupadas por policiais penais investigados ou deixados em veículos estacionados no pátio interno do presídio para posterior recolhimento por internos autorizados.
DISTRIBUIÇÃO DOS MATERIAIS
De acordo com a investigação, o esquema não se restringia à entrada dos objetos, mas contava com uma estrutura organizada de comercialização dentro da unidade prisional. A sentença aponta que internos considerados lideranças, entre eles Nestor Sales, conhecido como "Químico", e Davi Aparecido, integravam a cúpula responsável por controlar a distribuição dos materiais entre os pavilhões.
As investigações estimam que um aparelho celular adquirido fora do presídio era revendido dentro da unidade por valores que chegavam a R$ 5 mil, gerando margem de lucro próxima de 200% para os intermediários. O grupo também monitorava as ações de fiscalização, emitindo avisos antecipados aos detentos antes da realização das revistas oficiais, conhecidas como "baculejos".
MOVIMENTAÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO
Segundo a decisão judicial, a organização criminosa adotava mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos obtidos com o esquema.
Os pagamentos eram realizados fora da unidade prisional por familiares ou comparsas, por meio de transferências via Pix e depósitos fracionados em contas de terceiros utilizadas como "laranjas".
A investigação identificou ainda que parte dos valores era movimentada por meio da empresa de fachada denominada "EME Eletricista" e posteriormente convertida em bens como propriedades rurais e gado bovino, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
Entre 2019 e 2023, as apreensões realizadas no Conjunto Penal de Feira de Santana somaram mais de mil aparelhos celulares e milhares de porções de drogas, cenário que, conforme a sentença, evidencia o caráter estruturado e lucrativo do esquema de corrupção investigado pela Operação Sísifo.
Durante um paredão ocorrido nesta quarta-feira (24), um grupo de traficantes do Comando Vermelho exibiu fuzis e pistolas de alto calibre no bairro de Portões, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O evento em questão foi divulgado nas redes sociais como o "Arraiá dos Pretinhos", que ocorreu durante os festejos juninos da cidade.
Segundo informações, a área do Queira Deus, que compõe o bairro de Portões, é dominada pelo Comando Vermelho, com o traficante "Djavan" assumindo a frente do bairro. No vídeo é possível ver armas de fogo que vão desde pistolas à submetralhadoras e fuzis.
As inteligências da Polícia Militar e da Polícia Civil trabalham para identificar a origem das imagens e os criminosos envolvidos.
Assista ao vídeo na íntegra:
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (28) que o projeto de lei antifacção, cobrado como uma das soluções para ampliar o combate ao crime organizado, está “maduro” e tecnicamente “muito bem estruturado”. O projeto de autoria do governo federal teve seu texto finalizado na semana passada, e no momento aguarda avaliação da Advocacia Geral da União (AGU).
Segundo afirmou o advogado-geral da União, Jorge Messias, ele determinou urgência ao corpo técnico do órgão para finalizar o parecer e depois enviar o projeto. “Na tarde de hoje (28), diversos pontos do texto foram discutidos em reunião realizada na sede da AGU, em Brasília, da qual participaram as equipes técnicas da própria Advocacia-Geral e do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, afirma uma nota da AGU divulgada nesta terça.
O projeto do governo busca endurecer as penas para organizações criminosas. O texto cria a modalidade qualificada desse crime (quando houver domínio de território), facilita ações contra empresas usadas pelo crime organizado e regula a gravação de conversas entre criminosos e advogados dentro da prisão.
A proposta, que já chegou a ser chamada de “antimáfia”, foi batizada pelo governo de Projeto de Lei Antifacção. Para entrar em vigor, o texto precisará ser aprovado no Congresso, o que ainda não tem data para ocorrer. Pelo projeto, a pena atual de 3 a 8 anos de prisão para quem integra, promove ou financia uma organização criminosa será elevada para 5 a 10 anos de prisão.
Quem é condenado por integrar organização criminosa está sujeito à pena desse crime somada às penas dos demais crimes praticados pelo grupo, como, por exemplo, tráfico, corrupção ou homicídio.
O projeto também cria a "organização criminosa qualificada", com pena de 8 a 15 anos de prisão quando a atuação do grupo envolver o controle de territórios ou de atividades econômicas por meio de violência ou ameaça , mirando, por exemplo, nas milícias.
Esse crime passa a ser considerado hediondo, o que significa que será inafiançável e não poderá ser perdoado por indulto ou anistia.
Há ainda a previsão de pena de 12 a 30 anos de prisão, uma das mais altas da legislação brasileira, em caso de homicídio praticado a mando de uma organização criminosa qualificada.
Versão anterior do texto, elaborada por um grupo de trabalho a pedido do Ministério da Justiça, previa pena de 12 a 20 anos para a modalidade qualificada, que acabou reduzida no projeto final após análises internas no ministério.
Em meio à forte repercussão negativa nas redes sociais após ter dito nesta sexta-feira (24), durante entrevista coletiva na Indonésia, que traficantes de drogas são “vítimas de usuários”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um comunicado afirmando que teria feito uma “frase mal colocada”. A declaração sobre traficantes e usuários vem sendo explorada pela oposição com fortes críticas a Lula.
“Quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país”, disse Lula na rede X, comentário que depois foi reproduzido nos stories da conta oficial do presidente no Instagram.
“Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, completou o presidente Lula.
A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta sexta. O comentário na entrevista foi feito em resposta a perguntas sobre a política antidrogas dos Estados Unidos.
“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga”, disse o presidente na entrevista.
Durante uma entrevista coletiva após seus compromissos em Jacarta, na Indonésia, nesta sexta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre as ações do governo dos Estados Unidos contra o tráfico internacional e em especial em relação aos países da América Latina. Na sua resposta, Lula disse que os narcotraficantes são vítimas dos usuários de drogas.
“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à drogfa”, disse o presidente.
“Você não pode simplesmente dizer que vai invadir, que vai combater o tráfico na terra dos outros sem levar em conta a constituição dos outros países, a autodeterminação dos povos, sem levar em conta a soberania territorial dos países”, completou Lula.
Enquanto falava sobre o narcotráfico, Lula disse, ainda, ter “prazer” em discutir o tema com o líder norte-americano, caso fosse do seu interesse.
“Se ele quiser discutir comigo, terei imenso prazer em discutir com ele esse assunto. Esse e outros assuntos, porque o mundo não pode continuar nessa polarização do bem contra o mal”, disse o presidente.
A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta manhã de sexta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Calvacante (RJ), usou as redes para criticar a fala do presidente.
“É inacreditável. O homem que governa o país defende quem destrói famílias, quem enche os cemitérios e quem espalha violência nas ruas. O país precisa de Justiça, não de romantização do tráfico”, escreveu.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reproduziu a declaração do presidente em suas redes sociais e disse que a fala era "surreal". Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez fortes críticas à colocação de Lula, e disse que para Lula, a culpa das drogas seria do usuário e não do traficante.
"Lula trata o traficante como vítima. É uma atrocidade disfarçada de loucura. O Brasil não aguenta mais a esquerda", afirmou o senador.
Quem também comentou a fala do presidente Lula foi o senador Ciro Nogueira, presidente do PP: "Os traficantes são vítimas dos usuários, os assaltantes são vítimas dos assaltados, os assassinos são vítimas dos mortos, os estupradores são vítimas das violentadas e por aí vai. Presidente Lula, vítima é o povo brasileiro dessa visão em que as vítimas são culpadas e os culpados são vítimas".
Críticas sobre a fala também foram postadas pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente. Mourou criticou Lula e a esquerda por "romantizarem o crime", afirmando que discursos que tratam traficantes como vítimas enfraquecem a segurança e os valores do país.
"Enquanto Lula chama narcotraficantes de “vítimas” e Gustavo Petro os trata como “trabalhadores do tráfico, nós, brasileiros de bem, seguimos pagando o preço da violência das drogas. É inacreditável ver a esquerda romantizando o crime e invertendo a lógica da responsabilidade. O Brasil precisa de líderes que defendam a lei e a ordem, não que abracem discursos perigosos que só enfraquecem nossa segurança e valores", afirmou.
Os moradores da Lagoa dos Patos, em Lauro de Freitas, foram surpreendidos com intensa troca de tiros entre facções criminosas na madrugada deste domingo (1º). Segundo o site Alô Juca, relatos informam que o confronto foi entre a facção CV, Comando Vermelho, e BDM, Bonde do Maluco.
Em vídeo publicado no Alô Juca, moradores registraram uma parte dos tiros. Moradores relataram ao site que o confronto envolveu uma granada, jogada pela CV contra a BDM.
A 52ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi chamada, mas os suspeitos não foram localizados.
Moradores do bairro de Pernambués passaram por momentos de pânico na tarde desta quinta-feira (4), quando mais de 20 traficantes da Baixa do Manu invadiram a localidade conhecida como ‘Morro’ e protagonizaram uma intensa troca de tiros com um grupo rival.
Traficantes da Baixa do Manu invadem o ‘Morro’ e assustam moradores de Pernambués pic.twitter.com/tF3I4CsToN
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 5, 2024
De acordo com o site Alô Juca, o ataque teria sido motivado pela disputa de território, envolvendo as facções Comando Vermelho e Bonde do Maluco. Equipes da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para atender a ocorrência. Não há informação sobre feridos na ação.
Dois homens foram presos com drogas na Rua Duarte da Costa, no bairro do Caminho de Areia, em Salvador. O caso aconteceu na manhã de sábado (20).
De acordo com a Polícia Militar (PM), agentes do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos (BPFRC)/Gêmeos, durante patrulhamento no bairro, avistaram um homem realizando a entrega de um pacote a outro indivíduo que, ao perceber a presença da viatura, tentou esconder o embrulho.
Ainda de acordo com a corporação, foi realizada a busca pessoal aos suspeitos e encontradas, dentro da sacola, duas embalagens com maconha, dois aparelhos celulares, um par de óculos, um relógio, uma corrente e duas pulseiras. Um automóvel, uma motocicleta, um capacete, um cartão de crédito e dinheiro também foram apreendidos.
Os suspeitos e todo o material foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi registrada.
Um homem e uma mulher foram presos em flagrante, neste sábado (30), transportando cerca de 28 kg de cocaína em um navio cruzeiro que estava atracado no Porto de Ilhéus, no Sul baiano. A prisão foi feita pela Polícia Federal (PF) juntamente com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
O casal havia embarcado na capital do Rio de Janeiro e tinha como destino a cidade de Barcelona, na Espanha. As substâncias entorpecentes, de acordo com a PF, estavam escondidas em compartimentos ocultos (fundos falsos) de quatro malas e foram identificadas durante inspeção de bagagem com scanner (raio-x) e com o auxílio de cão farejador.
Os presos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Ilhéus para os procedimentos de Polícia Judiciária e posteriormente ao sistema prisional do estado, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.
Cinco brasileiros foragidos da Justiça e alvos da Difusão Vermelha da Interpol foram presos, nesta sexta-feira (26), pela Polícia Federal. Eles foram deportados dos Estados Unidos e desembarcaram no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Boa parte dos presos são mineiros. Nascido em Santa Rita do Itueto, o primeiro extraditado foi condenado a uma pena de oito anos de reclusão pelo crime de estupro praticado contra menor. O crime aconteceu em 2012 no município do interior de Minas Gerais.
O segundo, natural de Campanário (MG), foi condenado a nove anos de prisão por estupro e cárcere privado, ocorridos em 2013 contra sua ex-namorada, no mesmo município. Nascido em Caratinga (MG), o terceiro preso foi condenado a nove anos de prisão por tráfico de drogas praticado em 2017, no município de Entre Folhas. A prisão foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Execuções Penais de Caratinga (MG).
Um outro foragido, natural de Ipatinga, foi preso em razão de mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal da cidade, por portar ilegalmente arma de fogo com numeração raspada e munição de uso restrito.
Por último, um homem de 62 anos, natural de Blumenau, também foi preso. Ele era foragido da Justiça de Santa Catarina, condenado a 12 anos de reclusão pela prática de estupro no ano de 2018, em pelo menos três ocasiões distintas, na cidade de Florianópolis.
Todos os foragidos internacionais foram detidos em solo americano pela Immigration and Customs Enforcement (ICE – U.S.), que é a autoridade de Imigração dos EUA, por estarem em desacordo com as normas migratórias daquele país e pela existência de mandados de captura internacional da Interpol contra eles.
Um grupo de traficantes que vendia drogas em um barco no mercado de peixe, na orla central de Porto Seguro, fugiram pelo o Rio Buranhém, após confronto com a polícia. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, tudo começou quando policiais realizavam uma operação no local e surpreenderam os suspeitos, na tarde desta terça-feira (9).
Os criminosos atiraram contra os policiais dando início a uma troca de tiros. Durante o confronto, três suspeitos pularam no rio para fugir da polícia. Dois homens foram capturados e o terceiro ainda não foi localizado. Na operação, os agentes apreenderam quase um quilo de cocaína e crack, além de uma balança de precisão e materiais para embalar drogas.
Um criminoso de 27 anos, que não teve a identidade revelada, foi detido e liberado após alegar compra de drogas para uso pessoal. Na ação, um adolescente de 15 anos, com mandado de internação por ato infracional, foi apreendido. O menor foi encontrado com um saco de crack e cocaína.
OUTRO CASO EM ARRAIAL D’AJUDA
Um outro caso em Porto Seguro, no Distrito de Arraial d’Ajuda chamou atenção de moradores e turistas. Durante a manhã desta quarta-feira (10), foram encontrados corpos de dois homens em locais distintos do distrito.
Um corpo estava próximo ao trevo de Arraial d’Ajuda e o outro na Praia dos Pescadores.
Ainda não há informações se existe alguma ligação deste caso com o tiroteio dos traficantes em Porto Seguro. Os corpos encontrados nesta quarta ainda não foram identificados. A Polícia Civil realiza perícia para determinar as causas da morte.
Mais cinco suspeitos de atuarem no confronto em Valéria, na semana passada, foram mortos durante um trabalho de inteligência das equipes das Polícias Civil (PC), Militar (PM) e Federal (PF) na tarde desta quinta-feira (21).
Os confrontos da última semana terminaram com um policial federal morto e outros dois, um civil e um federal, feridos. Antes da operação desta quinta, outros noves supeitos já haviam morrido em confronto com a polícia. Com isso, já são 14 mortos no total.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais foram até o Barro Duro, localidade no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e encontraram os homens. Na aproximação, os integrantes de uma facção atiraram e acabaram feridos. Eles foram socorridos, mas não resistiram.
Com os criminosos foram apreendidos uma espingarda calibre 12, três pistolas calibre 9mm, um revólver calibre 38, uma granada, carregadores, munições, câmera, máquinas para cartões, drogas, entre outros itens.
Três fuzis, uma carabina, uma submetralhadora, uma espingarda, seis pistolas, dois revólveres, granada, munições, entre outros itens foram apreendidos ao longo da semana.
As polícias Militar, Civil e Federal seguem no encalço dos traficantes que entraram em confronto, na última sexta-feira (15), no bairro de Valéria. Novos imóveis e outras regiões de mata fechada foram visitados na capital baiana, nesta terça-feira (19).
Foragidos da Justiça, armas e drogas são alvos das forças estaduais e federais. O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública segue ativado.
Novas informações sobre os traficantes podem ser enviadas através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O sigilo é garantido.
A vítima foi capturada por criminosos armados e posteriormente assassinada na primeira passarela da Avenida Bonocô, no sentido Iguatemi. Segundo as primeiras informações divulgadas pela 58ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), traficantes levaram a jovem amarrada até o local e efetuaram vários disparos.
Segundo informações viaturas da Polícia Militar encontram-se presentes na área, aguardando a chegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os criminosos conseguiram escapar. Muitos transeuntes estavam passando pelo local no momento dos tiros e se dispersaram assustados. Moradores relataram que oito homens armados foram avistados na região que leva ao bairro de Cosme de Farias.
Equipes da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) (Itapuã) apreenderam um fuzil e uma câmera de monitoramento após confronto com traficantes no Bairro da Paz. O flagrante aconteceu na quarta-feira (28).
De acordo com as informações da SSP, os PMs patrulhavam no bairro quando avistaram homens armados. Durante a tentativa de prisão houve confronto e os criminosos conseguiram escapar.
No local os militares apreenderam um fuzil, munições dos calibres 7,62, 5,56, 45 e 9mm, uma câmera de monitoramento, uma caderneta com anotações do comércio de entorpecentes e embalagens plásticas usadas para drogas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Mansur
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.