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Os tiroteios durante perseguições cresceram 475% em Salvador e região metropolitana no mês de abril. Isso é o que apontam os números do Fogo Cruzado, divulgados nesta terça-feira (12). Ao todo, foram 23 casos de perseguição este ano, contra quatro ocorrências semelhantes no mesmo período de 2025.
Ainda segundo o levantamento, todas as perseguições mapeadas em abril deste ano envolveram ações policiais. Um desses episódios ocorreu na tarde do dia 2 de abril, em Portão, Lauro de Freitas. Cinco homens foram baleados durante uma perseguição policial. Entre as vítimas estavam três policiais militares, que ficaram feridos, e outros dois homens, que morreram após serem baleados.
Ao todo, essas perseguições registraram 12 pessoas mortas e oito feridas. No mesmo período de 2025, quatro pessoas morreram e quatro ficaram feridas nesses casos, sendo dois casos relacionados a ações policiais e dois a grupos armados.
Já o número de tiroteios em Salvador e na região metropolitana chegou a 130 no mês de abril, segundo dados do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado. Esse número representa uma redução de 16% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 155 tiroteios na região.
Apesar da queda no número geral de ocorrências, os tiroteios durante ações policiais seguiram em alta. Foram 77 registros desse tipo no período, um aumento de 8% em comparação com o ano passado, quando ocorreram 71 casos.
O relatório do Fogo Cruzado destacou ainda um aumento no número de agentes de segurança baleados. Em abril, 13 agentes foram atingidos por disparos de arma de fogo na região, sendo três mortos e 10 feridos. Entre as vítimas estavam 12 policiais militares, sendo dois mortos e 10 feridos, e um policial civil morto. No mesmo período do ano passado, quatro agentes de segurança foram feridos por armas de fogo.
Em março deste ano, outros seis agentes de segurança foram baleados na região, sendo três mortos e três feridos. Com isso, o total de agentes atingidos por disparos de arma de fogo nos primeiros meses de 2026 chega a 29 vítimas, sendo 21 feridos e oito mortos.
O relatório detalha ainda os números por municípios da Região Metropolitana:
- Salvador: 98 tiroteios, 66 mortos e 24 feridos
- Camaçari: 12 tiroteios, 5 mortos e 3 feridos
- Lauro de Freitas: 6 tiroteios, 9 mortos e 3 feridos
- Simões Filho: 4 tiroteios e 2 mortos
- Mata de São João: 3 tiroteios e 2 mortos
- Candeias: 2 tiroteios, 1 morto e 1 ferido
- Dias D’ávila: 2 tiroteios e 3 mortos
- Itaparica: 2 tiroteios, 2 mortos e 2 feridos
- Vera Cruz: 1 tiroteios, 1 morto e 1 ferido
Já entre os bairros, durante o mês de abril, os bairros mais afetados pela violência armada foram:
- São Cristóvão: 7 tiroteios e 5 mortos
- Beiru/Tancredo Neves: 4 tiroteios e 4 mortos
- Jardim Nova Esperança: 4 tiroteios: 2 mortos e 1 ferido
- Pirajá: 4 tiroteios, 2 mortos e 1 ferido
- Areia Branca (Lauro de Freitas): 3 tiroteios e 2 mortos
- Alto da Terezinha: 3 tiroteios, 2 mortos e 1 ferido ‘
- Cosme de Farias: 3 tiroteios e 3 mortos
- Engenho Velho da Federação: 3 tiroteios e 2 mortos
O número de tiroteios durante ações policiais segue em alta em Salvador e região metropolitana em 2026. Entre 1º de janeiro e 5 de maio, foram registradas 261 ocorrências, um aumento de 9% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 240 registros, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado.
O perfil das vítimas, no entanto, acende um alerta. Crianças e adolescentes continuam sendo atingidos pela violência armada nesses casos. Em 2026, 10 adolescentes foram baleados, sendo nove mortos e um ferido, o mesmo número registrado em 2025. Já entre crianças, houve dois casos neste ano: uma morreu, e a outra ficou ferida, enquanto nenhuma criança foi baleada no mesmo período do ano passado.
Um dos episódios mais emblemáticos de 2026 ocorreu no início de maio, na localidade da Lajinha, no Engenho Velho da Federação, onde uma criança de 11 anos foi morta e sua tia ficou ferida após terem a casa invadida durante uma perseguição policial na madrugada.
Apesar do crescimento no número de ações com disparos, o total de vítimas apresentou redução de 2%. Em 2026, 229 pessoas foram baleadas, sendo 182 mortas e 47 feridas. No mesmo período do ano passado, foram 233 vítimas, com 209 mortos e 24 feridos.
A violência armada provocou tiroteios em 149 dos 171 bairros de Salvador. Outros 22 se destacaram por saírem “ilesos” no somatório de 1.104 ocorrências registradas pelo Instituto Fogo Cruzado na Bahia durante todo o ano de 2025. Conforme um relatório divulgado nesta quinta-feira (26), isso indica que quase 9 em cada 10 bairros foram atingidos por tiroteios na capital baiana, um índice de 87,1%.
Esse número é um detalhamento do relatório anual do Fogo Cruzado, com informações complementares obtidas pelo Bahia Notícias. Conforme os dados, os bairros que não registraram tiroteios foram: Alto das Pombas, Amaralina, Areia Branca, Boa Viagem, Bonfim, Boa Vista de Brotas, Cabula, Cajazeiras II, Cajazeiras VII, Calabar, Chame-Chame, Colinas de Periperi, Doron, Granjas Rurais Presidente Vargas, Ilha de Maré, Ilha dos Frades/Ilha de Santo Antônio, Roma, Santo Agostinho, Saramandaia, Saúde, STIEP e Vitória.
O BN elaborou um mapa com os índices de conflitos armados registrados entre os 171 bairros da capital baiana:
Do outro lado do ranking, entre os territórios mais afetados pela violência, estiveram bairros como Beiru-Tancredo Neves (35), Lobato (31), Mussurunga (27), Fazenda Coutos (26), Federação (26), Castelo Branco (25) e Mata Escura (24), que, juntos, somaram quase 200 tiroteios no último ano, cerca de 17% do total do município.
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- Bahia registra queda de tiroteios e mortes entre 2023 e 2025, aponta Fogo Cruzado
- Tancredo Neves é bairro mais atingido por tiroteios da capital baiana em 2025, diz relatório do Fogo Cruzado; veja números
Os números em questão mesclam dados de conflitos armados com e sem o registro de operações policiais, ou seja, os tiroteios podem ou não envolver o uso da força policial. No entanto, o Fogo Cruzado também destacou que 662 tiroteios foram provocados por ações de órgãos de segurança pública em Salvador. Os números conseguem apontar ainda que a presença armada de forças de segurança é mais explícita que em outros, sendo registrada na ocorrência de tiroteios.
Entre estes, estão os bairros de Tancredo Neves (23), Nordeste de Amaralina (18), Valéria (14), Jardim Nova Esperança (14), Santa Cruz (14), Federação (13), Mata Escura (13), Engenho Velho Da Federação (13), Cosme De Farias (13), Mussurunga (11), Fazenda Grande Do Retiro (11), São Cristovão (11), Águas Claras (11) e Engomadeira (11). Confira o mapa:
“A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação”, é o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas o que acontece na realidade soteropolitana é que cerca de 252 escolas tiveram seu funcionamento impactado pela violência armada, segundo informações divulgadas pelo Instituto Fogo Cruzado.
A pesquisa aponta que as escolas espalhadas por diversos bairros de Salvador “foram afetadas por tiroteios em seu entorno”, e, subsequentemente, milhares de estudantes soteropolitanos tiveram dias letivos suspeitos devido à violência. Sem detalhar os números, o Instituto destacou ainda que “destes casos, 67% das escolas foram afetadas por ação policial”.
O que se sabe, no entanto, é que o impacto da violência chegou com mais força em um território e um grupo social específico. O levantamento aponta que, em bairros de população majoritariamente negra, como Fazenda Coutos, Rio Sena, Moradas da Lagoa, Pero Vaz, Calabetão, Lobato e Chapada do Rio Vermelho, a violência foi mais evidente. Apenas os sete bairros citados concentram 5% dos tiroteios próximos a escolas.
Por outro lado, bairros com população majoritariamente branca, como o Itaigara, Graça, Caminho das Árvores, Canela, Pituba, Barra e Patamares, registram apenas 0,3% de tiroteios no entorno de escolas.
O cenário de segurança pública na Região Metropolitana de Salvador (RMS) segue com números de letalidade nos últimos três anos. Segundo o relatório anual do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (26), a violência armada durante ações policiais tem vitimado a população civil, incluindo grupos vulneráveis como crianças e adolescentes, com 29 baleados e 17 mortos.
Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, 1.874 pessoas foram baleadas na RMS. Desse total, mais de um terço (37%) dos casos ocorreu durante ações ou operações policiais. O levantamento destaca que 29 crianças e adolescentes foram atingidos por disparos em contextos de intervenção estatal, resultando na morte de 17 deles.
O relatório também denuncia a baixa eficácia nas investigações:
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Homicídios por Policiais: Apenas 24% dos inquéritos são concluídos.
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Dados de 2023: Das 1.702 mortes registradas, apenas 284 investigações foram finalizadas.
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Padrão de Confronto: 40% dos tiroteios ocorrem em rondas de rotina, e não em operações planejadas com inteligência.
RONDAS INSEGURAS
O relatório aponta a polícia como um motor central das 109 chacinas registradas no período. Destas, 68% foram resultado direto de ações policiais, deixando um rastro de 286 mortos. Um dado alarmante aponta que as Rondas Especiais (Rondesp) estiveram envolvidas em pelo menos 52% dessas mortes.
Mesmo com queda estadual em 2025, quando observado o número de tiroteios na Região Metropolitana de Salvador, Camaçari lidera com 123 casos, seguida por Lauro de Freitas com 61 casos. Em terceira pior posição, Dias D'Ávila com 59 casos, depois Simões Filho com 57 casos e Candeias com 35 casos.
Entre os números de tiroteios, para além dos 1.104 de Salvador, a Região Metropolitana teve Pojuca com 4 casos, Madre de Deus com 2 casos, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé, ambos com 12 tiroteios. Vera Cruz com 15 tiroteios e Itaparica com 6 casos.
O cenário de letalidade policial também apresentou um salto nos últimos anos: em 2024, 55 pessoas morreram em chacinas das forças de segurança. Já em 2025, esse número subiu para 95 mortes, um aumento de 73% em apenas um ano.
Além das 1.187 mortes de civis em intervenções, a violência também atinge a ponta da segurança: 72 agentes foram baleados no período, com 23 óbitos confirmados.
Especialistas do Instituto Fogo Cruzado alertam que, enquanto os planos estaduais de redução de letalidade (como o PQUALI) enfrentam lentidão burocrática, a confiança entre a população e o Estado segue em franco processo de destruição.
A capital baiana registrou 1.104 tiroteios em 2025. É o que diz o relatório do Instituto Fogo Cruzado, que mapeia conflitos armados no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (26). Conforme os dados registrados pela entidade, o bairro mais afetado pela violência armada foi o Beiru-Tancredo Neves, na região central do município, onde foram registrados 35 tiroteios no ano passado.
Os números apontam que o Beiru registrou 3,17% dos conflitos armados de 2025 em Salvador, que possui 172 bairros. O mesmo bairro ainda figura a liderança de outro ranking: o de tiroteiros relacionados a operações policiais. Segundo o levantamento, 23 dos 35 tiroteios registrados estavam relacionados a ações dos órgãos de segurança pública.
Segundo informações do Censo de 2022, o bairro do Beiru-Tancredo Neves é a maior favela da Bahia e a 10ª do país, com mais de 38 mil habitantes.
Ainda no que diz respeito ao número de tiroteios, com ou sem relação com a polícia, o segundo bairro mais atingido foi o Lobato, na região do subúrbio ferroviário da capital. Na região, foram registrados 31 ações armadas. Em seguida, aparece o bairro de Mussurunga, com 27 tiroteios.
Confira o ranking dos bairros com mais tiroteios:

Montagem: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O relatório do Fogo Cruzado ainda expôs um aspecto relevante da violência na capital baiana: entre os bairros que lideram o ranking de tiroteios em ações policiais, 13 concentram 21%, ou seja, mais de um quarto dos índices, e todos têm população de maioria negra, como o Nordeste de Amaralina, Valéria e Jardim Nova Esperança.

Montagem: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
Três confrontos com tiros foram registrados em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo, só neste domingo (9). Pelo menos duas pessoas foram baleadas após os casos. Até a manhã desta segunda-feira (10) não havia informações se os casos estariam associados. O último tiroteio ocorreu por volta das 23h na comunidade Zilda Arns, no bairro Cajueiro.
Segundo o Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, moradores relataram que a situação durou cerca de dez minutos. Antes, um confronto também ocorreu na Rua Sóter Barros, no Centro da cidade. Um jovem atingido foi levado pelo Samu para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ).
Outro tiroteio também foi registrado na localidade de Mutum. Uma pessoa também precisou ser levada para o mesmo hospital após ser baleada. Não há mais informações sobre o estado de saúde delas. A polícia ainda não confirmou se há relação entre os três fatos.
Na última quarta-feira (5), uma mulher e um homem foram baleados após uma confusão na feira livre da cidade.
A série "Heathers", que seria lançada no dia 7 de março, teve a estreia adiada por conta do recente tiroteio em uma escola na Flórida, nos Estados Unidos, que deixou 17 pessoas mortas. "Por causa dos trágicos acontecimentos na Flórida e em respeito às vítimas, seus familiares e entes queridos, achamos que o correto é adiar a estreia", diz a Paramount Network em um comunicado publicado na revista Variety. A série “Heathers” é uma adaptação do filme homônimo, que no Brasil recebeu o título de “Atração Mortal”, e aborda de forma satírica temas como raça, questões socioeconômicas e violências com armas. Ainda não há uma data exata para a estreia, mas a previsão é que o seriado vá ao ar ainda este ano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Não tenho que justificar nada para ninguém".
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. Em coletiva realizada em frente ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde acompanhou a entrega de armamentos e viaturas, o parlamentar afirmou que não precisava avisar a aliados sobre sua relação com Vorcaro.