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timesha beauchamp
A cidade de Southfield, no estado de Michigan, Estados Unidos, concordou em pagar US$ 3,25 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões) em um acordo judicial com a família de Timesha Beauchamp. O valor encerra uma ação movida pela família após um erro médico que declarou a jovem de 20 anos como morta em agosto de 2020, quando ela ainda apresentava sinais vitais.
De acordo com os fatos do caso, equipes de emergência atenderam Timesha Beauchamp em 23 de agosto de 2020. Após avaliação no local, os paramédicos contataram por telefone um médico de um pronto-socorro. Com base apenas nas informações repassadas, sem examinar pessoalmente a paciente, o médico declarou-a morta. O corpo foi então encaminhado para uma funerária em Detroit.
No entanto, durante os preparos para o embalsamamento, um funcionário da funerária identificou que a jovem estava respirando e com os olhos abertos. Timesha foi transferida com urgência para um hospital. Apesar dos esforços para mantê-la viva com suporte de um ventilador mecânico, ela sofreu danos cerebrais irreversíveis devido à falta prolongada de oxigenação. A jovem veio a falecer oito semanas depois, em outubro de 2020, no Children’s Hospital of Michigan.
Em comunicado oficial, a prefeitura de Southfield reconheceu a tragédia. “Reconhecemos que nenhuma resolução pode desfazer a profunda tragédia que ocorreu em 23 de agosto de 2020 ou aliviar a dor vivenciada pela família da sra. Beauchamp”, afirmou a cidade. O texto ainda destacou que “este caso envolveu circunstâncias extraordinariamente difíceis que surgiram no complexo contexto de uma pandemia global”.
O advogado da família, em declaração reproduzida na íntegra, afirmou: “Finalmente, Timesha e sua família puderam obter parte da justiça que merecem”. Ele avaliou que nenhuma compensação financeira poderia reparar totalmente o dano sofrido.
Os familiares optaram por não comentar publicamente o desfecho do acordo. O órgão responsável pela supervisão dos serviços médicos na região não respondeu a pedidos de esclarecimento sobre o caso.
As informações são do O Globo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.