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time de caloteiro
O Grêmio contestou as declarações do presidente do Vitória, Fábio Mota, a respeito da dívida envolvendo a contratação do zagueiro Wagner Leonardo. A manifestação do dirigente rubro-negro ocorreu após a vitória do Vitória por 1 a 0 sobre o clube gaúcho, na segunda-feira (7), no Barradão.
Após a partida, Fábio chamou o Grêmio de "time caloteiro" e afirmou que seria uma injustiça o Vitória perder para a equipe gaúcha em casa. O presidente também disse que acionou a Justiça para cobrar os valores referentes à negociação e criticou a ausência de representantes gremistas no estádio.
De acordo com a apuração do GE, o Grêmio reconhece que possui uma pendência financeira com o Vitória, mas afirma que o débito é de pouco mais de US$ 1 milhão, e não de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,8 milhões), valor citado por Mota.
Segundo a versão do clube gaúcho, o Vitória teria antecipado junto a um fundo de investimentos o valor integral da transferência de Wagner Leonardo. Dessa forma, o Leão já teria recebido os recursos e precisaria repassar parte da quantia ao credor.
Ainda de acordo com o Grêmio, os clubes negociaram neste ano uma solução para a dívida. Uma das propostas envolvia o retorno de Wagner Leonardo ao Vitória, acompanhado do pagamento de uma quantia adicional para encerrar a pendência. O Tricolor afirma que concordou com os termos inicialmente apresentados.
O Vitória, porém, teria solicitado uma garantia bancária formal para concluir o acordo. O Grêmio diz ter apresentado a garantia, mas afirma que o Rubro-Negro posteriormente desistiu da negociação.
Fábio Mota também declarou que a dívida está judicializada, informação contestada pelo Grêmio. O clube gaúcho afirma que não foi citado em nenhum processo relacionado ao débito e sustenta que a questão também não foi levada à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Para o Grêmio, a CNRD seria o órgão adequado para tratar do caso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.