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thiago jannuzzi
O futebol brasileiro terá uma pausa obrigatória durante a Copa do Mundo Feminina de 2027. A CBF comunicou aos clubes, na última terça-feira (4), que o calendário nacional será paralisado entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, período de realização do torneio no Brasil.
A medida valerá tanto para o futebol feminino quanto para o masculino. Com isso, competições nacionais organizadas pela entidade precisarão ser ajustadas para que não haja conflito com o Mundial, que será realizado pela primeira vez no país.
A CBF ainda trabalha na montagem do calendário de 2027 e não detalhou como a paralisação será absorvida pelas competições. O período, no entanto, já passa a ser tratado como bloqueado para o futebol brasileiro.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e 64 jogos. Oito cidades foram escolhidas pela Fifa entre 12 candidaturas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre.
A pausa também terá impacto direto nos clubes que utilizam estádios escolhidos para a competição. Muitas das arenas fazem parte da rotina de equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e ficarão à disposição da Fifa com antecedência para adequações, operações e preparação do evento.
Em Salvador, a Arena Fonte Nova será uma das sedes do Mundial. O estádio, casa do Bahia, terá período de exclusividade da Fifa antes e durante a competição, o que obrigará o Tricolor a se adaptar ao calendário e à utilização de sua principal praça esportiva no meio da temporada de 2027.
A organização do torneio trabalha com expectativa alta de público. Diretor de operações da Copa de 2027 da Fifa, Thiago Jannuzzi afirmou que a meta é superar os números da edição de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia.
"Hoje nós já temos mais de 730 mil pessoas inscritas para adquirir ingresso. Metade brasileiro, metade de estrangeiros. Com muita procura do México, EUA, Argentina e Colômbia", citou Jannuzzi.
A última Copa do Mundo Feminina registrou mais de 2 milhões de torcedores nos estádios e média superior a 33 mil pessoas por partida. A Fifa quer superar essa marca no Brasil, impulsionada pelo interesse internacional e pela presença do torneio em grandes capitais.
Com jogos em oito cidades, a competição será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.