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Adversário do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, o Haiti precisou alterar os uniformes que usará no Mundial após uma solicitação da Fifa. A entidade entendeu que o design original da camisa continha "mensagens políticas", por trazer uma bandeira e uma ilustração da Batalha de Vertières, confronto decisivo para a independência do país.
Segundo o jornal The Athletic, a Federação Haitiana de Futebol solicitou à fornecedora Saeta a modificação dos uniformes. Um porta-voz da seleção haitiana afirmou que a leitura da Fifa sobre o desenho foi uma "interpretação equivocada".
"Após uma interpretação equivocada, dirigentes da Fifa pediram à federação que removesse uma imagem que retrata Vertières e alguns heróis da independência hasteando a bandeira haitiana", afirmou o representante.
A Batalha de Vertières foi travada em 18 de novembro de 1803 e marcou a etapa final do processo que levou à independência do Haiti. A data também tem ligação simbólica com a campanha atual da seleção: o Haiti garantiu classificação para a Copa do Mundo de 2026 em 18 de novembro de 2025.
"Vertières foi o local da última batalha que levou à nossa independência, travada em 18 de novembro de 1803. Ironicamente, a seleção se classificou para a Copa do Mundo de 2026 em 18 de novembro de 2025. A federação não fez nenhuma outra declaração sobre o assunto; simplesmente pediu à Saeta que alterasse o uniforme", completou.
O modelo original da camisa trazia uma bandeira azul e vermelha na parte inferior, em referência ao primeiro símbolo nacional adotado após a independência, em 1804. A Revolução Haitiana, liderada por figuras como Toussaint Louverture, é reconhecida historicamente como a única revolta de escravizados bem-sucedida da era moderna. Veja abaixo, com detalhes, em publicação feita pelo perfil mantosdofutebol.com.br:
Pelas regras aplicadas pela Fifa em suas competições, símbolos ou imagens que possam ser interpretados como manifestações políticas podem ser proibidos nos uniformes das seleções.
Em comunicado, a Saeta afirmou que a proposta visual tinha como objetivo representar o "orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano", sem intenção de transmitir mensagem política.
"Diversos conceitos foram desenvolvidos e refinados ao longo de vários meses e submetidos ao processo padrão de aprovação da Fifa. A proposta era uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha a intenção de transmitir uma mensagem política", disse a fornecedora.
Esta não é a primeira vez que o Haiti precisa modificar um uniforme de última hora. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Comitê Olímpico Internacional entendeu que uma imagem de Toussaint Louverture no traje da equipe de esqui não estava de acordo com normas sobre expressão dos atletas. Na ocasião, o rosto do revolucionário foi coberto por um remendo.
Na Copa do Mundo, o Haiti estreia neste sábado (13), às 22h, pelo horário de Brasília, contra a Escócia. Depois, enfrenta o Brasil no dia 19, às 21h30, e encerra a fase de grupos contra Marrocos, no dia 24.
Kylian Mbappé atravessa um dos momentos mais delicados desde a chegada ao Real Madrid. Pressionado pela fase irregular da equipe, o atacante francês passou a conviver também com desgaste nos bastidores e com uma mobilização de torcedores que pedem sua saída do clube.
Segundo o The Athletic, nesta semana, Mbappé se envolveu em uma discussão durante um treino antes da partida contra o Real Betis, no dia 24 de abril. O episódio teria começado após um integrante da comissão técnica, que atuava como assistente na atividade, marcar impedimento em um lance do atacante.
A decisão provocou reação imediata do francês. De acordo com a publicação, Mbappé respondeu de forma irritada e usou termos considerados ofensivos contra o membro da equipe. O caso foi tratado internamente como uma discussão acalorada, sem indicação de punição disciplinar ao jogador.
A tensão interna se soma ao movimento de parte da torcida nas redes sociais. Uma petição criada por madridistas passou a circular pedindo a saída de Mbappé do Real Madrid e já reúne milhões de assinaturas. O texto convoca torcedores a pressionarem por mudanças no elenco.
"Madridistas, façam sua voz ser ouvida. Se você acredita que mudanças são necessárias, não fique em silêncio. Assine esta petição e defenda o que você acha melhor para o futuro do clube", diz o texto da petição.
O clima no Real Madrid já vinha carregado desde a eliminação para o Bayern de Munique na Champions League. A queda europeia aumentou a cobrança sobre o elenco e abriu espaço para a exposição de episódios internos.
Um dos casos recentes envolveu Antonio Rüdiger. O zagueiro se desentendeu com um companheiro no vestiário e, posteriormente, pediu desculpas ao grupo. Além disso, Mbappé também recebeu críticas internas por uma viagem à Itália durante um período de recuperação de lesão.
Dentro de campo, o cenário também pesa. O Real Madrid soma 77 pontos em 34 rodadas do Campeonato Espanhol e está 11 pontos atrás do líder Barcelona. Restando quatro partidas para o fim da competição, as duas equipes se enfrentam no próximo fim de semana.
O Real Madrid vai vender o brasileiro Vinicius Jr. no final da temporada 2025/26, de acordo com o portal alemão Sport Bild. Após o desentendimento do atleta com o técnico Xabi Alonso durante o clássico contra o Barcelona, a relação do jogador com a diretoria do clube ficou estremecida.
Durante a partida, o brasileiro protestou ao ser substituído aos 20 minutos do segundo tempo, e desceu diretamente para o vestiário. Depois de alguns dias, Vini se manifestou nas redes sociais e pediu desculpas à torcida e aos colegas de clube, mas não citou o nome do comandante.
Além disso, o portal The Athletic relatou que alguns jogadores ficaram insatisfeitos com o estilo disciplinador de Xabi Alonso. Já segundo o Bild, o vazamento da informação teria sido de pessoas próximas ao brasileiro.
Ainda segundo o jornal alemão, o presidente Florentino Pérez considerou que a reação do atleta brasileiro foi "extravagante. Por conta disso, o dirigente teria concordado com a venda do jogador com o objetivo de reforçar que ninguém está acima da instituição.
Apesar da notícia, o clube Merengue tenta renovar o contrato com o atacante. Até então, o acordo de Vini com o Real tem validade até 2027, e possui o valor de mercado estimado em €150 milhões (R$ 955 milhões).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.