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testes de feminilidade
O governo da França manifestou, nesta sexta-feira (27), preocupação com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de retomar testes genéticos de feminilidade a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, classificou a medida como um retrocesso e destacou os riscos éticos, jurídicos e médicos envolvidos na proposta.
Segundo a autoridade, a ampliação desse tipo de exame levanta questionamentos importantes, especialmente em relação à legislação francesa de bioética, que impõe restrições a esse tipo de prática.
A decisão do COI ocorre após quase três décadas da suspensão desses testes, abandonados no fim dos anos 1990 diante de críticas da comunidade científica, que colocava em dúvida sua eficácia e validade.
Na avaliação do governo francês, a retomada pode gerar impactos diretos sobre atletas transgêneros e pessoas intersexo, ao estabelecer critérios considerados limitadores para participação no esporte feminino.
Ferrari também argumentou que a medida levanta preocupações em relação ao princípio de igualdade, ao criar distinções específicas voltadas às mulheres, além de não contemplar a diversidade biológica existente.
O Ministério dos Esportes francês reforçou ainda a necessidade de equilíbrio entre justiça competitiva e respeito à privacidade, integridade e bem-estar dos atletas.
A decisão do COI também se insere em um cenário mais amplo de debates internacionais sobre inclusão no esporte. Historicamente, testes de verificação de sexo foram aplicados entre 1968 e 1996, antes de serem abandonados em 1999.
Nos Estados Unidos, país-sede dos Jogos de 2028, o tema também ganhou contornos políticos. Medidas recentes relacionadas à participação de atletas trans no esporte feminino reforçaram a pressão sobre entidades esportivas internacionais.
A nova presidente do COI, Kirsty Coventry, ainda não se reuniu com autoridades norte-americanas, mas a decisão é vista como um possível alinhamento a demandas políticas que vinham sendo discutidas no país.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Múcio Monteiro
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".
Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.