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Artigos

Nilson Araújo
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Foto: Divulgação

O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional

Em agosto, quando celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis (dia 27), é importante olhar para além da data comemorativa e refletir sobre as transformações que vêm moldando a profissão e o próprio mercado imobiliário. O corretor de hoje já não é apenas o profissional responsável por aproximar comprador e vendedor. Ele precisa estar preparado para interpretar dados, compreender tendências, utilizar novas tecnologias, produzir conteúdo, construir relacionamentos e, sobretudo, oferecer uma experiência cada vez mais qualificada ao cliente.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

terreiro do gantois

Do Gantois para o mundo mais uma vez: Grupo Òfá celebra parceria com Anitta em 'EQUILIBRIVM II' e exalta cultura de terreiro
Foto: YouTube

A Bahia está presente em mais uma era de Anitta, desta vez através do Grupo Òfá, formado por artistas ligados ao Terreiro do Gantois, que participa do EQUILIBRIVM II, segunda parte da nova fase da funkeira, que se debruça em seu íntimo através da ligação com a espiritualidade.

 

A conexão entre Anitta e o Grupo Òfá surgiu em 2024, quando a cantora ainda trabalhava na era 'Funk Generation' e o grupo baiano trabalhava no premiado 'Ìyá Àgbà Sirê – O Poder do Sagrado Feminino'.

 

Segundo o músico e produtor Iuri Passos, integrante do Grupo Òfá, na época, a parceria não se concretizou, mas voltou a ser articulada posteriormente por meio da produtora Nídia Aranha.

 

 

Dois anos após o "encontro", surge a canção 'Contemplação', que integra a nova era de Anitta — não só musical, mas pessoal. A faixa, que tem composição coletiva entre integrantes do Grupo Òfá e músicos da equipe da funkeira, traz para o público uma celebração da força simbólica da água como elemento de cura, renovação e proteção, através da inspiração de uma cantiga dedicada a Oxum.

 

Para traduzir o sentimento em palavras, a faixa traz a mistura do português com o iorubá, cantado por Luciana Baraúna, integrante do grupo e conhecedora da língua iorubá e das tradições afro-brasileiras. Na faixa, que segue um ritmo diferente do restante do álbum, o público dá uma desacelerada e imerge em uma verdadeira reza, considerada por Anitta, como um momento de cura.

 

"Acho que eu falei isso para a Nídia: quando esses chamados, esses convites aparecem, tanto nosso do Grupo Òfá para outros cantores quanto de lá para cá também, a gente só é uma ferramenta, só somos uma ferramenta que os orixás, que toda a ancestralidade usa para poder unir e aproximar essas energias que estão lutando através dessa arma, que é a música, para poder preservar e espalhar por todo o universo essa música nossa. É claro que a gente já sabia do orixá de Anitta, a gente já vinha namorando essa parceria desde o disco 'Ìyá Àgbà Sirê', e agora aconteceu, então impactou bastante porque a espiritualidade é a base dessa música", contou Iuri.

 

 

Ao Bahia Notícias, o músico celebrou a parceria e pontuou a oportunidade de mostrar o trabalho de pesquisa e preservação feito pelo Grupo Òfá através da música.

 

"É difícil mensurar o tamanho do impacto, mas a gente espera que essa música — assim como a gente já teve parceria com diversos outros artistas da música brasileira, tanto no Obatalá como no Ìyá Àgbà Sirê —, a gente sempre espera levar para o maior número de públicos. Se tratando de Anitta, que é uma artista internacional, a gente sonha que possa, através dessa música e dessa parceria, levar essa luta nossa do povo de terreiro contra a intolerância religiosa, contra a discriminação, a favor da preservação dessa música pela qual a gente luta todos os dias. Esse é o nosso desejo."

 

26 ANOS DE HISTÓRIA
Criado em 2000, o Grupo Òfá, que tem o nome em referência ao símbolo sagrado de Oxóssi, o arco (Òfá em iorubá), reúne Iuri Passos, Luciana Baraúna, Yomar Asogbá e a cantora Irma Ferreira em um trabalho coletivo dedicado à preservação e à releitura dos cantos do candomblé, combinando percussão, baixo, guitarra e piano em uma sonoridade que une tradição e experimentação.

 

Ao ser questionado sobre o papel do grupo para além da música, aproximando as pessoas da religiosidade, Iuri pontua que, ao longo dos anos de projeto, entendeu a importância de conectar a arte com tópicos como a preservação da cultura iorubá, por exemplo.

 

Grupo Ofá | Foto: @gee.eu

 

"Acreditamos que essa música e essa preservação são muito importantes, e claro que sempre desmistificando e tentando aproximar as pessoas que não têm acesso a essa cultura e à religiosidade do candomblé, para que elas possam entender de fato o que é o candomblé — que é muito mais do que o que a gente vê no Instagram, do que a gente vê em pequenos recortes nas redes sociais. A intenção é sempre diminuir a distância."

 

Ao longo da trajetória, o grupo lançou os álbuns 'Odum Orim: Festa da Música de Candomblé'; 'Obatalá: Uma Homenagem a Mãe Carmen', trabalho premiado com o Grammy Latino e o Independent Music Award na categoria World Traditional; e 'Ìyá Àgbà Sirê: O Poder do Sagrado Feminino'.

 

MÚSICA COMO INSTRUMENTO DE CURA
Para Anitta, o trabalho feito pelo Grupo Òfá no álbum enriqueceu o 'EQUILIBRIVM II' e ofereceu a ela uma experiência quase transcendental. A artista considerou a faixa 'Contemplação' uma de suas favoritas do projeto.

 

"Todo ano eles são o artista mais ouvido do meu Spotify, porque as músicas deles são orações muito poderosas que me ajudam a amanhecer o dia e me fazem feliz, me sentindo bem. Quando eles aceitaram e vieram com essa reza, eu fiquei… Eu chorava, eu chorava, chorava. Aquilo mudou a energia do meu dia, mudou tudo para mim. Essa faixa é a que eu mais amo do álbum. Eu me emociono muito de falar porque é uma letra muito linda. Essa música tem um poder de cura inacreditável."

 

 

Iuri reforça o intuito do Grupo Òfá: "O nosso discurso já é que a nossa música cura, porque de fato a música ancestral, uma música que tem esse poder, é muito do que é cantado em iorubá, e a gente faz questão de traduzir para o português justamente para que as pessoas saibam o que a gente está cantando. E muitos desses oríkìs e cantos têm muito dessa força da palavra de pedir paz, de pedir harmonia, de pedir saúde, de pedir amor, de invocar todas essas energias ancestrais e positivas para que a gente possa trazê-las para o nosso cotidiano, para o dia a dia. E nós acreditamos profundamente que essa música cura."

 

O sentimento relatado por Anitta já foi transmitido para a banda por outras pessoas. Iuri conta que, durante a pandemia, por exemplo, diversos depoimentos falavam sobre como a força do Grupo Òfá tinha ajudado em momentos delicados.

 

"O que tivemos de relatos sobre o que essa música pôde ajudar a tantas pessoas, principalmente naquele momento da pandemia, foi assim… é uma coisa que nos emocionou bastante. Muitos relatos dizendo que essa música do Grupo Òfá ajudou as pessoas a passarem por esse momento tão difícil", relembrou.

 

PRESERVAÇÃO DO SAGRADO
Após mais de duas décadas de trabalho dedicado a preservar e propagar a música de terreiro e a cultura iorubá, o músico afirma entender a caminhada do Grupo Òfá como uma ferramenta de conexão entre o povo e a cultura negra.

 

"Para nós do Grupo Òfá, entendemos essa caminhada como uma lição. Não é de hoje que entendemos que, quanto mais a gente conseguir preservar, gravar discos, trazer esse iorubá dessas canções que a gente cultua há tanto tempo, é usar mesmo como ferramenta de preservação e de estudo, de educação, de formação dessa identidade negra e, claro, de preservação."

 

 

Ao Bahia Notícias, Iuri reforçou o desejo do coletivo: seguir no caminho de preservação através da música. "A gente sonha em poder gravar mais cem discos, porque a gente sabe que é um material que vai ajudar não só as gerações atuais, como as gerações futuras".

Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan
Foto: Divulgação / Terreiro do Gantois

A Prefeitura de Salvador solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a realização de uma restauração arquitetônica do Memorial Mãe Menininha de Gantois, localizado no Terreiro do Gantois, em Salvador. O memorial mantém registros, documentos e todo um acervo sobre a trajetória e o legado da ialorixá, que é uma das mais importantes figuras das religiões de matriz africana no Brasil.

 

Conforme o processo ao qual o Bahia Notícias teve acesso, o projeto foi enviado na última segunda-feira (11) e protocolado na terça (12), por meio de um requerimento enviado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), autarquia do Executivo Municipal responsável pela coordenação e elaboração de planos e projetos urbanísticos. Conforme o preenchimento de um formulário, a entidade solicita uma Autorização de Intervenção em Bem Imóvel, processo no qual o órgão de patrimônio concede a liberação para reformas em prédios tombados.

 

O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, conhecido como Terreiro do Gantois, é um terreiro de candomblé fundado em 1849, no bairro da Federação, em Salvador, por Maria Júlia da Conceição Nazaré, avó de Mãe Menininha do Gantois.

 


Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

O espaço foi oficialmente tombado pelo Iphan em 2002, como o segundo terreiro de candomblé a ser reconhecido como patrimônio nacional em Salvador. No entanto, antes mesmo da garantia de proteção nacional, o local já era considerado Área de Proteção Cultural e Paisagística desde 1985, mediante legislação municipal, ainda sob a gestão de Mãe Menininha do Gantois.

 

Maria Escolástica da Conceição Nazaré, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi a líder mais longeva do terreiro. A líder religiosa tornou-se nacionalmente reconhecida pela sua influência cultural, pela luta contra o racismo religioso na Bahia e pela defesa da convivência pacífica entre religiões, especialmente o candomblé e a Igreja Católica. Seu memorial foi fundado em 1992, cerca de seis anos após o seu falecimento.

 

Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

No local, são expostas mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais de Mãe Menininha do Gantois. Conforme a cartilha disponível no site do terreiro, "o acervo do Memorial Mãe Menininha do Gantois é um testemunho da história da tradição nagô na Bahia, e das trajetórias religiosas que se integram às trajetórias sociais e culturais da cidade do São Salvador". As peças incluem mobiliário, indumentária, objetos de uso pessoal, atributos, louças, documentos e fotografias. 

 

SOLICITAÇÃO DE INTERVENÇÃO
No pedido de autorização enviado ao Iphan este mês, a Fundação Mário Leal solicitou a análise e a aprovação do anteprojeto de arquitetura para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. O formulário ainda cita a “liberação dos recursos correspondentes ao Plano de Trabalho – Programa PAC/IPHAN”.

 

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é uma ação coordenada de investimentos que destina recursos a obras ou aquisição de dispositivos para áreas como transporte, saúde e infraestrutura, por meio de entes públicos e privados.

 

Segundo a fundação, a autorização “trata-se da etapa de elaboração de projeto que compreende o Restauro do Memorial para fins de captação de recursos, assim que concluído o projeto”.

 

Com o lançamento do Novo PAC, em 2023, o Iphan realizou a primeira rodada de investimentos por meio do PAC Seleções no mesmo ano, com execução nos dois anos seguintes, entre 2024 e 2025. A segunda rodada segue com edital aberto até o final deste mês.

 

As mudanças destacadas na intervenção são o restauro e a adequação dos espaços para promoção de acessibilidade. A presidente da FMLF afirmou, em ofício enviado ao Iphan, que “o referido anteprojeto contempla as diretrizes arquitetônicas e conceituais para a implantação do memorial, buscando respeitar os valores históricos, culturais e simbólicos do sítio, bem como as especificidades do bem tombado e de seu entorno”.

 

DIAGNÓSTICO
No material anexado ao procedimento, a Fundação apresenta, entre outros itens, uma lista mestra de recursos, um memorial descritivo sobre o memorial e as significâncias atreladas aos seus espaços, às premissas da intervenção e ao anteprojeto da intervenção.

 

O diagnóstico da situação atual do local, detalhado principalmente no documento de diagnóstico de patologias e reforçado no memorial descritivo do anteprojeto, cita que o Memorial Mãe Menininha do Gantois apresenta, de modo geral, um bom estado de conservação. “A edificação apresenta um bom estado, com pequenas lesões, sujidades e patologias relacionadas à pintura”, diz um trecho da nota técnica.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação a situação do piso do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

Entre os pontos considerados estão alguns danos estruturais, a acessibilidade e a infraestrutura. Destaca-se, no projeto da Fundação, que a acessibilidade seria a questão mais crítica, já que o Memorial não possui condições de acessibilidade plena por falta de rota acessível com piso tátil, acessos feitos exclusivamente por escadas estreitas, entradas curtas e um mobiliário não inclusivo para cadeirantes.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação ao primeiro pavimento do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

PROPOSTAS DE REFORMA
Considerando estes pontos, a proposta da Fundação Mário Leal Ferreira destacou cinco objetivos para a realização das intervenções, entre eles: preservar a estrutura existente e prever a recuperação estrutural dos elementos com o desgaste natural dos materiais; propiciar condições plenas de acessibilidade ao Memorial, considerando o percurso acessível, sem interferir na funcionalidade e nos fluxos dos rituais; e preservar a simplicidade estética que caracteriza a edificação e seus espaços.

 

O anteprojeto também apresenta os principais eixos e elementos previstos na intervenção proposta para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. Os aspectos do projeto podem ser divididos em quatro eixos: garantia da acessibilidade e circulação; requalificação do pavimento térreo; expografia e reserva técnica; intervenção na fachada e, por fim, a recuperação estrutural da infraestrutura. Os documentos apresentados ao Iphan não demonstram, em formato 3D, as mudanças sugeridas, mas o Bahia Notícias detalhou as descrições das mudanças enviadas para a aprovação do Instituto.

 

Na área de acessibilidade, o projeto propõe a instalação de um elevador para atender à norma NBR 9050, garantindo o deslocamento de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, além de uma nova escada com maior espaço e integração visual, para uma melhor circulação.

 

Na esfera de requalificação do primeiro pavimento, a proposta da Fundação prevê que o espaço deve ser incorporado ao memorial, com a criação de uma sala de estar/recepção, novos sanitários (incluindo uma unidade PcD) e integração com a zona religiosa do terreiro.

 

O eixo de “expografia e reserva técnica” diz respeito à área de exposição do acervo. Neste caso, o anteprojeto prevê a ampliação da área expositiva, reorganizando o acervo nos setores: "a mulher (Maria Escolástica)", "a sacerdotisa" e "o aposento"; a criação de uma sala audiovisual no segundo pavimento; modernização dos armários e estantes de exposição, além de garantir a climatização natural para fins de preservação do acervo.

 

Para a intervenção na fachada, a FMLF sugere a adaptação a uma estética contemporânea, com elementos de circulação envolvidos por uma chapa metálica que deve reproduzir uma imagem icônica de Mãe Menininha, em uma homenagem simbólica. Já na recuperação estrutural, o anteprojeto prevê a recuperação de elementos de concreto que apresentam fissuras, a realização de novas instalações elétricas e hidrossanitárias, além da criação de um novo vestiário para os membros da casa.

 

PROCESSO NO IPHAN
Após a protocolização do requerimento e anexos por parte da Fundação Mário Leal Ferreira, a Superintendência do Iphan na Bahia formalizou o recebimento dos documentos nesta quinta-feira (14). Em despacho enviado à Coordenação de Apoio Técnico, responsável pela análise do pedido, o coordenador Fellipe Decrescenzo Andrade Amaral constatou o recebimento do requerimento e deu início à tramitação interna da proposta.

 

“Remeto aos cuidados de vossa senhoria o Requerimento, com anexos, encaminhado pela Presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Sra. Tânia Scofield, solicitando análise e manifestação”, diz o despacho.

 

Conforme a análise do anteprojeto e dos documentos enviados pela Prefeitura de Salvador, os agentes técnicos do Iphan devem emitir um parecer sobre o requerimento. Nesta etapa, historiadores, arquitetos e/ou arqueólogos avaliam se a intervenção pode descaracterizar o imóvel ou prejudicar o seu entorno e seus usos.

 

Em caso de avaliação positiva, será emitido um ofício de autorização para a realização da obra. Após a obtenção das demais licenças, como o alvará municipal, e o resultado dos editais para captação de recursos, a obra poderá ser iniciada. Por fim, o Iphan ainda pode solicitar o “Acompanhamento Arqueológico”, procedimento que, apesar de não ser obrigatório, pode ser exigido em casos específicos.

Projeto de requalificação do Memorial Mãe Menininha será apresentado nesta sexta
Foto: Divulgação
O projeto de requalificação do Memorial Mãe Menininha será apresentado às 16h desta sexta-feira (10), no Terreiro do Gantois, localizado no bairro da Federação, em Salvador. O evento marca ainda os 123 anos de nascimento da Mãe Menininha (1894-1986). A iniciativa prevê a digitalização do acervo, além de plano e estruturação museológica do memorial, com apoio financeiro dos Editais de Museus 2016 do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), da Secretaria de Cultura (SecultBA). Para a realizar a requalificação, serão utilizados recursos de R$ 99,2 mil do Fundo de Cultura da Bahia. “As ações incluem a profissionalização do memorial, a preservação de seu acervo e a disseminação das informações para o público”, explica o diretor do Ipac, João Carlos de Oliveira. Também por meio dos Editais de Museus, em 2016 já foram entregues folderes coloridos do memorial, além e sinalização trilíngue do Terreiro, em yorubá, inglês e português. O Terreiro do Gantois foi tombado como Patrimônio do Brasil em 2015.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Camilla Batista

Camilla Batista
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

"Falta vontade política". 


Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.
 

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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