Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
temperada
O deputado estadual e líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), protocolou um Projeto de Indicação sugerindo a elaboração de um estudo para ver a viabilidade da instalação de um pipódromo, visando a prática segura do empinamento de pipas em Salvador. Conforme o texto da matéria, na área que seria praticada a modalidade, estaria legalizado o uso das linhas “temperadas” com cerol, as quais são atualmente proibidas na capital baiana.
A indicação foi endereçada ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), após ser protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quinta-feira (3).
Na justificativa, o parlamentar argumenta que a prática esportiva evita que os jovens da cidade “entrem para o mundo do crime”. Além disso, Correia destaca o histórico do uso de pipas, que, segundo ele, possui registro de 200 anos antes de Cristo.
“Considerando que a história das pipas é recheada de mistérios, lendas, símbolos e mitos, mais principalmente de muita magia, beleza e encantamento, bem como, é uma prática de esportes utilizados por criança, jovens, pessoas portadoras de necessidades especiais, e até mesmo as pessoas da terceira idade, e se acredita na sua existência há cerca de 200 anos A.C. A prática de esporte leva o desenvolvimento motores do ser humano, bem como livra muitos jovens do mundo do crime”, escreveu o deputado.
As linhas de cerol são proibidas em Salvador desde março de 2017, quando o então prefeito ACM Neto (União) sancionou a lei nº 9.217. Curiosamente, o projeto que proíbe os fios temperados é de autoria de Tiago Correia, que, à época, era vereador da capital baiana.
Conforme prevê a matéria, nos de reincidência no descumprimento da lei, o autor será multado em R$ 70. O pagamento da multa também não exime o infrator das respectivas responsabilidades civil e penal, no caso de registrarem, com o uso de cerol, danos a pessoa física, ao patrimônio público ou à propriedade privada.
Além de Salvador, existe a possibilidade da substância ser proibida em toda a Bahia. Neste ano, na AL-BA, o deputado Marcinho Oliveira (União) apresentou um projeto de lei que proíbe o uso, posse, fabricação e comercialização de cerol e outros produtos cortantes aplicados em linhas de pipas em todo o estado.
Para quem não é familiarizado, o cerol, também conhecido linha chilena em algumas localidades, é fabricado artesanalmente com vidro moído e cola. A substância passada na linha da pipa para facilitar o corte de linhas de pipas de adversários.

Cerol | Foto: Reprodução
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.