Artigos
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
telefonica
Dandara Ferreira, cineasta baiana conhecida por ter codirigido o filme de ficção sobre a trajetória de Gal Costa, “Meu Nome é Gal”, esteve no “Desculpa Alguma Coisa”, videocast apresentado por Tati Bernardi. O episódio foi ao ar no dia 30 de setembro e, nele, a diretora falou sobre os bastidores da produção do filme, sua relação com a cantora e detalhou outros projetos de sua carreira, como o documentário que retrata o período do impeachment de Dilma Rousseff, “Anatomia do Caos”.
Entre diversas histórias, a cineasta falou sobre um momento inusitado durante a produção do longa sobre uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira, Gal Costa. Dandara relata que o filme demorou cerca de cinco anos para acontecer e explica que, em um certo dia, estava na companhia de Caetano Veloso e, na ocasião, fez a “ponte” para os dois cantores se falarem ao telefone, algo que não acontecia há um tempo, já que os dois artistas não se falavam mais com tanta frequência.
“Coincidentemente, eu estava com Caetano nesse dia. A Gal me mandou uma mensagem de texto, e eu respondi: ‘você não sabe com quem que eu tô’”, disse a diretora, afirmando que logo depois a voz de “baby” a questionou de quem ela estava falando. Dandara explicou para a cantora que estava com Caetano Veloso, perguntando se podia telefonar para Gal, ao que a cantora disse que sim.
A diretora, então, fez uma chamada de vídeo, levando, logo depois, o telefone para Caetano. “Aí eu levei até onde Caetano estava, e eles começaram a se falar. Eu olhava para um, olhava para o outro. Eu falei: ‘Cara, eu que tô proporcionando isso’”, disse Dandara. “Eles não se falavam fazia um tempo; a gente acha que são melhores amigos, mas não se falam hoje em dia”, explicou.
Dandara finalizou dizendo que já fazia muito tempo que a dupla não se falava e que ficaram bastante emocionados de estarem se falando naquele momento.
A soteropolitana Gal Costa foi um dos maiores nomes da música brasileira, transitando entre diversos gêneros e estilos musicais. A artista foi uma das principais vozes do Tropicalismo, movimento musical brasileiro do final dos anos 1960, que também contou com outros artistas baianos, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. A cantora faleceu em novembro de 2022, aos 77 anos, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio.
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reprovou a conduta ilegal de algumas empresas de vincularem a ida de trabalhadores ao banheiro a cálculo do Prêmio de Incentivo Variável (PIV). A discussão ocorreu no julgamento do recurso de uma teleatendente da Telefônica Brasil S.A, de Araucária, no Paraná, indenizada em R$ 10 mil por dano moral, nesta quarta-feira (10). Para o relator, ministro Alberto Balazeiro, a prática representa abuso de poder e ofende a dignidade da trabalhadora.
Durante o julgamento nesta quarta-feira, Balazeiro disse que a conduta reiterada das empresas em relacionar as idas ao banheiro ao cálculo do PIV tem gerado grande quantidade de processos sobre a matéria. “A política é manifestamente ilegal”. Segundo ele, não há dúvidas de que havia essa vinculação, “prática que representa abuso de poder diretivo”.
O ministro prosseguiu afirmando que o empregado ou a empregada não tem condições de programar as idas ao banheiro e, ao evitar a satisfação de necessidades fisiológicas por causa de repercussão em sua remuneração, pode desenvolver problemas sérios de saúde. “Ninguém tem controle por se tratar de natureza fisiológica”, concluiu. O voto do ministro foi seguido por unanimidade pela Turma. A Telefônica ainda pode recorrer contra a decisão.
Na ação trabalhista ajuizada em novembro de 2020 contra a Telefônica, a teleatendente disse que seu supervisor controlava “firmemente” as pausas para idas ao banheiro e que elas afetavam o cálculo do prêmio. Segundo ela, o PIV do supervisor depende diretamente da produção de seus subordinados e, dessa forma, havia muita pressão, humilhação e constrangimento para manter a produtividade.
“Para manter a premiação, os supervisores impediam os empregados de irem ao banheiro conforme suas necessidades”. A trabalhadora afirmou que não era raro o supervisor ir até o banheiro buscar o empregado.
No regulamento da empresa, o PIV é assim definido: "O PIV (Programa de Incentivo Variável) tem como objetivo incentivar e reconhecer o desempenho do colaborador em relação aos resultados, através de uma remuneração variável mensal paga em função do atingimento de metas, conforme os critérios e condições definidos na presente política”.
Ainda de acordo com a teleatendente, o sistema da empresa indica, em tempo real, as pausas que os subordinados fazem, também sinalizando, imediatamente, o chamado “estouro de pausa”. Quando isso acontecia, o supervisor encaminhava um e-mail com relatório de produtividade e de estouro de pausas para toda a equipe, o que ocasionava assédio e exclusão pelos demais empregados. Com isso, a teleatendente disse que se considerava uma “trava” da produtividade da equipe, gerando atrito entre os empregados.
A Telefônica rechaçou todas as alegações e disse que o único objetivo da trabalhadora com a ação é ganhar dinheiro e manchar a imagem da empresa perante a Justiça. Disse que sempre tratou a atendente e toda a equipe com profissionalismo e polidez e que “não há controle de tempo na utilização do banheiro, mas, evidentemente, há uma organização mínima do trabalho a fim de garantir o atendimento ao cliente”.
A defesa afirmou que o tempo gasto no banheiro pela empregada jamais foi considerado para fins de pagamento da parcela variável ou como forma de pressão para o atingimento de metas. “O fato de a variável do supervisor receber influência da atuação de sua equipe, por si só, não comprova a ocorrência de dano moral ou que os limites do poder diretivo foram extrapolados”, alegou a empresa.
Para a 16ª Vara do Trabalho de Curitiba, a conduta mais gravosa da Telefônica decorre da fórmula de cálculo de prêmios. “Adotando o PIV como complemento de remuneração, calculado sobre produtividade do empregado, a empresa acabou por criar uma corrente vertical de assédio. Isso porque o PIV do supervisor depende diretamente da produção de seus subordinados”.
REPERCUSSÃO NEGATIVA
Entendimento contrário teve o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9), que, apesar de acolher a tese de que as idas ao banheiro afetavam “indiretamente” o PIV, declarou que não havia repercussão negativa na avaliação funcional da atendente ou no pagamento de salários.
Para o TRT-9, não houve prova de proibição para que a empregada fizesse suas necessidades fisiológicas além das pausas previstas. “A própria autora informou em seu depoimento que podia ir ao banheiro”, ressalta a decisão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.