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Salvador receberá, entre os dias 31 de julho e 9 de agosto, a maior retrospectiva já realizada sobre a carreira do ator baiano Antônio Pitanga. Com curadoria da atriz Camila Pitanga e do pesquisador Thiago Ortman, a mostra reunirá gratuitamente 28 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, que percorrem diferentes fases da trajetória do artista e ajudam a contar a história do protagonismo negro no audiovisual nacional.

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Com entrada gratuita, a programação ocupará o Cine Glauber Rocha e o Cine Lankiana, oferecendo ao público a oportunidade de revisitar obras que marcaram a carreira de Pitanga, reconhecido por sua contribuição para a consolidação do protagonismo negro no cinema brasileiro.
Natural da Bahia, Antônio Pitanga participou de importantes transformações do cinema nacional, especialmente durante o movimento do Cinema Novo, na década de 1960. Ao integrar produções que abordavam questões sociais, políticas e culturais do país, o ator esteve presente em um dos períodos mais marcantes da renovação da linguagem cinematográfica brasileira.
Além da atuação nas telas, Pitanga também construiu uma trajetória ligada ao teatro e ao engajamento em pautas sociais e culturais, tornando-se uma das principais referências da cultura brasileira.
Entre os trabalhos mais recentes está o longa "Malês", lançado em 2025 e dirigido pelo próprio artista. O filme conquistou o Troféu Jangada de Melhor Filme no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, ampliando o reconhecimento de Pitanga também como diretor.
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Antonio Pitanga amplia a presença nas telas brasileiras com “O Velho Rei”, curta-metragem lançado em 2013 que acaba de entrar para o catálogo do Tela Brasil, plataforma pública de streaming criada pelo Governo Federal que é considerada o primeiro serviço estatal do segmento no país. O filme, protagonizado pelo ator ao lado de Jussara Mathias, foi selecionado em edital nacional voltado à difusão de produções audiovisuais brasileiras.
Dirigido pela cineasta baiana Ceci Alves, o curta foi escolhido por meio do Concurso de Licenciamento de Obras Audiovisuais para plataforma pública de difusão de conteúdos audiovisuais brasileiros sob demanda, realizado pelo Ministério da Cultura em 2024. A seleção coloca o filme ao lado de produções escolhidas em diferentes regiões do país e amplia o acesso do público à obra.

Foto: Elói Corrêa
Gravado entre Salvador e Rio de Janeiro, “O Velho Rei” acompanha a relação entre pai e filha a partir de registros feitos em vídeo pelo personagem interpretado por Pitanga. A narrativa aborda temas ligados à memória, aos afetos e às relações familiares.
“É uma conquista e uma honra estar no primeiro serviço de streaming do Estado brasileiro. Isso é política pública aplicada”, afirmou Ceci Alves sobre a seleção.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a diretora construiu trajetória ligada ao cinema negro, à televisão e às narrativas brasileiras contemporâneas. Nos últimos anos, integrou equipes de roteiro de produções como “(In)Vulneráveis”, da Universal TV, e do remake de “Dona Beja”, além de desenvolver projetos relacionados à obra do escritor Itamar Vieira Junior e à trajetória artística de Carlinhos Brown.
Além de passar a integrar o catálogo da plataforma pública, “O Velho Rei” também está na Mostra Pitanga, retrospectiva dedicada à carreira do ator em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro.
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Edson Fachin
"A moralização dos gatos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentados com seriedade".
Disse o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) durante abertura do “Judiciário em Debate", seminário promovido pela Folha de S. Paulo para discutir integridade e eficiência da Justiça.