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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

teera

Irã confirma acordo de cessar-fogo com os EUA e indica reabertura do Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução /X @CENTCOM

O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (7), após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o adiamento do ataque que faria ao país.

 

O G1 informou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele afirmou que Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.

 

Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.

 

"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirmou.

 

O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

 

A TV estatal do Irã classificou o anúncio como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã para encerrar a guerra.

 

Trump havia dado até as 21h desta terça para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.

Após prometer “dizimar uma civilização”, Trump adia ataque ao Irã depois de encerramento de prazo
Foto: Molly Riley / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou os ataques que faria ao Irã na noite desta terça-feira (7) após o prazo do ultimato dado para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz encerrar. Mais cedo, o chefe de Estado estadunidense tinha prometido que iria “dizimar uma civilização inteira”, caso as tratativas não avançassem.

 

Segundo publicação do presidente na rede social “The Truth Social”, os ataques ao Irã serão suspensos por um período de duas semanas, sendo um cessar-fogo bilateral. Trump também informou que teria recebido uma proposta do Irã para que seja alcançado um “acordo de paz”

 

“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado” disse Trump na publicação.

 

O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem ameaçando bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã, capital do Irã, não abra o Estreito de Ormuz.

 

A validade do primeiro prazo se expirou na segunda-feira (6), mas também foi adiada por Trump após não receber uma devolutiva do país. Em publicação, o presidente afirmou que os EUA tinham um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça.

Irã completa 48 horas sem internet após bloqueio nacional em meio a fortes protestos no país
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Irã completou 48 horas de apagão nacional de internet neste sábado (10), segundo monitoramento da organização de vigilância em cibersegurança NetBlocks. De acordo com a entidade, a telemetria indica que o bloqueio segue em vigor em todo o país.

 

“O Irã está offline há 48 horas, e os dados mostram que o bloqueio nacional da internet permanece ativo”, informou a NetBlocks em publicação na rede social X. Dados de conectividade apontam que o uso da internet caiu para cerca de 1% do tráfego normal desde o dia 8 de janeiro de 2026.

 

Moradores de Teerã relataram à CNN que, além da internet, os serviços de telefonia celular também estão indisponíveis na capital iraniana. O apagão ocorre em meio à intensificação de protestos antigovernamentais que se espalharam por diversas regiões do país.

 

Na sexta-feira (9), o diretor da NetBlocks, Alp Toker, afirmou à CNN que parte da população conseguiu se comunicar com o exterior por meio de terminais Starlink contrabandeados ou utilizando sinais de telefonia móvel de países vizinhos. Segundo ele, o bloqueio é uma estratégia recorrente do regime iraniano em momentos de repressão mais dura.

 

“Os apagões nacionais costumam ser a estratégia preferida do regime quando há risco de uso de força letal contra manifestantes, com o objetivo de impedir a divulgação do que está acontecendo no país e limitar a atenção internacional”, declarou.

 

Apesar disso, um morador de Teerã, de 47 anos, ouvido pela CNN sob condição de anonimato, afirmou que a medida teve efeito contrário ao desejado pelas autoridades. Segundo ele, o corte de internet aumentou a frustração da população e levou mais pessoas às ruas. “O bloqueio parece ter saído pela culatra, já que o tédio e a frustração levaram ainda mais manifestantes aos protestos”, disse.

De acordo com a agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas em todo o Irã desde o início das manifestações. Organizações de direitos humanos também documentaram dezenas de mortes de manifestantes durante as ações de repressão.

 

Neste sábado (10), a Guarda Revolucionária do Irã declarou que a proteção da segurança nacional é uma “linha vermelha” e afirmou que as forças militares irão proteger a propriedade pública, em meio ao agravamento dos protestos — considerados os mais amplos dos últimos anos.

 

As declarações ocorrem após novos posicionamentos dos Estados Unidos. Na sexta-feira (9), o presidente Donald Trump emitiu um alerta aos líderes iranianos, e, neste sábado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que “os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã”.

 

Os protestos continuaram durante a noite. A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, atribuindo o ato a “manifestantes violentos”. A televisão estatal também exibiu imagens de funerais de integrantes das forças de segurança que, segundo o governo, morreram durante confrontos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamedan.

 

As manifestações começaram há cerca de duas semanas, inicialmente motivadas pelo aumento da inflação, mas rapidamente ganharam caráter político, com protestos exigindo o fim do regime islâmico. As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de estimular os distúrbios.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Rosemberg Pinto

Rosemberg Pinto
Foto: Divulgação AL-BA

“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso". 

 

Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.
 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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