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O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tássio Brito, destacou que a renovação dos quadros petistas nas chapas proporcionais devem se dar por idade e por ideias. Defendendo a candidatura de Jaques Wagner, um dos principais caciques do partido, ele aponta que apesar da idade e do tempo de política, o líder partidário aponta o senador como um propulsor de renovação.
“O PT faz um debate importante sobre renovação, que tem a ver com a idade e tem a ver com as ideias. Jacques Wagner tem sido, ao longo dos anos, o maior porta-voz de uma política renovada. Eu sou fruto disso, diversas pessoas que estão no partido, que estão ocupando espaço, são fruto disso. O próprio governador Jerônimo é fruto disso”, aponta o líder da legenda.
Ele garante, no entanto, que “nas nossas chapas proporcionais nós estamos no mesmo caminho, temos diversos nomes novos que estão chegando para com força política”. Tássio cita Fabya Reis e Juvenilson Passos, como dois nomes importantes.
Brito avaliou ainda a importância e a validade da Federação Brasil da Esperança, ao lado dos partidos aliados PCdoB e PV. O gestor partidário nega que a federação seja prejudicial à formação de uma bancada petista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e no Congresso Federal.
“Nós estamos em diálogo constante entre a federação para que a gente possa construir uma chapa onde os três partidos da federação possam se fortalecer, onde a gente consiga ter não só aqueles que vão ganhar a eleição, mas construir nomes que deem a chapa também a robustez necessária para que a gente amplie nossos espaços”, afirma.
Segundo ele, “a conversa está muito boa com o PCdoB e com o PV, acho que nós vamos encontrar o caminho para ter uma chapa onde a gente possa ampliar a nossa votação e ampliar a nossa representação”, conclui.
O PT na Bahia vai aguardar a definição nacional sobre a renovação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para traçar sua estratégia eleitoral no estado. A informação foi dada pelo presidente do Diretório Estadual da sigla, Tássio Brito, em entrevista ao Bahia Notícias, acrescentando que a decisão sobre a continuidade da federação é de competência da direção nacional do partido.
Segundo ele, o diretório baiano acompanha o debate com atenção, mas só deve definir os próximos passos após a conclusão das discussões em Brasília.
“O debate sobre federação é nacional, então não cabe à direção estadual decidir sobre isso. Todos os elementos vão ser levados em consideração pela nacional — a sustentação do nosso presidente Lula, a formação de um campo ideológico mais conjunto, mais alinhado, mais afinado”, afirmou.
Tássio explicou que a posição do PT-BA dependerá do formato final da federação: “Estamos acompanhando essa formação até para traçar nossa tática eleitoral com mais assertividade. Vamos aguardar a direção nacional fechar esse processo de debate político para, aqui na Bahia, darmos encaminhamento à nossa tática eleitoral”, disse.
O dirigente também avaliou positivamente o modelo de federação, que substituiu as antigas coligações, mas ponderou que o formato ainda gera divergências internas.
“Antes, a gente tinha coligações e se queixava muito, porque às vezes você votava em um candidato e elegia outro de uma linha política muito diferente. A federação é um instrumento importante. Claro que também causa ruído em diversos lugares, porque é uma coisa nova, é um formato mais rígido, uma coligação, entre aspas, mais rígida. Isso causa choque de interesse, mas faz parte da política. A gente tem que dialogar e dirimir, e com companheiros e companheiras de partidos mais alinhados a nós é mais fácil fazer esse debate”, avaliou Tássio.
A Federação Brasil da Esperança reúne PT, PCdoB e PV em uma aliança de caráter permanente, com duração mínima de quatro anos. O formato, instituído após o fim das coligações proporcionais, permite que partidos mantenham sua identidade própria, mas atuem de forma unificada nas eleições e nos parlamentos. No momento, a formação que foi a base de sustentação de Lula em 2022 tem “prazo de validade” e possui previsão para se dissolver antes das eleições de 2026.
O ex-presidente do PT Bahia e atual secretário nacional de comunicação do partido, Éden Valadares, participou neste sábado (6) da cerimônia de posse do novo presidente estadual da legenda, Tássio Brito, em Salvador. No evento, Éden desejou sucesso ao dirigente, que comandará o partido pelos próximos quatro anos, e fez um balanço da sua gestão.
No discurso, Éden definiu o momento como um “dia de celebração, gratidão e confiança no futuro”. Ele relembrou os desafios enfrentados desde que assumiu a presidência em 2019, como a perseguição judicial ao presidente Lula, o governo Bolsonaro e a pandemia. Apesar das adversidades, destacou avanços importantes, como o fortalecimento da comunicação, a retomada do crescimento em número de prefeituras, além das vitórias eleitorais de Jerônimo Rodrigues na Bahia e Lula no Brasil.
O ex-presidente estadual também ressaltou a relevância dos governos de Jaques Wagner e Rui Costa na transformação social do estado e agradeceu à militância e à família pelo apoio. “Nenhuma conquista é solitária. Por trás de um militante, há sempre uma família que divide a luta e as ausências”, afirmou.
Sobre o futuro do partido, Éden apontou como principais desafios as reeleições de Jerônimo e Lula e demonstrou confiança na liderança de Tássio Brito. “Tenho certeza absoluta de que levará adiante com muita inteligência e determinação o projeto que construímos coletivamente. O leme do PT da Bahia está em muito boas mãos”, declarou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.