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Um episódio de racismo marcou a partida entre Batel Guarapuava e Nacional-PR, disputada no último sábado (4), em Guarapuava, pela Taça FPF. Durante o jogo, o volante Diego, do Batel, chamou o zagueiro Paulo Vitor (PV), do Nacional, de “macaco” durante uma discussão em campo.
A ofensa gerou imediata reação de PV, que desferiu um soco no adversário. Diego caiu no gramado e precisou ser atendido por uma ambulância. O árbitro Diego Ruan Pacondes da Silva aplicou o protocolo antirracismo da FIFA, cruzando os braços em “X”, e registrou o ocorrido na súmula da partida.
Apenas PV foi expulso, enquanto Diego permaneceu até o fim do jogo. O Batel venceu por 1 a 0, garantindo a classificação e eliminando o Nacional da competição. Após o confronto, PV desabafou nas redes sociais.
“Quero deixar minha indignação com o ocorrido do último jogo em que fui vítima de racismo. Não sou a favor da violência, mas parece que só assim eles sentem na pele. Quem é da cor vai entender minha reação. Espero que a justiça seja feita e que casos como esse — não só no futebol — sejam resolvidos e não julgados como vitimismo. Fogo nos racistas”, publicou.
Horas depois, o Batel Guarapuava anunciou a demissão imediata do volante Diego. Em nota oficial, o clube afirmou que o jogador “foi desligado de suas atividades e não integra mais o elenco profissional”. A diretoria declarou ainda “repudiar veementemente qualquer forma de preconceito, racismo ou discriminação” e reforçou o compromisso com “o respeito, a igualdade e os direitos humanos”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.