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suruba
O desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Júlio Travessa, negou a concessão de habeas corpus a dois homens envolvidos no episódio da suruba em um motel de Feira de Santana, que virou caso de polícia. Eles estavam no quarto onde foram disparados tiros de arma de fogo, que fizeram os seguranças do estabelecimento acionarem a guarnição policial.
Os dois homens foram presos preventivamente, por corrupção de menores e um deles por posse ilegal de arma, e encaminhados à 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana na madrugada da última segunda-feira (20).
A dupla estava acompanhada da esposa de um deles e relatou à polícia ter alugado uma suíte no Motel Decameron para consumirem bebidas alcoólicas e cocaína. No quarto, um deles colocou a arma embaixo da cama e, conforme relatado pelos réus, durante a madrugada, a sua esposa, sob efeito de drogas, teria pegado a arma e efetuado os disparos.
Em uma espécie de surto, ela teria afirmado que a dupla tinha intenção de matá-la. Os dois alegam terem tido a necessidade de usar a força, entrando inclusive em luta corporal, para desarmá-la. A esposa também foi detida por conta dos tiros.
Após os disparos, foi revelado que em outro espaço do estabelecimento estavam um grupo de cinco pessoas: um homem e quatro mulheres, sendo duas delas adolescentes de 16 e 17 anos (saiba mais).
Uma “suruba” foi revelada, nesta segunda-feira (20), após uma série de disparos de arma de fogo dentro de um motel em Feira de Santana. Entre os envolvidos no caso estão duas menores de idade, dois homens, a esposa de um dos envolvidos e outras três mulheres.
Segundo a polícia, as oito pessoas foram encaminhadas para a 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, durante a madrugada, após seguranças do estabelecimento terem acionado uma guarnição policial. A denúncia era de que haviam sido efetuados disparos de armas de fogo dentro de um dos quartos do motel.
Testemunhasm afirmaram que um casal hospedado no hotel foi interrompido pela esposa do parceiro. A descoberta gerou uma discussão seguida de confronto físico entre ambos, até que a mulher encontrou uma arma de fogo, pertencente ao marido, no chão do quarto e efetuou dois disparos.
Após os disparos, foi revelado que em outro espaço do estabelecimento estavam um grupo de cinco pessoas: um homem e quatro mulheres, sendo duas delas adolescentes de 16 e 17 anos. O grupo teria consumido bebidas alcoólicas durante a estadia no motel.
Após encaminhadas à delegacia, seis das oito pessoas foram detidas em flagrante: a esposa, que efetuou os disparos por arma de fogo; o marido, por posse ilegal de arma de fogo; e os todos os adultos, com exceção da esposa, foram indiciados pelo crime de corrupção de menores. Três das seis pessoas flagradas pelo crime de corrupção pagaram fiança e foram liberadas.
De acordo com a delegada Ludmila Vilas Boas e Santos, titular da delegacia, a esposa disparou a arma também foi indiciada por abandono de incapaz, por ter deixado o filho de quatro anos sozinho em casa durante a incursão contra o marido.
A polícia informou que as mulheres que estavam no motel com os homens, incluindo as adolescentes, são parte de um grupo que frequenta bares e restaurantes de Feira de Santana. A delegada relatou ainda que o encontro das pessoas ocorreu em um pagode e decidiu seguir para o motel.
Ao site Acorda Cidade, a polícia explica que a esposa de um dos homens decidiu flagrar o marido alugando um quarto no motel e acompanhando a situação. O quarto alugado ficava em frente ao quarto em que o marido estava. No momento em que ela ouviu o amigo chamar pelo nome dele e a porta se abriu, ela conseguiu entrar no local, flagrando o marido com uma mulher e assim efetuou os disparos com a arma que encontrou no chão.
Ludmila destacou ainda sobre a importância da fiscalização efetiva com relação às pessoas que frequentam hotéis e motéis. Segundo a delegada, nenhuma das pessoas envolvidas na portava documentos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.