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Artigos

Nelson Cadena
A medicina e o marketing eleitoral pararam no tempo?
Foto: Acervo pessoal

A medicina e o marketing eleitoral pararam no tempo?

A tecnologia, ao contrário do que se propaga por aí, em nada — ou quase nada — contribuiu para melhorar o nosso cotidiano no sentido prático de oferecer respostas às nossas necessidades e ampliar o conhecimento. Ao contrário: em muitas áreas, estacionou. Em algumas profissões, mais do que em outras. A medicina ambulatorial e o marketing eleitoral para o parlamento, são exemplos dessa evidente estagnação.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

supermercados

Congresso vai discutir venda de medicamento em supermercados; entenda
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O Senado Federal vai passar a discutir, neste mês, acerca da autorização da comercialização de medicamentos sem prescrição médica em supermercados. O ato acontecerá em decorrência do projeto de lei (PL) do senador Efraim Filho (União-PB), que chegou a ser analisado pelo governo em um pacote para redução de preços.

 

Efraim afirmou que uma audiência pública será realizada para tratar da temática. A tendência é de que a votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa aconteça na até março.

 

“O olhar que deve guiar a tramitação do projeto é o olhar do consumidor. No caso, a livre concorrência leva a preços mais baixos, e preços mais baixos são benéficos ao consumidor”, defendeu o político durante entrevista à CNN. 

 

A ideia da audiência pública partiu do senador Humberto Costa (PT-PE). Foram convocados para o debate representantes dos setores de supermercados e de farmácias, além de órgãos ligados à vigilância sanitária.

 

A Abrafarma criticou a iniciativa, tendo em vista que os medicamentos sem prescrição representa cerca de 30% de sua comercialização e que poderia impactar nos números das farmácias, conforme a entidade. 

Setor supermercadista precisará ser estratégico diante da Reforma Tributária, sinaliza especialista em direito empresarial
Foto: Divulgação

Com o projeto de regulamentação da Reforma Tributária em análise no Congresso Nacional, empresários do setor supermercadista - seja do varejo ou atacado - já devem ficar atentos e pensar nas possibilidades do novo cenário de impostos, para quando a matéria for sancionada. É o que aponta o advogado especialista em Direito Empresarial e Processual Civil, Rodrigo Charão. 

 

O texto do Projeto de Lei Complementar de Regulamentação (PLP 68/24), aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 10 de julho, define que a alíquota média de referência da nova tributação será 26,5%. Esta alíquota é a soma do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) de estados e municípios e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) federal. 

 

Esses impostos substituirão os que são cobrados hoje: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS).

 

No entanto, as novas regras não entrarão em vigor imediatamente. As mudanças serão implementadas por etapas, a serem iniciadas a partir de 2025. A previsão é de que somente em 2033 o novo sistema tributário esteja totalmente vigente. 

 

No recorte que engloba diretamente o setor de supermercados, está a isenção dos tributos, ou seja, alíquota zero para uma série de alimentos, entre eles a carne e o peixe, além de outros produtos que integram a chamada cesta básica nacional. 

 

“A redução da carga tributária para itens da cesta básica é um avanço tanto para as empresas do setor quanto para os consumidores. A isenção para produtos como carnes e peixes pode levar a uma redução de preços, o que estimula a economia e facilita o acesso da população a alimentos essenciais para uma dieta saudável. No entanto, ainda precisamos acompanhar a evolução da reforma, pois as leis que regulamentarão essas isenções estão sendo discutidas no Congresso Nacional. Assim, não é possível determinar ainda os reais impactos econômicos”, pontua Charão. 

 

“O Brasil é um dos maiores consumidores de proteínas animais do mundo, com mais de 100 quilos per capita por ano. Essas mudanças tendem a ter um impacto positivo, promovendo uma alimentação acessível e incentivando o mercado", complementa o advogado, que lidera o Charão Advogados, escritório que tem no seu histórico atendimento a mais de 12 redes de supermercados e mais de 200 lojas. 

 

Foto: Divulgação

 

Conforme o texto aprovado na Câmara, a alíquota zero será válida para as carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos; e peixes e carnes e peixe, exceto de salmão, atum, bacalhau, hadoque, saithe e ovas. No caso dos crustáceos, à exceção das lagostas e lagostim, o desconto será de 60% sobre a alíquota dos futuros impostos. 

 

De acordo com o projeto, essa isenção e desconto poderão ser revisados a cada cinco anos pelo governo federal.

 

Com a projeção deste novo cenário, Rodrigo Charão sinaliza para a necessidade de um planejamento com os detalhes dos gastos com a carga tributária de modo a garantir a margem de lucro. 

 

"Os empresários precisarão adotar uma abordagem estratégica. É fundamental realizar uma análise detalhada dos custos, carga tributária e margens de lucro de cada produto para ajustar os preços de forma equilibrada. Diversificar o portfólio é essencial para compensar margens menores em itens da cesta básica com produtos de maior lucro. Além disso, é importante estar atento às novas mudanças e ao ritmo de implementação da reforma tributária, que será gradual de 2026 a 2033. Como ainda não temos as alíquotas específicas, um controle atento da contabilidade e um suporte jurídico sólido serão essenciais para garantir conformidade e eficácia nas operações do setor”, orienta. 

 

Outros produtos que também estarão sujeitos às alterações para cobrança de impostos são as bebidas alcoólicas. Como explica Charão, estes itens estarão sujeitos ao novo Imposto Seletivo, um tributo específico para produtos considerados nocivos à saúde, assim como o tabaco. "Esse imposto será adicional ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e visa desestimular o consumo desses produtos”, indica.

 

“Embora a alíquota do Imposto Seletivo ainda não esteja definida, espera-se que mantenha ou aumente a carga tributária sobre bebidas alcoólicas, com o objetivo de promover a saúde pública e gerar receitas adicionais para o governo. Para o setor, isso pode resultar em um impacto negativo, considerando que a reforma tem um caráter protetivo à sociedade, para reduzir o consumo de álcool”, reforça. 

 

IVA DUAL
Com a instituição do Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) a partir da promulgação da proposta, estes tributos vão compor o chamado Imposto sobre Valor Adicional (IVA) dual - apontado pelo governo federal como o “coração” da Reforma Tributária. 

 

Na avaliação de Rodrigo Charão, o IVA dual introduz algumas mudanças significativas no sistema tributário nacional, já que as taxas previstas serão responsáveis, cada uma, pela redução dos impostos para os produtos essenciais e por estabelecer uma cobrança padrão para os outros itens. 

 

“Segundo o governo, essa medida busca equilibrar o sistema e aliviar a carga tributária sobre bens essenciais. Além disso, o IVA Dual divide a arrecadação entre o governo federal e os governos estaduais, tendo o objetivo de gerar uma distribuição proporcional das receitas e impedir a famigerada guerra fiscal entre os Estados. A reforma também planeja simplificar as regras tributárias para as empresas, que hoje são complexas e burocráticas, dificultando as atividades econômicas”, indica.

 

Porém o advogado avalia que o momento ainda é de instabilidade para fazer projeções ou até mesmo estabelecer parâmetros. “Embora as medidas propostas pareçam promissoras, ainda não sabemos se serão realmente eficazes na prática. É certo que surgirão muitas dúvidas e discussões jurídicas à medida que a reforma avança, o que provavelmente influenciará o cenário nacional. Acompanhar essas discussões será essencial para entender como as mudanças impactarão o setor e quais ajustes poderão ser necessários”, diz. 

 

O PLPM 68/24 já foi encaminhado para o Senado, sob a relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O parlamentar quer que a regulamentação da reforma não tramite em caráter de urgência, como ocorreu na Câmara dos Deputados. Ele deseja elaborar um calendário de audiências públicas para ouvir governadores, prefeitos e representantes do setor produtivo. A tramitação em regime de urgência estabelece a cada uma das casas do Congresso Nacional um prazo de 45 dias para a deliberação do texto, sob pena de trancamento da pauta.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O Soberano adotou uma estratégia nova contra a oposição e soltou os cachorros - literalmente. E olha que o cão estava mais animado do que muita gente no apoio do seu candidato. Uns estão meio tímidos, outros distribuindo bola nas costas... Até o Cacique conseguiu prejudicar o próprio Cacique. Já outros estão muito agressivos. Será que Mula pega raiva? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jaques Wagner

Jaques Wagner
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro". 

 

Disse o senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT) ao responder as acusações de que teria recebido pagamentos mensais do Banco Master por supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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