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suelim iasmine dos santos braga
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Promotoria de Justiça de Correntina, instaurou dois procedimentos oficiais para apurar denúncias de irregularidades no fornecimento de água à população e para reforçar a obrigatoriedade de notificação, por parte das redes de saúde e educação, de casos de violência envolvendo crianças e adolescentes no município.
As medidas foram publicadas nesta segunda-feira (2) e assinadas pela promotora Suelim Iasmine dos Santos Braga. Ambas determinam prazos para que os órgãos municipais apresentem informações e adotem providências sob pena de responsabilização.
INFRAESTRUTURA
No âmbito da saúde pública, o MP-BA instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a qualidade da água distribuída à população de Correntina. A decisão foi motivada por notícias veiculadas na imprensa local e denúncias de moradores sobre o fornecimento de água turva, com coloração anômala e indícios de ausência de tratamento adequado em diversos bairros.
A Promotoria determinou a expedição de ofícios à Vigilância Sanitária municipal e ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) para que, no prazo de 30 dias, apresentem informações detalhadas sobre os mananciais utilizados, a estrutura de tratamento, os planos de amostragem e os laudos de qualidade dos últimos oito meses. O documento solicita também esclarecer como são registradas e respondidas as queixas da população.
O município também foi notificado a se manifestar em até 20 dias. O procedimento tem como base a legislação federal que estabelece o padrão de potabilidade da água e o acesso à água potável como direito fundamental decorrente do direito à vida e à dignidade humana.
SAÚDE E EDUCAÇÃO
Paralelamente, a Promotoria expediu uma recomendação conjunta às Secretarias Municipais de Saúde e de Educação cobrando o cumprimento rigoroso do dever legal de comunicar ao Conselho Tutelar situações de violência ou vulnerabilidade que envolvam crianças e adolescentes.
O documento detalha que a obrigação abrange tanto a suspeita quanto a confirmação de violência física, abuso sexual, maus-tratos, negligência e gravidez na adolescência, com especial atenção para gestantes com menos de 14 anos, caso em que a legislação presume a prática de estupro de vulnerável e exige comunicação imediata também ao Ministério Público.
A recomendação determina que todas as unidades de saúde e escolas da rede municipal orientem e capacitem seus profissionais para identificar e notificar esses casos imediatamente, independentemente de confirmação diagnóstica. As unidades de saúde também deverão preencher a ficha de notificação individual de violência no sistema do Ministério da Saúde.
Já as escolas devem comunicar ao Conselho Tutelar não apenas os casos de maus-tratos, mas também a reiteração de faltas injustificadas e evasão escolar após esgotados os recursos internos. A orientação é que cada unidade adote um protocolo interno claro, com designação de responsável pelo acionamento do órgão de proteção e pelo registro documental das ocorrências, respeitado o sigilo das informações.
O MP alerta que a omissão ou demora na comunicação sujeita os profissionais e dirigentes às sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que incluem multa de três a vinte salários de referência, além de possível responsabilização civil, penal e administrativa.
As secretarias têm prazo de 30 dias para informar quais providências foram adotadas, apresentando cópias das capacitações realizadas e dos protocolos internos revisados ou elaborados. Cópias da recomendação também foram encaminhadas ao Conselho Tutelar para ciência.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Claudio Castro
"Operação higienizou mais de 115 vagabundos".
Disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ao definir a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 2025. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante cerimônia do programa Segurança Presente, em meio a um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública.