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Uma mulher trans de 29 anos foi vítima de tortura e teve uma suástica nazista marcada no corpo no último sábado (14). O namorado da vítima e um casal para quem ela trabalhava estão presos preventivamente. O crime ocorreu em Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima atuava como diarista e havia sido contratada recentemente como empregada doméstica na residência do casal. No dia do crime, ela foi chamada ao imóvel para receber pagamentos de serviços prestados e foi acompanhada do namorado.
Segundo as investigações, os empregadores consumiam bebida alcoólica quando passaram a exigir a devolução de valores que alegavam ter sido adiantados. Diante da negativa, um dos envolvidos passou a ameaçá-la e iniciou uma série de agressões.
A polícia afirma que os três suspeitos participaram do ataque, utilizando objetos como taco de sinuca, cabo de vassoura e faca, além de socos e chutes. Os autores ainda tentaram amarrar a vítima e destruíram o celular dela para impedir que pedisse ajuda.
Ainda conforme a investigação, uma faca foi aquecida no fogão e utilizada para queimar o braço esquerdo da vítima, marcando a pele com o símbolo de uma suástica. A mulher relatou que foi imobilizada pelo namorado enquanto o casal continuava as agressões.
Após horas de violência, a vítima foi liberada e conseguiu buscar ajuda em um estabelecimento próximo à rodoviária da cidade, de onde a polícia foi acionada.
Um dos suspeitos foi localizado nas imediações e preso em flagrante. Os outros dois foram encontrado na residência onde ocorreram os fatos. As três prisões foram convertidas em preventivas na segunda-feira (16).
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.