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sobrepeso na bahia
A Bahia registrou uma maior quantidade de pessoas com sobrepeso no estado durante 2025. A informação foi constatada por meio de relatórios do Ministério da Saúde sobre o estado nutricional de adultos. O levantamento, acessado pela reportagem, apontou que a categoria predominante na população adulta do estado era a de sobrepeso, que registrou o maior número de indivíduos entre todos os estados nutricionais monitorados.
Segundo os dados do relatório, foram registrados 833.305 indivíduos com sobrepeso, o que corresponde a 35,43% da população acompanhada. A prevalência de sobrepeso superou a de peso adequado em quase cinco pontos percentuais no ano passado. Na lista de IMC Adequado ou Eutrófico foram notificados 718.958 indivíduos, representando 30,57% do total.
O estudo trouxe ainda os números encontrados em cada uma das categorias de sobrepeso na Bahia. De acordo com os dados, foram obtidos 482.524 indivíduos (20,52%) com Obesidade Grau I, seguido por Obesidade Grau III com 84.361 indivíduos (3,59%).
Somando-se todos os graus de obesidade (I, II e III), o estado contava com 747.300 pessoas obesas, número que ainda permanece abaixo do total de pessoas apenas com sobrepeso. O total de adultos acompanhados na pesquisa no estado em 2025 foi de 2.351.663.
AUMENTO EM 1 ANO
A prevalência total de obesidade (soma dos três graus) na população adulta acompanhada no estado passou de aproximadamente 30,09% em 2024 para 31,78% em 2025 na Bahia. Na Obesidade Grau I, o percentual subiu de 19,4% (383.360 indivíduos) em 2024 para 20,52% (482.524 indivíduos) em 2025.
A Obesidade Grau II registrou um crescimento de 7,14% (141.076 pessoas) no ano retrasado para 7,67% (180.415 pessoas) no ano passado. Já a Obesidade Grau III (Mórbida) apresentou uma leve elevação, passando de 3,55% (70.192 indivíduos) em 2024 para 3,59% (84.361 indivíduos) no último ano.
Além do aumento percentual, é importante notar que o volume total de indivíduos adultos acompanhados pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde na Bahia também cresceu, saltando de 1.975.578 em 2024 para 2.351.663 em 2025.
CIDADES BAIANAS
Em Salvador, os dados de 2024 e 2025 revelam que a prevalência de sobrepeso é significativamente superior à de peso adequado (eutrófico), com ambas as categorias apresentando crescimento proporcional no período. No ano de 2024, o sobrepeso foi de 72.599 indivíduos (31,79%) da população acompanhada na capital.
O IMC adequado foi de 58.638 indivíduos (25,67%). Neste mesmo ano, a diferença entre as duas categorias era de 6,12 pontos percentuais. Já no ano de 2025, foi registrado, na categoria sobrepeso, 93.763 indivíduos (32,88%). Com o IMC Adequado, foram 74.183 indivíduos (26,01%). A diferença aumentou levemente para 6,87 pontos percentuais.
Apesar do número de pessoas com peso adequado ter crescido em termos absolutos e percentuais (de 25,67% para 26,01%), o sobrepeso avançou de forma mais expressiva, atingindo quase um terço da população adulta acompanhada em Salvador em 2025. É importante notar que o volume total de adultos monitorados em Salvador também subiu consideravelmente, passando de 228.403 em 2024 para 285.184 em 2025.
Comparando os dados do último ano, a capital baiana apresentou índices de obesidade mais elevados em graus severos quando comparada a Feira de Santana. Já Vitória da Conquista possui um perfil nutricional muito semelhante ao da capital.
Feira de Santana possui uma proporção maior de adultos com peso adequado (31,05%) em relação a Salvador (26,01%). No entanto, a princesinha do sertão também lidera a categoria de sobrepeso com 35,97%, enquanto a primeira capital brasileira registra 32,88%.
Na Obesidade Severa (Graus II e III), o município soteropolitano apresentou índices consideravelmente maiores. A capital tem 10,23% de Obesidade Grau II e 5,97% de Grau III, enquanto Feira de Santana registra 7,34% e 3,43%, respectivamente.
No comparativo, Vitória da Conquista apresenta uma distribuição nutricional muito próxima à de Salvador. O índice de peso adequado em Conquista é de 25,51%. A Obesidade Grau I nesta cidade foi de um percentual ligeiramente superior (23,53%) ao de Salvador (22,73%). Na Obesidade Grau III, Salvador ainda mantém um índice maior de obesidade mórbida (5,97%) comparado aos 5,18% observados na “Suíça baiana”.
Em termos de volume total de monitoramento, Salvador lidera com 285.184 adultos acompanhados, seguida por Feira de Santana com 187.782 e Vitória da Conquista com 76.073.

As regiões que apresentam os maiores percentuais especificamente na forma mais grave da doença (Obesidade Grau III) são:
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Salvador: 5,97%.
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Vitória da Conquista: 5,18%.
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Itabuna: 4,74%.
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Ilhéus: 4,4%.
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Cruz das Almas: 4,36%
Em contraste, regiões como Irecê (26,64% total) e Seabra (25,23% total) apresentam os menores índices de obesidade entre as áreas monitoradas no estado. Na comparação com a média nacional, a Bahia apresenta indicadores de saúde nutricional mais positivos no que diz respeito à obesidade, mantendo percentuais abaixo da média brasileira em todos os graus da doença, tanto em 2024 quanto em 2025.
A Bahia possui uma parcela significativamente maior da população com peso considerado saudável do que a média do país, sendo 30,57% a média estadual e 27,23% de média nacional. Em entrevista ao BN, o endocrinologista Fábio Trujilho explicou que o que pode estar contribuindo para esse aumento, é a combinação de fatores estruturais e comportamentais como mudança de padrão de consumo, entre outros.
“Esse padrão pode estar tendo como contribuição o fato dos alimento ultraprocessados serem muitas vezes mais baratos e as vezes até mais fáceis de serem encontrados para a venda , principalmente em locais mais afastados dos grandes centros , como na periferia de cidades maiores e ou em regiões mais longínquas do Estado. O sedentarismo , muitas vezes , que muitas vezes é difícil de ser vencido devido ao tempo que se perde em deslocamento urbano, falta de espaços públicos para a prática de exercícios físicos e a própria violência pública que muitas vezes contribui para que o indivíduo não possa sair de casa para se exercitar”, disse.
O profissional que atua no Hospital da Obesidade em Salvador, revelou também que fatores pré natais e na infância, a exemplo da Obesidade em mulheres férteis é um preditor de Obesidade para os filhos .
“O acesso desigual à educação e a um tratamento clínico transdisciplinar qualificado que permita acessibilidade a todas as ferramentas existentes para um tratamento efetivo e amplo da Obesidade”, completou.
O especialista disse ainda que o cenário encontrado no estado é parecido com o do resto do Brasil.
“Os dados da Bahia em geral são semelhantes ao restante do país, pois na minha percepção e de vários especialistas na área é que no Brasil não existe uma Linha de Cuidado consistente para o combate à Obesidade. Uma linha de cuidado estruturada que vai da prevenção ao tratamento. Essas soluções precisam ser intersetoriais”, finalizou.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Maíra Cardi
"Vou ter que abrir minha cara inteira".
Disse a influenciadora digital e ex-BBB Maíra Cardi após divulgar que terá que passar por uma cirurgia invasiva no rosto para remover o PMMA aplicado há cerca de 18 anos em um procedimento estético.