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Um grupo de servidores da Previdência Social está realizando um protesto, na manhã desta terça-feira (16), contra as má condições de trabalho nas agências do INSS. Os trabalhadores levaram ventiladores e se manifestaram contra problemas estruturais como a falta de climatização nos postos de atendimento aos segurados.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (SINDPREV), a situação ocorre em Salvador e municípios do interior. Ele avalia que é necessária a implantação de uma superintendência regional que atenda a Bahia, devido a grande extensão do Estado.
“Estamos vinculados à Superintendência de Pernambuco, o que prejudica muito a gestão do INSS em nosso Estado que possui 7 gerências e 143 agências em 150 municípios”, afirma o coordenador do SINDPREV, Edivaldo Santa Rita.
“Hoje estamos vivendo um caos, um forno e isso é muito desconfortável para o servidor e para o contribuinte. É assim nas agências do Bonfim, Brotas, Itapuã, Mercês e também em Paripe, no Subúrbio Ferroviário”, complementa Santa Rita.
Lindalva de Jesus, diretora de Saúde do Trabalhador do SINDPREV, disse que é impossível trabalhar com uma temperatura ambiente superior a 40 graus no interior das agências do INSS. “Não tem como suportar um local sem circulação de ar”, completou.
O SINDPREV entregará, juntamente com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), um ofício ao ministro da Previdência Social, Carlos Luppi.
“No documento, constará uma pauta de reivindicações para melhoria das condições de trabalho e de atendimento nas agências do INSS”, disse o dirigente da CNTSS, Raimundo Cintra.
Para Valdemir Medeiros, é preciso interromper o sucateamento do INSS , processo que, segundo ele, começou com a promulgação da Reforma Trabalhista em 2016.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.