Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
silas mafalaia
Circularam nesta segunda-feira (24) em grupos no WhatsApp e no Telegram comunicados de parlamentares e influenciadores de direita com anúncio de cancelamento, em diversas cidades, de atos de protesto contra o governo Lula programados para o próximo dia 16 de março. Os parlamentares informaram que estão cancelando as manifestações para engrossarem o protesto organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Foi o caso do protesto que vinha sendo programado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) para a cidade de Goiânia. Gayer, uma das principais vozes da oposição na Câmara, disse que a direita precisa concentrar esforços para unificar os protestos contra Lula no Rio de Janeiro.
A mesma decisão foi tomada pelo vice-líder da oposição na Câmara, deputado Capitão Alden (PL-BA). O deputado baiano deu o recado em suas redes sociais de que atenderá ao chamado do ex-presidente Bolsonaro, e pediu aos que puderem que se dirijam à cidade do Rio de Janeiro para a manifestação do dia 16.
A decisão de deputados como Gustavo Gayer, Capitão Alden e outros que também anunciaram o cancelamento dos protestos em suas cidades atende a uma “ordem” do ex-presidente Bolsonaro. Junto com o pastor Silas Malafaia, o ex-presidente quer atingir um público de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, e para isso, pediu que todos da direita unissem esforços e não dividissem o público no dia 16 de março.
Essa “orientação expressa” de Jair Bolsonaro foi também anunciada nas redes sociais pelo ex-secretário de Comunicação Social do governo anterior, Fabio Wajngarten. Em publicação em seu perfil na rede X, o advogado disse que “qualquer chamamento diferente é oportunismo político de quem não acolhe os pedidos do Presidente”.
Na última sexta (21), durante seminário promovido pelo Partido Liberal, Jair Bolsonaro descartou a ida nos protestos organizados em outras cidades. O ex-presidente falou da sua pretensão de conseguir um público de um milhão de pessoas, e explicou qual será a pauta do protesto.
“Eu, Silas Malafaia e outras lideranças estaremos em Copacabana, Rio de Janeiro. A nossa pauta, liberdade de expressão, segurança, curso de vida e Fora Lula 2026 e Anistia Já”, afirmou.
Apesar da “ordem expressa”, alguns parlamentares não pretendem cancelar os protestos já programados para suas cidades. É o caso da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que usou seu perfil nas redes sociais para reforçar que a manifestação na Avenida Paulista está mantida. A deputada afirmou que também participará do ato em Copacabana, mas disse ainda que “o palco da maior mobilização da história do Ocidente não poderia ficar de fora”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.