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Sidônio Palmeira defende que apesar das influências “externas” nas eleições municipais, “o principal é discutir os problemas do município”. A declaração do marqueteiro de Lula foi dada em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (30). Palmeira detalha ainda que a nacionalização não funciona em todos os cenários.
“A eleição estadual, ela é nacionalizada automaticamente, porque também tem a eleição nacional. A municipal, em alguns casos termina sendo nacionalizada e outras não, termina valendo a luta local. Mas o ecossistema, tem o todo, tem as questões da cidade que precisam ser discutidas, mas para resolver as questões das cidades, também tem alguma influência no estado e alguma influência nacionalmente”, explica Sidônio.
“Mas a questão principal é discutir os problemas do município. Claro que também tem o aspecto político, da relação, da força que tem o governo federal, a influência na cidade”, completa.
Com relação a capital baiana, Sidônio conta que o presidente Lula possui muita influência no município, como um reflexo na sua força no Nordeste, sendo assim a estratégia de “nacionalizar” as eleições faz sentido. “Ninguém quer enfrentar [Lula] e que seja nacionalizado. Acho natural que o Geraldindo queira nacionalizar, porque isso ajuda na candidatura dele e que o Bruno Reis não queira”, afirma.
Por fim, Palmeira questiona a posição de Bruno Reis, que afirma “não ser nem um, nem outro”, com relação a Lula e Bolsonaro. O marqueteiro define que “Eu acho que essa ideia na política não é muito boa, porque na política não dá para você não ter lado. Você tem que definir um caminho”, define.
Confira o trecho:
Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta segunda-feira (30), o marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Sidônio Palmeira, afirmou que Pablo Marçal exigiu uma mudança no planejamento de todos os candidatos à prefeitura de São Paulo. “Ele [Boulos] se preparou para enfrentar o Nunes. O Marçal se preparou para enfrentar a todos”, diz.
Para Sidônio, o Marçal funciona como um “anti-sistema”, utilizando normas diferentes dos oponentes e exigindo uma mudança de estratégia. “O debate ia correr ali entre Boulos, Nunes e no máximo Datena. Mas aí apareceu um elemento novo, quando aparece um elemento novo, você tem que refazer a estratégia”, afirma. “O Boulos, como é que ele fez a estratégia para enfrentar o Nunes? Ele tirou uma coisa, que é a competitividade, da luta e passou a ser um símbolo mais ameno, para ganhar a classe média paulista”, completa Palmeira.
O marqueteiro explica ainda que a mudança precisa ser estudada, para evitar malefícios à imagem do candidato. “Mas por outro lado você tem que ter um cuidado, porque se você perde a competitividade, e a luta, que é o perfil dele, que fez com que ele chegasse até ali, ele tirou e aí fica o que? Ele tentou refazer, acho que segurou um pouco o que tava acontecendo, mas ele deu uma retomada [com a combatividade]”, afirma.
Sidônio aponta ainda que “Me preocupa muito assim, quando o candidato tema mudar exatamente o que ele é por causa de uma disputa eleitoral. Porque se não, é igual fazer um filme de King Kong sem um macaco”.
Confira o trecho:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.