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Sete integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de animais foram condenados pela Justiça na última quinta-feira (22). A sentença atende a uma denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), via Gaeco e Promotorias de Justiça Ambientais de Itabuna e Ilhéus, no sul do estado, baseada nas investigações da Operação Fauna Protegida.
Os réus foram condenados por organização criminosa, tráfico de fauna, maus-tratos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. Weber Sena Oliveira, apontado como líder do esquema, recebeu pena de 18 anos e 25 dias de reclusão, além de detenção. Sua esposa, Ivonice Silva, foi condenada a 6 anos e 2 meses de reclusão.
Os demais envolvidos, os acusados Josevaldo Moreira Almeida, Uallace Batista Santos, Ademar de Jesus Viana, Gilmar José dos Santos e Messias Bispo dos Santos — receberam penas que variam entre 5 e 8 anos de reclusão, além de períodos de detenção.
As investigações revelaram que o grupo mantinha uma estrutura de tráfico entre a Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com divisão de tarefas e movimentação financeira contínua. Weber Oliveira coordenava a captura e distribuição das aves, enquanto Ivonice Silva gerenciava o núcleo financeiro.
Os outros condenados atuavam na captura, manutenção e redistribuição dos animais em centros como Salvador, garantindo o escoamento para o comércio clandestino.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.