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sergio humberto
O ministro OG Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), leu algumas das anotações da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago durante o julgamento dos réus envolvidos na Operação Faroeste, que aconteceu nesta quarta-feira (21). Na mensagem transcrita, a magistrada revela que seu desejo mais profundo é "ganhar R$ 10 milhões" para pagar seus compromissos e ter uma "vida de opulência e riqueza".
Para o ministro, a anotação é uma das evidências de que a Maria do Socorro estaria recebendo propina de forma ilegal para conceder decisões judiciais em troca de compensação financeira. "É difícil nessa profissão, por meios lícitos, exceto em situações de herança ou acerto na loteria, dispor desse dinheiro", ponderou Fernandes.
Assista ao vídeo:
??"Meu desejo é ganhar 10 milhões para ter uma vida de opulência e riqueza", dizia anotação de juíza condenada na Operação Faroeste Confira?? https://t.co/gnBFbHcsfk
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 22, 2026
Além da agenda pessoal da desembargadora, a Corte teve acesso às movimentações financeiras, mensagens do WhatsApp e depoimentos de delatores antes de proferir a decisão que condenou Maria do Socorro e outros quatro réus, inclusive o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O colegiado também condenou Adailton Maturino dos Santos, apontado como articulador do esquema, sua esposa, Geciane Maturino dos Santos, e o advogado Ricardo Augusto Três.
CONFIRA CADA PENA:
Adailton Maturino dos Santos: 21 anos e 7 meses de prisão
Geciane Maturino dos Santos: 16 anos e 4 meses de prisão
Sérgio Humberto de Quadros Sampaio: 15 anos e 8 meses de prisão
Maria do Socorro Barreto Santiago: 14 anos e 11 meses de prisão
Ricardo Augusto Três: 10 anos e 9 meses de prisão
A Corte determinou a perda dos cargos públicos dos dois magistrados. Após o trânsito em julgado, a decisão deverá repercutir na cassação das aposentadorias e dos proventos de inatividade. O colegiado ainda determinou o perdimento dos bens e valores provenientes dos crimes em favor da União.
Mais uma vez o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio recebeu uma condenação do Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No julgamento desta quarta-feira (20), a maioria dos desembargadores votou pela pena de disponibilidade, já que não foi alcançada a quantidade mínima de 33 votos para aplicação da pena de aposentadoria compulsória sugerida pela relatoria.
A disponibilidade, que afasta o magistrado da função com vencimentos proporcionais, é a segunda sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).
No processo administrativo disciplinar (PAD) julgado hoje, sob relatoria do desembargador Ângelo Vita, Sérgio Humberto é acusado de tentar se beneficiar financeiramente com acordo extra autos, em reunião informal com advogados das partes, e ter concedido irregularmente a posse de terra à parte contrária na ação. Como apontou o relator, os fatos foram trazidos à tona pela delação premiada do advogado Júlio César Cavalcanti, que confessou em depoimento agir em favor dos interesses do juiz e intermediar as negociações.
O relator destacou que é “fato notório” e nacional a “parceria” entre o juiz e o advogado Cavalcanti, ambos alvos da Operação Faroeste, que investiga esquema de venda de sentenças no oeste da Bahia. Ao pedir a absolvição, a defesa do juiz alegou que as provas apresentadas se resumem apenas às palavras do delator e gravações que podem levantar dúvidas.
Essa não é a primeira condenação de Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, que foi preso na primeira fase da Faroeste e recentemente teve a prisão domiciliar revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da sua defesa. O juiz já foi aposentado compulsoriamente outras duas vezes pelo Pleno do TJ-BA.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.