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A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães, relembrou a centralidade da população negra e do samba na composição do Carnaval baiano e brasileiro. Em entrevista à equipe do Bahia Notícias (BN) na Casa do Olodum, a secretária, nascida na Liberdade-Curuzu, reforçou que o samba é a matriz fundamental das expressões culturais afro-baianas.
Durante a conversa, Ângela Guimarães pontuou que a existência da festa é indissociável das manifestações culturais negras. "Não existe Carnaval na Bahia nem no Brasil sem a população negra, sem as manifestações culturais da população negra, sendo o samba a grande matriz de todas essas expressões culturais afro-baianas e afro-brasileiras", relembra.
Confira momentos da entrevista:
Ângela Guimarães relembra matriz negra e origem baiana do samba em Carnaval 2026
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 13, 2026
?? Confira pic.twitter.com/P0bcMWHEIA
A secretária também abordou o contexto histórico de repressão enfrentado pelas tradições negras. Segundo Guimarães, o samba e outras expressões rítmicas surgiram como forma de resistência em ambientes como terreiros e senzalas, enfrentando períodos de proibição oficial.
"O samba nasce no fundo dos terreiros, no fundo dessas senzalas, surgindo sempre contra o processo de silenciamento. Durante muito tempo, as religiões de matriz africana foram proibidas. O rufar dos tambores, o tocar os tambores era proibido", pontua a secretária.
Como uma pauta transversal que envolve artistas negros e manifestações como os blocos de matriz africana é o que define a identidade visual e cultural da folia contemporânea. "Samba é isso, essa grandiosidade. Aqui na Bahia temos a origem e boom do samba, seja blocos, seja os pioneiros. Sem o samba não existiria o Axé Music, nem o MPB (Música Popular Brasileira)", conclui.
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Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.