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A senadora Damares Alves (Republicanos) utilizou a tribuna do Senado Federal, na tarde desta segunda-feira (13), para sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e rebater ataques de cunho pessoal que vem sofrendo nas redes sociais por blogueiros bolsonaristas. Em seu discurso, a parlamentar classificou como "aloprados" os aliados e eleitores de direita que têm promovido hostilidades contra ambas na internet, que alegam sua falta de lealdade ao bolsonarismo.
"Eu sou uma bolsonarista. Defendo Flávio Bolsonaro, ainda é meu pré-candidato, ele é indicado pelo presidente Flávio Bolsonaro. Eu sou do time. [...]. Me acusaram de ser amante, parem de atacar os soldados da direita. vamos mostrar pro Brasil que é bom ser conservador", reafirma sua defesa.
A onda de ataques pessoais ganhou força após desdobramentos de discussões públicas envolvendo os influenciadores de direita Paulo Figueiredo e Oswaldo Eustáquio Filho. O estopim ocorreu quando Damares rebateu críticas de Figueiredo sobre sua atuação partidária, afirmando: "Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários".
Na época, em resposta à publicação da senadora, Oswaldo Eustáquio desferiu acusações de caráter pessoal em um comentário nas redes sociais: "Damares, isso é mentira. Na verdade, você é a amante de um pastor casado do Recanto das Emas, em Brasília, e uma das maiores feministas do Brasil".
Confira o momento:
VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Diante do plenário, Damares relatou o impacto das ofensas à sua honra e imagem, vindas de pessoas que antes considerava aliadas no campo político. Ela mencionou diretamente a acusação de Eustáquio. "Inclusive, um dos ataques que eu recebi é que tenho amante, pastor, casado", desabafa.
A senadora afirmou que os episódios configuram "violência política de gênero" e informou que a advocacia do Senado Federal prestará suporte para a abertura de uma representação legal contra os autores das ofensas. Ela também questionou quem estaria por trás do financiamento de publicações coordenadas.
"Os aloprados de internet, eu não devo satisfação pra eles. Então, povo brasileiro, quando começarem a falar de um soldado da direita, vá lá na rede do soldado e veja o que ele disse antes de vocês começarem a compartilhar. Vão às minhas redes e vejam se eu declarei alguma vez que eu abandonei o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Parem de compartilhar mentiras", cobra a senadora.
Durante o pronunciamento, Damares prestou solidariedade a Michelle Bolsonaro, definindo a ex-primeira-dama como sua amiga e afirmando que ela tem enfrentado ataques semelhantes sem respaldo institucional. A senadora recebeu amplo apoio e defesa da bancada feminina do Congresso Nacional.
"Ela está sozinha, só com as pessoas que a amam. Ela não tem uma bancada feminina para defendê-la. "Mas eu tô aqui, amiga, enquanto eu tiver força, para dizer para o Brasil que você é uma mulher digna, justa, honesta, que você não trai, que você não mente, que você não se corrompe", discursa a senadora.
ALIADOS PEDEM CONCILIAÇÃO
O racha interno repercutiu entre parlamentares aliados. Questionado sobre as divergências públicas envolvendo Damares Alves, Oswaldo Eustáquio e Paulo Figueiredo, o deputado estadual Diego Castro pediu ponderação e defendeu que as disputas pessoais sejam resolvidas internamente.
"Não parei para ver, não vi essa divergência. Não potencializo isso, não dou ouvidos a essa situação. Se tem um problema entre eles, eles três devem sentar em uma mesa e conversar. Divergências pessoais acontecem, todos são adultos. É sentar ou fazer uma videochamada, já que todos estão marchando para tirar o governo Lula do poder", sugere o parlamentar.
O deputado também rebateu as críticas de opositores que acusam o campo conservador de hostilidade contra as mulheres. "A direita não é misógina. A esquerda tenta nos rotular, por mais que cada um tenha as suas opiniões. Outros ali são mais sensíveis, mas o jeito de todos é combater essa linha política que está aí", conclui Castro.
De acordo com a senadora, a onda de hostilidades contra ela e Michelle teve início após interpretações de internautas de que ambas teriam abandonado a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República devido a desentendimentos familiares recentes.
O embate público entre Michelle Bolsonaro e seu enteado, Flávio Bolsonaro, teve início há cerca de três semanas. Na ocasião, a ex-primeira-dama publicou um vídeo relatando ter sido "maltratada e humilhada" pelo parlamentar durante um telefonema.
Embora o senador tenha pedido desculpas públicas logo em seguida, o clima de tensão voltou a subir na semana seguinte, quando Michelle compartilhou um vídeo que associava a presença de Flávio a festas promovidas por um empresário do setor financeiro no Rio de Janeiro. Flávio rebateu a publicação, afirmando que a madrasta estava "completamente desinformada".
A crise familiar ganhou um novo capítulo no último sábado (11), quando Flávio Bolsonaro leu publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente o oficializa como seu "porta-voz" e pré-candidato à Presidência da República para as eleições.
Confira o discurso completo transmitido pela TV Senado:
A senadora Damares Alves (DF), secretária Nacional do Mulheres Republicanas, detalhou, nesta segunda-feira (3), que a sua presença no ato público na Câmara Municipal de Salvador (CMS) foi para tranquilizar as mulheres, mostrando que podem ir para trabalhar na política sem medo.
“O recado não é só para Salvador, é para a Bahia, para que as mulheres se envolvam com partidos e nosso partido está chamando elas. Estamos lançando agora nos próximos dias uma campanha ‘Tome Partido’ para trazermos mais mulheres para a política. O objetivo geral é trazer mais mulheres para a política”, esclareceu.
A senadora e outras 16 parlamentares e autoridades de todo o Brasil participaram hoje de um debate, em solidariedade a vereadora Ireuda Silva (Republicanos) que sofreu agressões racistas. O evento também cobrou das instituições que o caso não passe impune. Além disso, houve conversas sobre violência política contra a mulher e combate ao racismo nas estruturas do poder público e da sociedade.
“O que a gente fez hoje, além de ser um ato de solidariedade, foi pedagógico. Foi a gente dizer que a mulher precisa vir para o processo político sem medo. Muitas mulheres têm medo de vir por causa disso, do constrangimento, da briga, da confusão e a gente está mostrando que agora existe uma lei que protege a gente contra essa violência política. Então o ato foi para dizer, não tenham medo do processo político, venham que a lei protege, nós temos partidos no Brasil inteiro se organizando para proteger mulheres”, declarou a senadora.
Damares ainda explicou que Brasília já se envolveu no caso de Ireuda e está cobrando respostas.
“Temos um ato de repúdio no Senado, um ato na Câmara, mas como o processo está aqui já na mão do Ministério Público, o que nós vamos fazer com o nosso jurídico é acompanhar o andamento do processo. Cabe ao Ministério Público a investigação agora”, afirmou.
DENÚNCIA
No último dia 12, Ireuda foi agredida por servidores da educação após a aprovação do reajuste de 8% nos salários. O projeto de lei do Executivo foi aprovado por unanimidade.
Com a violência, a vereadora fez uma denúncia ao Ministério Público da Bahia que foi acolhida pela promotora de Justiça Sara Gama, que coordena o Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres, do MP-BA (veja aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.