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Coronel defende indicação de vereador para suplência ao Senado e garante não ter veto a Marcelo Nilo
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (6) ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a composição das suplências em sua candidatura à reeleição ao Senado, na chapa de oposição ao lado de ACM Neto (União), além de comentar sua relação com o ex-deputado estadual Marcelo Nilo (Republicanos).
Ao tratar das indicações para as suplências, Coronel afirmou que a definição ainda depende das convenções partidárias, previstas para julho. Segundo ele, a composição deve contemplar diferentes segmentos da sociedade, com ênfase na representação municipal.
“As suplências serão preenchidas, é claro, mas nós temos até o mês de julho, que é quando vão acontecer as convenções para a gente bater o martelo. Eu, por exemplo, luto e trabalho para que as nossas suplências sejam preenchidas por fatias de representatividade na sociedade. Por exemplo, eu defendo na minha suplência que uma delas um vereador ou uma vereadora assuma. Eu acho que vai ser um prestígio para uma classe, que é a classe que leva o voto para a urna, é a classe que está todo dia em contato com o eleitor. Eu sempre defendo isso essa representatividade dos municípios. Eu sou municipalista e não posso em hipótese alguma deixar de estar na minha companhia, em uma das duas suplências, uma pessoa que representa também o municipalismo forte”, declarou.
O senador também falou sobre sua relação com Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia por dez anos, período que antecedeu a chegada de Coronel ao comando da Casa. Ele afirmou não haver restrições quanto à participação de Nilo em eventual composição política.
“Não foi uma perda, na verdade foi umas férias tiradas na época por Marcelo, que já tinha 10 anos, para dar espaço a outro. Hoje estamos muito bem, sem problema algum. Marcelo, hoje, assume a Câmara Federal como deputado federal, e quem sabe ele pode até se viabilizar para ser o novo candidato eleitoral federal. Mas se, por acaso, Deus aguar para ele participar da nossa chapa, eu não vejo problema nenhum, não existe veto, nem a ele, nem a ninguém. Eu só quero pessoas que venham realmente a representar o municipalismo”, afirmou.
O senador Angelo Coronel (PSD) utilizou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira (5), para criticar o funcionamento das audiências de custódia. Em vídeo publicado em tom descontraído, o parlamentar aparece segurando um bloco de gelo enquanto faz uma analogia entre o procedimento judicial e a tentativa de “enxugar gelo”.
Na gravação, Coronel afirma que a dinâmica das audiências de custódia se assemelha a um esforço em vão. “Tentando enxugar esse gelo, ô coisa difícil. Está parecendo até audiência de custódia, aonde o policial prende e a Justiça solta. E com isso, o bandido sai de lá gozando com a cara do policial”, declarou.
Na sequência, o senador questiona os impactos do modelo sobre a atuação das forças de segurança. “Aí eu pergunto: que estímulo você policial tem para continuar nas ruas combatendo o crime? Nós temos que mudar isso, acabar com audiência de custódia”, acrescentou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.