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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

sem descanso

Filme sobre caso Geovane escancara um Brasil passivo diante da violência institucional
Foto: Divulgação

Filmado em Salvador, a partir do caso do jovem Geovane Mascarenhas, que foi encontrado morto - carbonizado, decapitado e sem as mãos - depois de desaparecer ao ser levado por uma viatura da Polícia Militar, em 2014 (clique aqui, aqui e aqui e saiba mais), o documentário “Sem Descanso” estreia no dia 5 de novembro, nas salas de cinema em circuito nacional. Em Salvador, o público poderá conferir a produção no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha.

 

Segundo o diretor Bernard Attal - francês radicado no Brasil -, uma série de fatores o incentivou a rodar um filme sobre o caso, sendo o primeiro deles a dimensão da violência policial no país, que ao seu ver “alcançou níveis intoleráveis”. “Os números do ano passado, que foram publicados semana passada, são 7 mil mortes decorrentes de violência policial. 80% das mortes são jovens negros e 95% são jovens de menos de 30 anos, então o Brasil tem agora a maior taxa de letalidade policial do mundo, e isso é uma tragédia”, pontua o cineasta, que também assina o roteiro, ao lado de Fabiola Aquino. 

 

Outra motivação apontada por ele foi a história do pai de Geovane, que por conta própria decidiu investigar o desaparecimento do filho, apesar de todos os perigos e das dificuldades impostas. “Na maioria dos casos, a família da vítima não consegue notificar os responsáveis e nem achar o corpo, e nesse caso o Jurandhy enfrentou as autoridades para desvendar o caso. Foi uma jornada de coragem e integridade, na frente dos riscos que ele estava enfrentando”, avalia Attal, elencando como terceiro motivo a participação da imprensa. “Hoje em dia os jornais raramente têm os recursos para fazer o papel investigativo, mas o jornal Correio resolveu acompanhar esse caso durante meses, ajudaram a proteger a vida dele e a desvendar o caso”, conta o diretor.

 

Um quarto ponto - decisivo para a condução do documentário - foi a morte de Michael Brown pela polícia, nos Estados Unidos, na mesma semana do desaparecimento de Geovane. O incidente deu origem ao movimento “Black Lives Matter”, antes mesmo do caso de George Floyd estourar pelo mundo. “Aconteceu na mesma semana da morte de Geovane e a reação das duas sociedades foi muito diferente. Lá [nos Estados Unidos] tem um problema de letalidade policial, não é tão grande como aqui, mas é bastante grande e raramente os policiais são responsabilizados, então tem um contexto semelhante, mas a reação da sociedade foi totalmente diferente”, lembra o cineasta, que no filme compara as reações dos americanos, que foram em peso às ruas para protestar, enquanto no Brasil o caso baiano teve pouca repercussão. 

 

“Acho que aqui encaram como uma fatalidade, como um problema do Brasil que é o preço a pagar para controlar o crime, de forma geral. Aqui não tem a mobilização que deveria ter diante desse problema”, avalia Attal, criticando a passividade e a incoerência dos brasileiros, que se sensibilizam com uma morte nos Estados Unidos, mas fecham os olhos para o horror que se tornou corriqueiro no próprio país. “A gente viu os acontecimentos com George Floyd alguns meses atrás, as pessoas daqui estão dizendo que as vidas negras importam, na medida que não estão aqui. Se mobilizam por ‘Black Lives Matter’, mas tem aqui meninos que desaparecem todo final de semana e não tem essa mobilização”, compara o francês, acrescentando que a falta de mobilização reflete em toda sociedade, embora hoje haja maior conscientização e até alguns movimentos isolados da sociedade civil trabalhando neste sentido. 

 


Benard Attal ao lado de Jurandhy, pai de Geovane | Foto: Divulgação

 

A partir dos quatro elementos que ajudaram a criar a narrativa de “Sem Descanso”, a equipe traçou um paralelo entre o caso de Geovane e de Michael Brown, reuniu especialistas, acompanhou a família do jovem baiano e tentou ainda ouvir a versão das autoridades, com o objetivo de ampliar o espaço de debate. “A gente entrevistou vários especialistas em segurança pública aqui de Salvador, no Rio de Janeiro, São Paulo, e lá fora do Brasil também, para entender as raízes. Também tem a participação de dois historiadores que nos ajudaram a entender que a violência policial é uma coisa antiga, não é uma coisa que apareceu recentemente, e tem muito a ver com a história do Brasil. Então a gente procurou identificar as raízes e entender que tipos de reformas já foram feitas em alguns lugares”, explica o diretor, apontando experiências positivas para controlar a violência policial nos Estados Unidos e no Rio de Janeiro.

 

Apesar do vasto material utilizado para construir a narrativa, Bernard Attal classifica como “grande frustração” o fato de não ter conseguido ouvir os órgãos policiais. “A gente não queria fazer um filme com só um lado. Nossa mensagem nesse filme é que a sociedade toda é responsável por esse nível de violência policial, não se trata só de alguns policiais corruptos, se trata do governo que é tolerante à violência, se trata de uma sociedade passiva, de uma Justiça muito lenta, todo mundo está responsável. Então a gente queria conversar com as autoridades públicas, eles marcaram várias vezes e se recusaram ao diálogo, o que foi uma pena. Eles se prejudicaram, porque a gente não tinha preconceito nenhum. A gente queria entender o que é que está acontecendo”, conta o cineasta.

 

Outro ponto importante defendido por ele é a ideia de não explorar a história de forma sensacionalista, por isso a decisão de não lançar o filme logo após o incidente. “Eu não quis nessas circunstâncias de perder um filho, de uma coisa extremamente dolorosa, instrumentalizar a dor para a família”, diz o diretor, lembrando que começou a filmar somente em 2015 e concluiu as gravações no fim de 2018. “A gente resolveu fazer um filme que acompanhou a família ao longo dos anos, ver como o caso vai evoluindo, como a Justiça trata o caso ou não trata o caso, o nível de luta contínua e sofrimento também que a família tem que juntar pra continuar a viver, porque para as famílias esses casos demoram anos”, explica Attal. 

 

O filme, que agora chega aos cinemas do país, já passou por diversos festivais ao redor do mundo, com boa receptividade em países como Grécia, Canadá, Estados Unidos, Itália, Cuba, Uruguai, França e Benin. O sucesso refletiu nos prêmios de Melhor documentário no Black Montreal International Film Festival;  Melhor documentário no Fenavid Santa Cruz da Bolívia; Melhor Longa no Araial Cinefest; Menção de excelência no Impact Doc Awards e Prêmio Vertentes de Cinema de Melhor Documentário do Festival do Rio 2019.

 

Apesar da boa receptividade no exterior, o diretor revela que “Sem Descanso” encontrou dificuldades para circular em festivais no Brasil. “Foi complicado porque a gente percebeu que tem uma forma de não querer enfrentar o assunto”, conta Attal, citando os festivais do Rio e Porto Seguro como os poucos que “tiveram coragem” de selecionar o filme, enquanto muitos outros recusaram. 

 

A ideia agora é fazer o lançamento nas salas de cinema em dez capitais do país, porque, segundo o cineasta, o local “é ainda o lugar de resistência e do diálogo”. Depois desta etapa, o plano é reproduzir o material também em outros espaços importantes. “No começo do ano que vem vamos levar o filme para fazer projeções nas comunidades, nas escolas, e porque não também nos quartéis?”, planeja Attal, destacando que existem policiais interessados em dialogar sobre o tema e que o filme não tem como propósito depreciar a polícia, classificada por ele como necessária, mas sim expor um problema da sociedade como um todo. 

 

Veja o trailer do filme:

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Léo Kret

Léo Kret
Foto: Instagram

"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino". 

 

Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 
 

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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