Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Olívia Santana critica indicação de Jorge Messias e defende ministra negra no STF

Olívia Santana critica indicação de Jorge Messias e defende ministra negra no STF
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

selecao de cabo verde

BN na Copa: Dez ilhas, uma nação e um sonho; conheça a história de Cabo Verde, estreante na Copa do Mundo
Foto: Reprodução/Instagram (@fcfcomunica)

A presença de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026 marca um momento histórico para o país e para o futebol africano. Num ano em que o aumento de 32 para 48 seleções não é a única novidade, a equipe garante sua primeira participação em Mundiais e consolida um processo de crescimento que vinha se desenhando nas últimas décadas.

 

A história de Cabo Verde começa bem antes da classificação inédita para a disputa da Copa do Mundo de 2026 ou do sorteio para o Grupo H, onde os cabo-verdianos vão dividir espaço com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. Antes mesmo da campanha memorável nas Eliminatórias da África — com dez jogos, sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota  — a narrativa deste país foi forjada num contexto singular.

 

Localizado na costa oeste da África, Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas no Oceano Atlântico, com pouco mais de 500 mil habitantes. A identidade cultural do país é marcada pela mistura de influências africanas e europeias, especialmente portuguesas, herança que também se reflete no futebol. Um dos aspectos mais determinantes na formação da seleção é a diáspora cabo-verdiana: há mais cidadãos vivendo fora do país do que dentro dele, principalmente em nações como Portugal, França e Holanda. Esse cenário faz com que muitos jogadores tenham nascido ou sido formados no exterior, mas optem por defender Cabo Verde em nível internacional.

 

Vista aérea da costa da Ilha de Santiago, em Praia, capital de Cabo Verde | Foto: Divulgação

 

A seleção, conhecida como Tubarões Azuis, é filiada à Fifa desde 1986 e passou a ganhar relevância no cenário africano a partir da década de 2010. O primeiro grande marco foi a classificação para a Copa Africana de Nações de 2013, quando surpreendeu ao alcançar as quartas de final. Desde então, a equipe passou a figurar com maior regularidade em competições continentais, acompanhando também uma evolução no ranking internacional.

 

A vaga para a Copa de 2026 foi construída com base em uma campanha consistente nas Eliminatórias Africanas, marcada por organização defensiva e eficiência nas transições ofensivas. O time apresentou um modelo de jogo equilibrado, com linhas compactas e forte disciplina tática, características influenciadas pela formação europeia de grande parte do elenco.

 

Nesse contexto, nomes como Ryan Mendes, capitão e principal referência técnica, tiveram papel decisivo, contribuindo diretamente em momentos-chave. Ao seu lado, o atacante Jovane Cabral se destacou pela velocidade e capacidade de desequilíbrio, enquanto o goleiro Vozinha foi fundamental em jogos equilibrados, especialmente fora de casa. No sistema defensivo, Stopira se consolidou como uma das lideranças, sendo peça central na solidez que marcou a campanha.

 

Em campo, Cabo Verde apresenta um perfil híbrido, que combina organização tática europeia com características tradicionais do futebol africano, como intensidade, velocidade e força física. A equipe costuma priorizar o equilíbrio, com postura reativa em muitos momentos, explorando erros dos adversários e transições rápidas. Essa capacidade de adaptação é facilitada pela diversidade de experiências dos jogadores, espalhados por diferentes ligas ao redor do mundo.

 

Fotografia oficial da equipe nacional titular de Cabo Verde | Foto: Reprodução/Instagram (@fcfcomunicacao)

 

MORNA: MÚSICA É CULTURA VIVA
A morna é um dos principais símbolos culturais de Cabo Verde e talvez a expressão artística que melhor traduz a identidade do país. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019, ela carrega em sua essência temas como saudade, amor, distância, partida e cotidiano, sendo estes elementos profundamente ligados à experiência histórica cabo-verdiana.

 

É justamente nessa mistura que a morna ganha profundidade. Suas letras, quase sempre cantadas em crioulo cabo-verdiano, abordam histórias pessoais e coletivas, muitas vezes relacionadas à separação — seja de amores, da terra natal ou da família. Por isso, o gênero é frequentemente associado ao sentimento de “saudade de quem emigrou”, uma definição que dialoga diretamente com a realidade da diáspora do país. Em Cabo Verde, onde grande parte da população vive fora do território nacional, a música se torna uma forma de manter vínculos afetivos e culturais. O que reforça a ideia de que a cultura é viva e transmite relações em diferentes lugares, num contexto em que, apesar da liberdade de suas descendências serem sequestradas, a conexão é uma força para fazer suas raízes sobreviverem.

 

Grupo de músicos de morna | Foto: Augusto Brázio/UNESCO

 

Outra ideia associada ao gênero é de “registro emocional da história”. A morna não conta, diretamente, a história de Cabo Verde de forma factual ou cronológica, como faria um livro ou documento. O que ela registra são as emoções ligadas aos processos históricos que marcaram o país: colonização, pobreza estrutural, migração, isolamento geográfico.

 

Ao longo do tempo, diferentes composições capturam como essas experiências foram sentidas pelas pessoas comuns. A saída de um familiar, por exemplo, não aparece apenas como dado estatístico, mas como dor, espera ou esperança. A relação com o mar — que ao mesmo tempo conecta e separa e tem ligação com expedições marítimas — surge como metáfora recorrente. A própria ideia da música “sodade” (forma crioula de “saudade”), de Cesária Evora, um dos maiores nomes do gênero, sintetiza esse conjunto de sentimentos ligados à distância e à memória.

 

Talvez não seja de senso comum, mas do ponto de vista linguístico, a conexão entre Cabo Verde e Brasil é direta. O português é o idioma oficial nos dois países, resultado da colonização, mas com diferenças importantes: em Cabo Verde, o crioulo cabo-verdiano é amplamente falado no cotidiano, enquanto no Brasil o português incorporou vocabulário, ritmos e estruturas influenciadas por línguas africanas e indígenas. Em comum, há essa adaptação local de uma base linguística europeia.

 

Até no futebol essa relação aparece de forma indireta. Assim como Cabo Verde utiliza fortemente jogadores formados na diáspora europeia, o Brasil também é um dos maiores exportadores de jogadores do mundo, com atletas espalhados por diferentes ligas, ainda que, no caso brasileiro, a seleção seja majoritariamente composta por jogadores nascidos no próprio país.

 

A participação de Cabo Verde na Copa do Mundo ocorre dentro de um novo contexto competitivo, impulsionado pela ampliação do torneio na edição de 2026. Embora enfrente seleções mais tradicionais, os Tubarões Azuis chegam com a possibilidade de ser uma das surpresas, especialmente pela consistência demonstrada ao longo das Eliminatórias. Independentemente do desempenho, a classificação já representa um marco significativo e posiciona o país como um dos exemplos mais claros de como a expansão do Mundial e a influência da diáspora vêm redefinindo o mapa do futebol internacional.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na véspera do São João, tem político brincando com fogo. O problema é que a chance de se queimar na fogueira é alta. No fim das contas, melhor deixar os apelidos por minha conta. Até porque o povo não tá tendo boas ideias nem pra plataforma de campanha. Enquanto isso, o Soberano agradece o livramento. Fez até o Cacique resgatar algo cada vez mais raro na política. E algo que faltou até ao Tente Outra Vez. Mas, no caso dele, talvez eu até entenda... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Projeto Prisma recebe o deputado federal Alex Santana nesta segunda

Projeto Prisma recebe o deputado federal Alex Santana nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado federal licenciado Alex Santana (Republicanos) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (8). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas