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Um ataque cibernético em grande escala atingiu pelo menos 380 supermercados de diferentes redes na França na noite de domingo (11), desativando sistemas de refrigeração e forçando o descarte de toneladas de alimentos deteriorados. Segundo informações da agência Bloomberg, divulgadas pelo O Globo, os invasores acessaram os controles de tecnologia operacional e ativaram o modo de degelo remotamente.
A ação afetou diretamente cerca de 150 unidades da rede Intermarché, além de estabelecimentos das marcas Carrefour, Cooperativa U e Leclerc, fazendo com que refrigeradores e freezers atingissem cerca de 50°C ao longo de seis horas.
Os equipamentos invadidos eram gerenciados pela empresa dinamarquesa Danfoss, que relatou estar ciente dos incidentes e ressaltou que os modelos atingidos utilizavam sistemas antigos e descontinuados, sem as atualizações recentes de firmware e segurança recomendadas.
A autoria das invasões ainda não foi identificada, mas o episódio ocorre em meio a alertas globais de órgãos de segurança cibernética sobre o aumento de ataques voltados a provocar danos físicos à infraestrutura crítica e comercial.
Diante da crescente frequência de ações hostis no continente europeu, o governo francês já havia determinado a elaboração de planos de contingência para reforçar a proteção de setores estratégicos e do varejo contra sabotagens digitais.
A Polícia Federal (PF) investiga se o grupo responsável por ataques cibernéticos contra o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e o Senado Federal também está relacionado ao incidente que atingiu os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). A possível ligação entre os casos ainda não foi confirmada pelas autoridades e, segundo a Folha do Estado, é uma das linhas de investigação conduzidas pela PF e pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT).
O ataque ao TJ-MT ocorre desde a última segunda-feira (21). O tribunal confirmou que logins e senhas de usuários foram acessados, mas informou não haver evidências, até o momento, de vazamento de dados pessoais ou de decisões judiciais. A Polícia Civil (PC-MT) abriu investigação por meio da Delegacia Especializada em Crimes Informáticos. A PF também foi acionada porque o incidente envolve sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Como medida preventiva, o TJ-MT manteve os sistemas desligados e iniciou a redefinição das senhas dos usuários. O PJe e outras plataformas passam por testes para serem restabelecidos gradualmente. Nesta sexta-feira (25), o atendimento externo permanecia restrito ao regime de plantão, enquanto os prazos processuais continuavam suspensos.
O Governo Federal voltou a pedir à Justiça uma decisão urgente para obrigar o Discord a adotar medidas de proteção para crianças, adolescentes e mulheres. A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou a solicitação nesta segunda-feira (21), na 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.
A AGU considerou insuficiente a proposta de acordo apresentada pela plataforma após uma audiência de conciliação realizada em 2 de setembro. Segundo o órgão, as medidas sugeridas são genéricas e possuem exceções e condicionantes que não atenderiam à extensão dos problemas apontados na ação.
Entre as providências cobradas estão mecanismos mais rígidos de verificação de idade, controle parental e configurações de segurança, além de sistemas capazes de detectar e prevenir situações de risco. A AGU também citou operações policiais recentes para sustentar a necessidade de uma decisão judicial. Em 6 de setembro, a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) localizou o cativeiro de uma menina de 13 anos que teria sido aliciada por um homem por meio do Discord.
Já em 12 de setembro, uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) identificou novos suspeitos ligados a comunidades virtuais investigadas por crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica e indução à automutilação e ao suicídio. Crianças e adolescentes estariam entre os principais alvos. A ação civil pública foi apresentada pela AGU em 25 de agosto, após análises do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Digitais.
O processo também atende a uma demanda da Polícia Federal relacionada ao combate a crimes cibernéticos. Além da proteção de menores, o governo pede medidas para ampliar a cooperação do Discord com autoridades brasileiras e reforçar a moderação de conteúdos envolvendo maus-tratos, violência, mutilação e crueldade contra animais.
A prefeitura de Barrocas, na região sisaleira, informou que identificou um conteúdo suspeito hospedado em uma página vinculada ao domínio oficial, o que indica uma possível falha de segurança ou invasão do site institucional.
Segundo nota da administração municipal, a página continha referências à promoção e possível venda irregular de um medicamento de uso controlado [misoprostol, conhecido como Cytotec], fato que motivou a adoção de medidas para apurar o caso.
Em nota, a prefeitura frisou que o conteúdo estava hospedado em um domínio oficial, o que poderia induzir usuários a acreditar que se tratava de uma informação legítima do poder público. A gestão também alertou para os riscos à saúde pública e o uso indevido da estrutura digital do município.
Ainda de acordo com a prefeitura, já foram realizadas tentativas de contato com os responsáveis técnicos pelo site, mas até a tarde desta sexta-feira (7) não havia retorno.
O caso será apurado para verificar a existência de uma eventual invasão ao sistema, identificar possíveis vulnerabilidades e adotar as medidas necessárias para restabelecer a segurança do portal oficial.
A Polícia Federal (PF) vai instaurar um inquérito para investigar o ataque hacker sofrido pela C&M Software, empresa que presta serviços de conexão para instituições financeiras depois do ataque de terça-feira (01) estimado com o prejuízo de R$ 1 bilhão.
O ataque causou instabilidade no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o Pix, revelando vulnerabilidades na segurança de empresas responsáveis pela mensageria do sistema. A informação foi confirmada pelo Metrópoles, após apuração com fontes ligadas ao caso.
Há indícios de que os criminosos desviaram ao menos R$ 400 milhões, acessando contas de instituições financeiras por meio da invasão aos sistemas da C&M. Uma das instituições atingidas foi a BMP, provedora de serviços bancários digitais.
A C&M Software confirmou ao Metrópoles que foi vítima direta do ataque e afirmou, por meio de nota, que os sistemas críticos da empresa seguem operando normalmente. A companhia também declarou estar colaborando com as autoridades competentes, como o Banco Central (BC) e a Polícia Civil de São Paulo.
Como medida de precaução, o Banco Central determinou o desligamento das conexões da C&M com as instituições afetadas. Já a BMP esclareceu que o ataque atingiu apenas recursos de sua conta reserva junto ao Banco Central, sem impactos para os clientes da plataforma.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.