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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

secretaria municipal da reparacao

Com 80 registros, Cajazeiras XI pode ser bairro com maior presença de terreiros em Salvador
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O bairro de Cajazeiras XI concentra ao menos 80 terreiros ou templos de religiões de matriz africana em Salvador. Isso é o que diz o levantamento da Secretaria Municipal da Reparação de Salvador, obtido pelo Bahia Notícias. Com base nos dados encontrados até o momento, o bairro pode concentrar a maior comunidade de terreiros da cidade.

 

Até outubro deste ano, o projeto já registrou 1.385 comunidades de terreiros na capital baiana, sendo que os 80 que foram registrados em Cajazeiras XI representam 5,78% do total. O bairro é um dos que compõem a comunidade de Cajazeiras, que soma outros 17 bairros de Salvador.

 

Os dados compartilhados pela pasta detalham que os terreiros foram registrados, até o momento, em 15 bairros da capital baiana. A Semur não detalhou a localização de todos os terreiros informados, nem os terreiros que estariam fora dos bairros inicialmente divulgados. Com base nas informações disponíveis, o segundo maior contingente de terreiros da capital estaria em Paripe, no Subúrbio Ferroviário, com 76 registros.

 

Em seguida, aparecem os bairros de São Cristóvão, Liberdade e Itapuã, todos com 27 terreiros registrados. Ao olhar para estes bairros, é possível notar similaridades: em Paripe, Cajazeiras e São Cristóvão, é notável a proximidade com a natureza e áreas verdes no entorno dos bairros, fator relevante para a prática dos cultos afro-brasileiros. Já a Liberdade foi por anos considerada o bairro mais negro da capital baiana, título que segue carregando simbolicamente até hoje.

 


Monumento da Pedra de Xangô, Patrimônio Cultural da Cidade inserido no Parque Pedra de Xangô Foto: Valter Pontes / Secom PMS 

 

Outros bairros tradicionais pelos cultos de matriz africana na capital, como Engenho Velho de Brotas e Federação, aparecem na lista com 24 e 23 terreiros registrados.

 

O Bahia Notícias solicitou dados complementares sobre as nações das comunidades de terreiro registradas pela Semur. As nações do candomblé costumam se organizar em grupos alinhados de acordo com as origens étnico-geográficas, os dialetos litúrgicos e as divindades cultuadas.

 

Neste tópico, os dados da Prefeitura de Salvador apontam que a maior parte dos 1.385 terreiros registrados, cerca de 957, é da nação Ketu. O número é o equivalente a 69,1% do total, ou quase sete em cada dez. Em seguida, aparece a nação Bantu/Angola, com 228 comunidades registradas, cerca de 16,5%.

 

As demais comunidades são: Centro de Caboclo (55); Jeje (4,1%); Umbanda Cruzada (2,8%); Umbanda Branca (1,9%); Ijexá (1%); e Culto Bàbá Egun (0,6%).

 

Além das nações, a Secretaria Municipal da Reparação (Semur) compartilhou dados sobre a autodeclaração racial e étnica das lideranças ou representantes dos terreiros no cadastro. Conforme o balanço da Semur, 777 dos 1.385 são pessoas negras, entre pretos (572) e pardos (202). Pessoas brancas à frente dos terreiros registrados seriam apenas 31, e outros 7 seriam indígenas e 3 amarelos. Outros 555 responsáveis por terreiros não teriam registrado uma autodeclaração de raça ou etnia.

 

QUEM É VISTO, É LEMBRADO
O registro faz parte do projeto Baobá, como é conhecido o Sistema de Cadastramento de Povos e Comunidades de Terreiros da Semur. Conforme o registro oficial do programa, o principal objetivo do sistema Baobá é “cadastrar as Organizações dos Povos e Comunidades de Terreiro para fins de reconhecimento jurídico, administrativo e social”. Por meio do cadastro, os terreiros e suas lideranças religiosas passam a ter um canal direto de assistência social junto à Prefeitura de Salvador.

 

Ao Bahia Notícias, a secretária municipal de Reparação, Isaura Genoveva, detalha que, antes de qualquer política pública mais aprofundada, é preciso identificar essa população e comunidade de matriz africana, descobrir onde ela está, como vive e quais são as suas demandas e necessidades.

 


Foto: Betto Jr./ Secom PMS

 

Ela narra que a ideia de criar o Sistema de Cadastramento de Povos e Comunidades de Terreiros foi para centralizar o atendimento a essa população em um só lugar, podendo direcionar os líderes ou representantes dessas entidades para outras secretarias conforme a necessidade.

 

“A gente sabe quais são as principais demandas dessas pessoas na prefeitura, então o programa é para poder identificar essa população, onde ela está, como ela vive, quais as demandas a comunidade tem, para que, a partir daí, a Semur seja essa porta de entrada”, destaca.

 

Em entrevista, a gestora da pasta desde 2024 diz que, apesar dos números já encontrados pela Secretaria, por meio do projeto Semur na Rua, não é possível “cravar” o número de terreiros e comunidades de matriz africana em Salvador.

 

“A gente está mapeando. O contato da equipe técnica com o ‘Semur na Rua’, que está fazendo o levantamento na rua, com contato telefônico e com a demanda espontânea dos terreiros, é para poder compilar. Mas a gente não tem esse dado preciso ainda, porque uma casa gera filhos, gera netos que vão se estruturando. Às vezes a pessoa está até dentro da sua própria residência já exercitando o terreiro, mas não divulgou, não registrou, não disse. Então, eu acho muito inseguro dizer esse número exato”, detalha Genoveva.

 

Como filha de terreiro, a secretária completa que o cadastro é menos rígido e mais focado em compreender a realidade prática dos grupos de terreiros: “Essa reparação começa quando você conhece o seu público e onde ele está, com quem ele faz, como é que ele trabalha, eles dão cesta básica, eles cuidam das crianças, dos filhos dos outros…”

 

Isaura completa que o Semur na Rua não atua somente no eixo de cadastro de terreiros, mas realiza ações transversais para públicos marginalizados, como pessoas com deficiência, pessoas LGBT+, quilombolas e populações ribeirinhas.

 

“Eu sou secretária, mas eu sou do bairro da Liberdade, eu sou uma mulher de bairro periférico. Então, qual é a grande dificuldade de quem vem de bairro periférico? Acreditar no serviço público e acessar ele com qualidade. A gente vai nas comunidades para poder apresentar as políticas públicas, apresentar a Semur e como a gente pode ajudar. Essa é a nossa função: garantir o serviço público”, ressalta a secretária, que é advogada e ativista de Direitos Humanos.

 

Ao BN, a secretária registra que o trabalho de campo, somado à captação de dados no Baobá, permite que as políticas públicas sejam melhor formuladas e direcionadas: “A gente faz essa identificação dos serviços [que a comunidade pede] e é por isso que surgiram, depois daí, os programas da Prefeitura, ‘Viver Salvador’ e ‘Viver Terreiros’, em que a gente foi para a rua, comunidades, identificou que precisava de serviço de saúde, de empregabilidade, de curso. O ‘Semur na Rua’ é para a gente ouvir as pessoas e trazer para dentro da gestão as necessidades e mostrar melhor como encaminhar”, completa.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou". 

 

Disse Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao publicar um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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