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secretaria de turismo
Durante o lançamento oficial do São João 2024, na noite desta terça-feira (28), no Parque de Exposições, onde houve a apresentação da grade de atrações que vão animar os 12 dias de festas com apoio do Governo do Estado, o titular da secretaria de Turismo, Maurício Bacellar, afirmou que a pasta fez um trabalho com agentes de viagem e operadores de turismo com o objetivo de ‘vender’ o São João da Bahia.
Segundo Bacellar, os profissionais foram capacitados para vender a festa na capital e no interior do Estado, de forma que as especificidades da festividade fossem apresentadas aos turistas. “O São João é a maior manifestação popular do povo nordestino. E, inegavelmente, a Bahia tem que ter a sua maior seleção. É importante estarmos cientes da importância dessa festa na cultura do nosso povo, mas também na geração de emprego e renda para os baianos”, afirmou.
Ele também citou que em todas as cidades em que o São João é realizado a ocupação hoteleira é muito inferior à procura. “Nos municípios, já temos disponibilidade de residências e de quartos para que os turistas se hospedem. Os agentes de viagens e operadores foram preparados para vender esses pacotes”, frisou.
Titular da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), Maurício Bacelar afirmou que sua pasta não tem responsabilidade a respeito do débito que levou o prédio que abriga o Arquivo Público da Bahia a leilão (saiba mais).
“Olhe, é um débito da antiga Bahiatursa, que não tem relação nenhuma com a atual Secretaria de Turismo do Estado. A Bahiatursa foi extinta em 2018, e o que existe hoje é uma superintendência dentro da Secretaria de Turismo que tem o nome de Bahiatursa, por conta da tradição desse nome e da força da Bahiatursa como um nome turístico em relação à Bahia”, declarou o secretário, atribuindo à Secretaria da Administração da Bahia (Saeb) e à Procuradoria Jurídica o papel de administrar o patrimônio do estado.
Questionado sobre o impacto da venda do prédio histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o turismo do estado, ele desviou de uma resposta direta e mencionou outras articulações do governo.
“Eu acabei de dizer que nós reativamos um protocolo de intenções de cooperação técnica com o governo português para aproveitamento de prédios históricos com fins turísticos. É óbvio que nós estamos com esse olhar, o governo da Bahia tem esse olhar de aproveitar os prédios históricos para serem aproveitados para fins turísticos. Um exemplo será a licitação do Palácio Rio Branco, que iremos fazer ainda agora neste mês de dezembro, onde vai ser transformado num grande hotel”, disse Maurício Bacelar.
Saiu no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (11), a publicação do contrato de patrocínio no valor de R$ 84 mil para a realização da edição 2017 da Festa da Boa Morte, que acontece entre 13 e 17 de agosto, no município de Cachoeira. O apoio financeiro foi firmado pelo secretário de Turismo da Bahia, José Alves Peixoto Junior, após denúncias de que a tradicional festa, tombada como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, poderia não ter continuidade, por atrasos no pagamento da edição 2016 e falta de patrocínio para este ano (clique aqui e saiba mais). Em meados de julho, o organizador da festividade, Valmir Pereira, e o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), João Carlos de Oliveira, se reuniram para acertar o apoio do governo da Bahia ao evento. Na ocasião, o Ipac se comprometeu a auxiliar na regularização da documentação da Irmandade da Boa Morte e em ajudar o evento a tornar-se autossustentável. Ficou acertado também que a Bahiatursa, responsável pelo patrocínio em 2016, quitaria a dívida de R$ 70 mil (clique aqui).
Em 2017, o São João da Bahia, que ainda nem começou, está sendo alvo de várias críticas de artistas e anônimos. Após campanha de forrozeiros contra o domínio de sertanejos na tradição nordestina (lembre aqui), agora é a vez das comunidades se mobilizarem contra o fim do São João nos bairros. Neste ano a única localidade contemplada com a festa foi Paripe, que irá ostentar nomes como Luan Santana e Saulo, enquanto outras regiões não receberam nenhum investimento. O vice-presidente da Câmara de Turismo da Baía de Todos os Santos, Moisés Cafezeiro, reclama: “Não é justo que os outros bairros fiquem a ver navios”. Segundo Cafezeiro, a festa nos bairros era uma tradição aprovada por antigos governos. “A festa da Ribeira está na 31ª edição, fazemos desde a época do antigo ACM, passando por Paulo Souto, Imbassahy e Wagner, todos os governos estaduais e municipais sempre deram apoio”. Em conversa com o Bahia Notícias, Moisés disse que a associação realizou reunião com o secretário estadual de Turismo, José Alves, há quatro meses, sem sucesso. “Quando a gente cobra só dizem: ‘Tá no colo do governador [Rui Costa], o homem que decide’. Eu não acredito nem que Rui saiba disso, queremos que olhe para nós”. No bate-papo, o líder comunitário afirmou já ter conseguido R$ 10 mil para a festa na Ribeira, contando com a solidariedade popular e o apoio de empresários, inclusive do Conselho Baiano de Turismo. “Com o dinheiro investido em Paripe fariam a festa de 10 bairros, mas não quero desmerecer o bairro, eles são merecedores, mas outros bairros como Cajazeiras, Itapuã, Liberdade e a Ribeira também precisam”. Sobre os recursos Cafezeiro completa: “A gente precisava de uns R$ 30 mil, para pagar as taxas da Sucom, Limpurb, PM, uso do solo e tal, é muita taxa e custa caro, não querem isentar a gente nem disso. Eles podiam dar pelo menos dinheiro para o som, as atrações e montar as barracas”, ponderou. O evento já tradicional entrou para o calendário baiano e já era esperado para os faziam algum tipo de comércio no local. “O pessoal da Associação de Doceiras de Itapagipe já está me procurando, elas trabalham no Mercado Iaô também e vendem quitutes no São João todo ano”. Apesar de ainda estarem buscando o diálogo para manutenção da festa, Moisés diz que um protesto pode ser realizado caso o auxílio financeiro não seja disponibilizado pelo governo. “Vamos botar um jegue na frente do Palácio de Ondina”, prometeu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bacelar
"É a melhor que poderia ser construída".
Disse o deputado federal da Bahia, Bacelar (PV) ao avaliar a escolha do grupo governista em manter uma chapa “puro-sangue” para a disputa estadual deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (25), o parlamentar alega que esta formação é “a melhor chapa que poderia ser construída”.