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secretaria de meio ambiente de porto seguro
A Secretaria de Meio Ambiente de Porto Seguro (Semac) embargou, nesta quinta-feira (11), a construção de um muro de contenção na faixa de areia em frente à Pousada Tutabel, pertencente a José Roberto Marinho, herdeiro do Grupo Globo, localizada na Praia de Itapororoca, no distrito de Trancoso.
Ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o coordenador de Fiscalização Ambiental da Semac, Max Teixeira, informou que a obra possui autorização ambiental prévia e o projeto de intervenção, que inclui um muro de 104 metros, foi aprovado pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Foto: Reprodução / Radar
No entanto, durante fiscalização, foi constatado o descumprimento de um dos condicionantes da licença, que proíbe o uso de máquinas de grande porte. “Não foi constatada intervenção em área de Marinha. Contudo, considerando o porte do maquinário utilizado, em razão de expressa proibição na respectiva autorização, foi emitido auto de embargo suspendendo a atividade”, explicou o coordenador.

Foto: Reprodução / Radar
A restrição está relacionada a segurança ambiental da orla de Porto Seguro, incluindo a praia de Itapororoca, que é local de desova de tartarugas marinhas. Por meio das redes sociais, lideranças ambientais apontaram sobre o risco que a obra pode causar aos ninhos das tartarugas. O muro, rente a faixa de areia, impede que a desova seja feita em local mais elevado e distante da linha do mar, compometendo a segurança dos ovos que podem ser levados pelas ondas.
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Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.