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A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebeu dois projetos de lei do deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) que buscam reconhecer como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado os blocos afros e as quadrilhas juninas, manifestações que marcam a identidade cultural baiana e carregam relevância histórica, social e econômica. As propostas foram protocoladas nesta quarta-feira (24).
No caso dos blocos afros, o PL destaca a importância de agremiações como Ilê Aiyê, Olodum, Muzenza, Malê Debalê, Araketu, Cortejo Afro e Banda Didá, que surgiram nos anos 1970 como instrumentos de afirmação identitária e combate ao racismo. Para o deputado, reconhecer esses blocos é também um ato de reparação histórica: “A proteção dos blocos afros como patrimônio imaterial configura-se como ato de reparação histórica e afirmação da diversidade cultural brasileira”. O projeto lembra ainda que a Bahia é o estado com maior população negra do país, com 80,8% de pretos e pardos, segundo a PNAD Contínua do IBGE (2022), o que reforça o papel central da cultura afro-brasileira na formação da identidade local.
Já o projeto que trata das quadrilhas juninas ressalta que a manifestação é fruto de uma síntese cultural de influências europeias, indígenas e africanas, transformada em expressão popular nordestina. O texto justifica que, além da riqueza simbólica, as quadrilhas desempenham papel social relevante, especialmente em comunidades periféricas, como espaços de resistência cultural e inclusão. Radiovaldo alerta, no entanto, para o risco de desaparecimento de grupos tradicionais diante da falta de políticas públicas e dos altos custos de produção: “O reconhecimento como patrimônio imaterial não é apenas simbólico; é um ato necessário para orientar a ação do Estado na reversão deste cenário”.
Ambas as propostas determinam que o poder público estadual, em parceria com municípios e sociedade civil, adote medidas para preservar, promover e difundir essas manifestações, garantindo acesso a recursos financeiros, materiais e espaços públicos.
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"Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou do centro, temos que aceitar esse resultado. Eu nunca teria imaginado que um metalúrgico, que já foi líder sindical como eu, fosse eleito três vezes para a presidência. Mas aqui estou eu!".
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