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O Progressistas (PP) da Bahia saiu das urnas no último dia 4 de outubro com a sua menor bancada na Câmara dos Deputados desde 2002, com apenas dois parlamentares eleitos. O número demonstra uma redução importante em comparação ao pleito anterior, em 2022, quando a sigla conseguiu quatro cadeiras na bancada baiana do Congresso, e uma queda de rendimento quando analisadas as últimas cinco eleições, a partir de 2002.
Os eleitos em 2026 pelo partido de número 11 têm perfis praticamente opostos: Sandro Filho é vereador da capital baiana, eleito com mais de 160 mil votos; aos 21 anos, tornou-se o deputado federal eleito mais jovem da história da Bahia. Já Cláudio Cajado é um quadro histórico da política baiana, reeleito para o seu nono mandato na Câmara dos Deputados com cerca de 101 mil votos.
Apesar dos números animadores conquistados pelos eleitos, o resultado das urnas demonstrou uma reconfiguração das forças partidárias nas eleições para o Congresso. Isso porque, desde que passou a se chamar “Progressistas”, a partir de 2017, o partido sempre manteve uma bancada sólida de 3 ou mais parlamentares na Bahia, por mais de 20 anos. Até agora.
O Progressistas foi fundado em 1995 como Partido Progressista Brasileiro (PPB). O PPB é fruto de uma série de fusões e agrupações de diferentes partidos nos anos 90, entre eles o Partido Progressista Reformador. Em sua fundação, o partido era diretamente vinculado à base do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Reconhecido ideologicamente como um partido de centro-direita, o PPB foi denominado, a partir de 2003, como Partido Progressista (PP). Considerando esse recorte, o BN analisou o desempenho e o desenvolvimento dos quadros progressistas na Bahia a partir de 2002, com o primeiro ano de atuação legislativa em 2003.
PROGRESSO À VISTA
Há 24 anos, nas eleições de 2002, o partido elegeu, ainda como PPB, dois nomes importantes para sua história: João Leão, ex-prefeito de Lauro de Freitas e deputado federal com dois mandatos até então, ambos pelo PSDB; e Mário Negromonte, deputado federal por dois mandatos até então, também vinculado ao PSDB anteriormente. Nesta, que foi a 52ª Legislatura da Câmara dos Deputados, o deputado federal Reginaldo Germano, eleito pelo PFL, se juntou à bancada progressista em 2004.
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João Leão e Mário Negromonte, respectivamente. Foto: Câmara dos Deputados / Reprodução
No ciclo eleitoral seguinte, em 2006, o partido consolidou as três cadeiras do mandato anterior, dessa vez com a dupla Mário Negromonte e João Leão ao lado de Roberto Britto, médico e ex-prefeito de Jequié, no Médio Rio de Contas. Foi nessa legislatura, em 2009, que o partido conquistou a quarta cadeira pela primeira vez – feito que seria mantido até 2022 –, com a filiação do deputado federal Jairo Carneiro, deputado federal constituinte, com cinco mandatos até aquele momento.
Já em 2010, o partido manteve o feito já estabelecido. As quatro cadeiras seguiram mantidas com a reeleição de Mário Negromonte, João Leão e Roberto Britto pelo partido e a eleição de Luiz Argôlo, ex-deputado estadual da Bahia por dois mandatos e ex-vereador de Entre Rios.
Em 2014, por sua vez, foi iniciado um processo importante de renovação do grupo progressista. No pleito eleitoral, foram eleitos quatro deputados federais, porém João Leão e Mário Negromonte ficaram para trás, abrindo espaço para a eleição de seus herdeiros – sanguíneos e políticos – Cacá Leão e Mário Negromonte Jr., respectivamente. Já Roberto Britto seguiu mantendo sua cadeira, pelo terceiro mandato consecutivo. A estreia ficou por conta de Ronaldo Carletto, então ex-deputado estadual pelo partido por dois mandatos.
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Cacá Leão e Mário Negromonte Jr., respectivamente. Foto: Câmara dos Deputados / Reprodução
E nesta, que foi a 55ª Legislatura da Câmara dos Deputados, o PP conquistou a quinta cadeira na bancada baiana, a partir da filiação de Cláudio Cajado, então deputado federal eleito pelo antigo partido Democratas.
Na eleição seguinte, em 2018, Roberto Britto ficou de fora da lista de eleitos, mas Cacá Leão, Ronaldo Carletto, Cláudio Cajado e Mário Negromonte Jr. mantiveram suas cadeiras.
Em 2022, dentro da 57ª Legislatura que termina em fevereiro de 2027, o partido seguiu estável em suas quatro cadeiras na Câmara dos Deputados, porém com pequenas mudanças. Tanto Ronaldo Carletto quanto Cacá Leão abriram mão de suas candidaturas e colocaram seus familiares na disputa. Desta forma, foram eleitos Cláudio Cajado, Mário Negromonte Jr., o então ex-deputado João Leão e Neto Carletto, sobrinho de Ronaldo Carletto.
Neste ciclo legislativo, mudanças importantes impactaram o desenvolvimento do Progressistas, em especial as saídas de Mário Negromonte Jr. – que até então atuava como presidente estadual do PP na Bahia – e de Neto Carletto. Em ambos os casos, os parlamentares deixaram a sigla depois da conclusão do processo de federação entre o Progressistas e o União Brasil. Para se manter na base governista do PT na Bahia, os deputados migraram para o PSB e o Avante, respectivamente.
Assim, no resultado das urnas este ano, Sandro Filho e Cláudio Cajado foram os únicos eleitos da sigla para a 58ª Legislatura da Câmara, sendo que Cláudio Cajado é o único remanescente entre os quadros de deputados federais do partido.
Vale destacar que este pleito foi o primeiro do partido em federação com o União Brasil, outro partido de centro-direita. Conforme as regras da federação, a contagem de parlamentares de ambos os partidos é contada conjuntamente para o cálculo do quociente eleitoral. Nesse sentido, a Federação União-Progressistas formou um total de 8 cadeiras, sendo que seis, cerca de 75%, são filiados ao União Brasil.
Confira o histórico:
Eleições 2002 - PPB/PP | 52ª Legislatura (2003 a 2007)
João Leão
Mário Negromonte
+Reginaldo Germano (2004, ex-PFL)
Eleições 2006 - PP | 53ª Legislatura (2007 a 2011)
Mário Negromonte
João Leão
Roberto Britto
+Jairo Carneiro (2009)
Eleições 2010 - PP | 54ª Legislatura (2011 a 2015)
Mário Negromonte
João Leão
Roberto Britto
Luiz Argôlo
Eleições 2014 - PP | 55ª Legislatura (2015 a 2019)
Mário Negromonte Jr.
Ronaldo Carletto
Cacá Leão
Roberto Britto
+Cláudio Cajado Sampaio (2018, ex-DEM)
Eleições 2018 - PP | 56ª Legislatura (2019 a 2023)
Ronaldo Carletto
Cacá Leão
Cláudio Cajado
Mário Negromonte Jr.
Eleições 2022 - PP | 57ª Legislatura (2023 a 2027)
Cláudio Cajado
João Leão
Mário Negromonte Jr.
Netto Carletto
Eleições 2026 - PP | 57ª Legislatura (2023 a 2027)
Cláudio Cajado
Sandro Filho
O vereador de Salvador e deputado federal eleito, Sandro Filho (PP), fez um balanço da campanha estadual de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) na disputa pelo ccargo de governador da Bahia em 2026 e define que o aliado “corrigiu todos os erros” da campanha anterior. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), ele admite que houve “mérito” na estratégia política da base petista.
Em sua análise, o edil, que se tornou o deputado federal mais jovem da Bahia, começa destacando que em 2022, ACM Neto teria cometido “erros determinantes” para a sua derrota. “A gente sabe que na campanha passada, em 2022, Neto cometeu alguns erros. Alguns não, vários erros. Tanto na formação da chapa, quanto na comunicação, até esse cenário da indecisão – de ficar em cima do muro, não escolher entre Lula e Bolsonaro –, e todos esses erros foram determinantes para ele perder a eleição”, afirma.
“Só que nessa campanha agora de 2026, ele corrigiu todos esses erros. É impressionante assim, ele corrigiu 100 por cento desses erros”, diz o parlamentar. “Só que o interessante é que a diferença de votos foi maior. Foi 1 mi de votos de frente. E aí, o primeiro fator é que eu não consigo compreender aonde foi o erro de Neto”, confessa.
Segundo Sandro, ACM Neto teria feito uma campanha sem erros: “Até o primeiro turno ali, Neto não teve nenhum erro, pelo menos na minha análise. O que eu enxergo é que o governo do PT, eu acho que Jerônimo junto com toda a equipe dele, se preparou num caminho paralelo à estratégia de Neto”, diz.
O vereador diz que a estratégia foi que “eles perceberam a estratégia de comunicação de Neto e de todo o grupo, e passaram a atuar de uma maneira onde não neutralizasse, mas sim crescesse o suficiente para tornar a força de Neto quase que irrelevante ali para votação deles”, destaca.
Para ele, o que mobilizou o aumento da margem de Jerônimo foi aumentar a presença em locais estratégicos, a exemplo do Subúrbio Ferroviário de Salvador. “Eles vieram para Salvador, perceberam que Salvador era um ponto mais frágil para Neto, perceberam que estava acontecendo ali alguma coisa que tava atrapalhando a campanha de Neto e deram a maior atenção possível”.
Sandro Filho, que é parte de uma oposição aguerrida contra o PT, ainda admite que o mérito da vitória é da campanha petista. “Então, eu acho que o PT, ele soube [se comunicar]. A gente tem que dar esse mérito aos caras. Eu não tô falando aqui no sentido político, eu tô falando no sentido eleitoral. Eu não sei da onde os caras conseguem tirar essas estratégias, mas eles tiram e eles conseguem chegar lá no ponto que eles querem chegar. Então, eles fizeram toda uma estratégia, não para bater de frente contra Neto, mas sim para crescer para o lado deles, aumentar a militância deles”, completa.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o vereador da capital baiana e deputado federal eleito Sandro Filho (PP) rechaçou a caracterização de que sua movimentação política represente um "flerte", "namoro" ou "casamento" com o bolsonarismo. Questionado se se considera bolsonarista, o parlamentar afirmou ser apenas um político de direita e explicou que, neste momento, sua opção é votar em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
Durante a sabatina, Sandro Filho revelou que sua intenção inicial para o primeiro turno era apoiar outros nomes do campo da direita, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), devido ao histórico de gestão e às políticas de segurança pública de ambos. No entanto, o parlamentar pontuou que mudou de posição ao acompanhar o processo eleitoral e a capacidade do candidato do PL de desconstruir narrativas e unificar a oposição.
"Não é flerte, não é namoro, não é casamento. É só uma decisão de um cidadão e agora um deputado eleito acreditando que um candidato a presidente é melhor do que o outro para trazer investimentos tanto para o meu estado quanto para o meu país", declarou.
Sandro Filho destacou ainda que projeta uma atuação conjunta na Câmara dos Deputados em Brasília, avaliando que a destinação de emendas e recursos para a Bahia estará em "boas mãos" sob a gestão de Flávio Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Confira a entrevista completa:
O deputado federal eleito Sandro Filho (PP) conseguiu subir em um trio elétrico durante o ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, realizado neste sábado (17), na região da Barra, em Salvador. Mais cedo, o político havia sido barrado ao tentar acessar a estrutura.
A situação ocorreu durante a manifestação, que reúne apoiadores do senador Flávio Bolsonaro e lideranças políticas na capital baiana. O evento tem concentração na região do Morro do Cristo e ao longo da Avenida Oceânica, com discursos realizados em trio elétrico.
A manifestação deste sábado também inclui a entrega do Título de Cidadão de Salvador a Flávio Bolsonaro. O evento provoca reflexos no trânsito em vias da Barra, Ondina e Graça. Até o momento, não há informações sobre quem impediu inicialmente a entrada de Sandro Filho no trio elétrico nem sobre o motivo da restrição.
O deputado federal eleito Sandro Filho (PP) foi barrado ao tentar subir em um trio elétrico durante o ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste sábado (17), na região da Barra, em Salvador. A situação chama a atenção por envolver um político que acaba de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Veja em vídeo:
?? Sandro Filho é barrado ao tentar subir em trio bolsonarista ???? Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias Confira ?? https://t.co/hkg8EZHAH2
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 17, 2026
No dia 4 de outubro, Sandro Filho foi eleito deputado federal pela Bahia, com 164.396 votos, segundo dados divulgados com 96% das urnas apuradas. Aos 21 anos, ele se tornou o deputado federal mais jovem já eleito pelo estado. Antes de conquistar uma cadeira no Congresso Nacional, Sandro Filho exercia mandato de vereador na Câmara Municipal de Salvador (CMS), para a qual foi eleito em 2024, com 12.565 votos.
Criado no bairro de Coutos, no subúrbio de Salvador, o político ganhou projeção na capital baiana por sua atuação na oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na Câmara Municipal, também integrou a base política do prefeito Bruno Reis (União). Sandro Filho teve passagem pelo Movimento Brasil Livre (MBL), do qual foi expulso no fim de 2025.
Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias
Na ocasião, o fundador do grupo, Renan Santos, anunciou a decisão publicamente. O então vereador, por sua vez, afirmou ter sido alvo de perseguição. A manifestação deste sábado reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro e outras lideranças políticas na região do Morro do Cristo e ao longo da Avenida Oceânica, na Barra. A programação inclui discursos em trio elétrico e a entrega do Título de Cidadão de Salvador ao senador.
A concentração de público também provoca reflexos no trânsito em vias da Barra, Ondina e Graça. Até o momento, o contexto apresentado não esclarece quem teria impedido Sandro Filho de subir no trio nem o motivo da situação.
Confira fotos do ato:


O vereador da Câmara Municipal de Salvador (CMS) Sandro Filho (PP) foi eleito, neste domingo (4), deputado federal pela Bahia, com 96% das urnas apuradas, ele conseguiu 164.396 votos. Aos 21 anos, ele se torna o deputado federal mais novo já eleito pelos baianos.
Criado no bairro de Coutos, no subúrbio de Salvador, Sandro Filho supera o recorde até então do ex-deputado federal Uldurico Júnior, que foi eleito pela Bahia com 22 anos de idade e um total de 39 mil votos.
Antes da eleição para o Congresso, a única experiência política de Sandro Filho com mandato foram os dois anos como vereador da capital baiana. Ele foi eleito para a CMS em 2024, com 12.565 votos, quando era a principal liderança do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia e se apresentava nas redes sociais, à época, como "cristão, guiado por Deus".
Na Câmara de Salvador, Sandro Filho se posicionou como um dos principais opositores do governador Jerônimo Rodrigues (PT), usando as redes sociais para criticar o chefe do Executivo estadual, além de fazer parte da base do prefeito Bruno Reis (União).
No fim de 2025, ele foi expulso do MBL. O anúncio foi feito pelo fundador do movimento, Renan Santos, com divulgação em transmissão ao vivo no YouTube. "O Sandro estava apresentando uma mudança no estilo de vida dele, a gente resolveu fazer a nossa checagem", disse Renan Santos.
Após a expulsão, Sandro Filho afirmou ter sido perseguido por "articulações de pessoas ruins".
Apesar da polêmica, o trabalho do então vereador se destacou na CMS durante os dois anos de mandato: em ranking de proposições, ele lidera as iniciativas registradas no sistema legislativo da Casa, à frente de todos os demais vereadores.
O vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal, Sandro Filho, afirmou nesta quinta-feira (6) que está sendo alvo de uma suposta perseguição política e declarou temer pela própria segurança. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar disse que percebe movimentações suspeitas há meses e que decidiu tornar o caso público por receio de que algo mais grave aconteça. "Hoje é o meu aniversário. Em tese, era para eu estar comemorando. Só que eu estou tendo que fazer esse vídeo porque eu temo que alguma coisa aconteça contra a minha vida", afirmou.
Segundo ele, as situações começaram com monitoramentos discretos, mas passaram a ocorrer com maior frequência em locais públicos e até nas proximidades de sua residência.
Sandro relatou que recebeu, há cerca de três meses, a informação de que existiria uma ordem para encontrar algum suposto crime eleitoral capaz de cassar seu mandato ou impedir sua candidatura. "Nunca cometi nenhum tipo de crime, ainda mais político ou eleitoral, que pudesse ocasionar uma situação como essa", declarou.
No vídeo, o vereador cita episódios registrados em um shopping, em uma loja, e na casa de familiares. Ele afirma que identificou pessoas fotografando seu carro e veículos realizando perseguições. Em um dos casos, disse ter consultado a placa de uma caminhonete e constatado que ela pertencia a uma locadora que, segundo ele, possui contrato com o Governo da Bahia. O parlamentar, porém, não apresentou elementos que comprovem relação entre os fatos narrados e eventual atuação de órgãos públicos.
Ao justificar a divulgação do vídeo, Sandro afirmou acreditar que há três possíveis objetivos por trás da suposta perseguição. "A primeira delas é a tentativa de desgaste político. A segunda é tentar achar algum crime eleitoral para impugnar e retirar a minha candidatura de deputado. Caso não consigam esses dois fatores, eu tenho medo de eles tentarem contra a minha vida", disse.
O vereador informou ainda que reforçou a própria segurança com câmeras instaladas no veículo, monitoramento da residência e registros constantes de seus deslocamentos. "Se qualquer coisa acontecer comigo, todas as provas vão para o ar", afirmou.
O Bahia Notícias procurou Sandro Filho para obter mais detalhes sobre as denúncias e os registros mencionados, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
CONFIRA:
Os vereadores Sandro Filho (PP) e Hamilton Assis (PSOL) entraram em discussão durante a sessão desta segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Salvador.
O embate começou quando Sandro Filho, em fala pela base do governo no plenário, criticou a moção de apoio à deputada Erika Hilton, que havia sido rejeitada na sessão da última quarta-feira (6). Segundo ele, esse tipo de proposição não deveria ser votado na Casa, e chamou o autor da moção de “vereador nacional”.
Hamilton Assis, autor da proposta, respondeu em seguida defendendo a liberdade de proposição de moções no Legislativo e criticou a postura do colega. Ele também lembrou que, na mesma sessão em que a moção a Erika Hilton foi rejeitada, foi aprovada uma homenagem ao senador Flávio Bolsonaro, questionando a coerência da posição de Sandro.
O vereador do PSOL ainda citou viagens de Sandro Filho ao interior do estado para fiscalizar obras, o que elevou o tom da discussão.
Na tréplica, Sandro Filho reafirmou sua posição contrária a esse tipo de moção no Legislativo municipal e negou acusações feitas pelo colega.
“Não para o senhor me acusar de transfobia. O senhor não defende a democracia, vereador? Essa é a minha opinião: não devemos debater projetos como esse aqui na Casa”, afirmou.
Ele também respondeu às críticas sobre suas viagens ao interior:
“Sobre viajar, é realmente no fim de semana. O governo do Estado deu sorte que eu não viajei, porque se não fosse Dia das Mães eu estaria no interior mostrando obras abandonadas. O que incomoda vocês não é obra abandonada, é se eu estou viajando ou não”, disse.
Em meio à troca de falas, Hamilton Assis interrompeu o colega e o convidou a visitar escolas municipais de Salvador.
Sandro Filho respondeu afirmando que já esteve em uma escola municipal voltada a alunos autistas e divulgou a visita em suas redes sociais.
“Eu fui na escola municipal dos autistas que está abandonada. O senhor foi lá?”, questionou.
Após a discussão, os microfones foram cortados e a sessão foi suspensa poucos minutos depois.
O vereador Sandro Filho (PP) reclamou de “falta de apoio” da bancada governista na aprovação de seus projetos na Câmara Municipal de Salvador (CMS). Em manifestação pública durante a sessão desta quarta-feira (17), na última sessão plenária do Legislativo Municipal, o vereador pepista acabou retirando um de seus projetos de lei da pauta de votação, após outro deles ser rejeitado durante análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Na solicitação de retirada do projeto, Sandro destacou que estaria sendo prejudicado pela “perda” dos dois projetos, considerando que cada legislador teria, ao menos, dois PLs para serem pautados na sessão. “Eu não estou aprovando nenhum projeto de lei na votação hoje porque a própria bancada do governo não me ajudou”, afirmou o vereador.
Em resposta, o presidente da Câmara, o vereador Carlos Muniz (PSDB), destacou que “Eu se tivesse um projeto polêmico para votar e eu visse que os vereadores estavam em dúvida, eu tentaria convencer de um a um, para que o projeto fosse votado e aprovado”, disse o líder da Casa. Ele, que também faz parte da bancada governista, destaca que “Sandro Filho está esquecendo de pedir votos aos próprios colegas”.
Por outro lado, o vereador Sidninho (PP), correligionário de Sandro, explicou a rejeição do projeto do colega na CCJ. “O veredor vem, nesse primeiro mandato, no primeiro ano do mandato, tentando pautar projetos que tem vícios funcionais ou no tocante a questão orçamentária. O projeto em questão, que foi pautado em plenário e derrubado, ele exigia a instalação de sinalizadores dos radares do município. Isso gera despesa para o município. E, se não me engano, o artigo 10º da Lei Orgânica do Município, ele veda o legislador de criar despesas para o município”, explicou o líder da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Sidninho completa ainda que “o mesmo sabia que não iria conseguir aprovação”, mas insistiu na pauta. “O grande problema foi que o vereador fez questão de que a gente votasse isso nessa sessão, inclusive motivo de aborrecimento, porque o mesmo sabia que não iria conseguir aprovação pelo vício orçamentário, mas foi pautado, o presidente garantiu o direito da análise desse projeto, mas foi rejeitado”, conclui.
A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Aladilce Souza (PCdoB), lamentou a rejeição do PL 114/2025, de sua autoria, na sessão plenária desta quarta-feira (17), a última do ano. Em meio a uma Ordem do Dia com mais de 200 textos, o PL da vereadora foi derrubado com 24 votos contrários da bancada governista.
O projeto da vereadora sugeria que fossem estabelecidos prazos para o fornecimento de informações solicitadas por vereadores e vereadoras aos secretários municipais. Ao Bahia Notícias, a legisladora define que alguns colegas “votaram contra si mesmos” ao descartar a pauta.
“Eu fiquei muito decepcionada com essa votação, compreendo que a bancada do prefeito quis proteger o Executivo, mas acaba que nessa proteção, nessa defesa, acabam trabalhando contra a própria Câmara, acaba sendo uma votação que prejudica o nosso trabalho”, destaca.
A proposta em questão estabelecia o prazo de 10 (dez) dias, contado do recebimento do pedido, para o envio das informações solicitadas, com prorrogação possível mediante a “justificativa expressa e fundamentada, comunicada ao solicitante antes do término do prazo
inicial”. O texto também adicionava o próprio prefeito Bruno Reis no âmbito da legislação.
“São raros os secretários que tratam bem a essa Casa, e inclusive, as queixas não são apenas da bancada de oposição. As queixas vêm de todos os vereadores e vereadoras, muitos da própria base do prefeito ficam meses e meses esperando uma resposta de um secretário ou outro, alguns nem sequer respondem”, relatou Aladilce.
“Então, eu acho isso uma falta de respeito no relacionamento entre os entes públicos”, afirma. “Eu vou continuar insistindo que a gente precisa que eles nos atendam, quando a gente convida, que eles venham”, completa a líder da oposição.
RETROSPECTIVA DA OPOSIÇÃO
Em sua fala no plenário, a vereadora Aladilce ainda comentou sobre a retrospectiva do ano legislativo de 2025. A líder da oposição “apelou” ao prefeito para que mude, em 2026, a forma de lidar com o Legislativo.
"Eu espero que o Executivo não continue atropelando esta Casa, enviando pacotes de projetos complexos, o que dificultou muito a tramitação e discussão com a sociedade", solicitou.
Ela afirmou que “no primeiro semestre, nós travamos uma luta muito grande contra os leilões das áreas verdes, em defesa do meio ambiente tão atacado pela gestão” e no segundo semestre “o perfeito resolveu mandar, no final do semestre, projetos complexos para serem apreciados de forma acelerada”. Para a vereadora, “nós poderíamos ter feito um debate mais amplo nessa Casa, poderíamos ter aprofundado diversas matérias que chegaram aqui”, finalizou.
A Justiça da Bahia condenou o influenciador baiano Roberto Mateus Monteiro, conhecido como Roberto Pé na Porta, por difamação após a divulgação de denúncias falsas nas redes sociais contra o vereador Sandro Filho (PP) e a esposa dele.
A sentença foi assinada pela juíza Marcela Moura França Pamponet e determina a remoção imediata das publicações ofensivas, além da realização de uma retratação pública em vídeo e do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil.
De acordo com a decisão, o influenciador publicou vídeos afirmando que a esposa do vereador teria recebido R$ 20 mil em recursos públicos para “se calar” diante de supostas irregularidades. A Justiça considerou a narrativa inverídica, difamatória e sensacionalista.
A magistrada destacou que a autora da ação não exerce cargo público nem possui atuação política, e foi indevidamente associada a práticas ilícitas, o que teria causado prejuízos à sua vida pessoal.
Roberto Pé na Porta foi citado no processo, mas não compareceu à audiência nem apresentou defesa, o que levou a Justiça a decretar a revelia. Com isso, foi aplicada a presunção de veracidade dos fatos apresentados na ação. Para a juíza, a ausência de contestação e de provas reforçou o abuso cometido.
O vereador Sandro Filho rebateu as acusações de que sua esposa, Mariana Silva Vasques, junto com ele, seria sócio de um homem envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro. A declaração chega após o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos afirmar que fez uma investigação depois de Sandro ter indicado sua esposa para um cargo na prefeitura.
Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, o edil negou as acusações e disse ser alvo de perseguição política. Sandro disse que pretendia abrir um restaurante com a esposa, onde ele investiu dinheiro e foi fiador dela.
“No início do ano, eu fiz o meu casamento. Depois que casei, defini com minha esposa, o que qualquer casal pode fazer. A gente criou um plano pra montar uma empresa. Ela sempre quis e sempre foi o desejo dela de ter um restaurante. Isso é normal, qualquer pessoa no meu lugar que tenha vontade de abrir uma empresa e tiver o dinheiro para abrir a empresa vai abrir. O que aconteceu comigo é que minha esposa sempre quis ter um restaurante e eu sempre quis abrir uma empresa. Não tinha ideia do que abrir, então quando surgiu a oportunidade, conhecemos o Paulo, que já tem um outro restaurante, e falei, que era viável entrarmos nesse negócio, arriscar para abrir essa empresa”, alegou Filho no programa Bahia Notícias no Ar.
Aos apresentadores Maurício Leiro e Luanne Ribeiro, o vereador contou que o restaurante não teria progredido como esperado por falta de recursos para a obra e por isso ficou fechado, sem funcionamento.
“Peguei o meu dinheiro, fiz um acordo com o banco e fiz o investimento, fui o fiador da minha esposa. Minha esposa foi abrir o restaurante dela. Fiz isso mais ou menos, antes do meio do ano. Depois que minha esposa se tornou sócio, a empresa nunca abriu, o restaurante nunca abriu, pois não tinha recursos suficientes. Depois que fiz o investimento, não consegui ter recurso, não conseguia ter dinheiro para colocar na obra do restaurante. Então, ficou lá parado, até agora, tanto que minha esposa não sabia se ia abrir o restaurante neste ano ou próximo”, argumentou o edil.
Em seguida, o vereador ainda apontou que João Paulo Andrade de Lisboa Brito, o suposto sócio de Mariana, teria mostrado todos os documentos que mostravam que não existe o esquema de lavagem de dinheiro em um bar localizado no Rio Vermelho.
O vereador Sandro Filho (PP) comentou, nesta quinta-feira (12), sua expulsão do Movimento Brasil Livre (MBL) e afirmou não acreditar que a decisão trará prejuízos à sua base eleitoral. Segundo ele, seus apoiadores entendem que há uma “articulação política” por trás do episódio.
“Não tem repercussão nenhuma, até porque, até com os próprios militantes do MBL, eu já deixei claro o meu posicionamento, o que está acontecendo. Existe uma articulação envolvendo pessoas grandes da política baiana para tentar me prejudicar. E o meu próprio movimento sabe que fazer política aqui em Salvador, aqui no Nordeste, não é fácil”, declarou o parlamentar ao Bahia Notícias.
O vereador atribuiu sua expulsão a pressões políticas e afirmou que “uma pessoa grande” estaria por trás do movimento que culminou em sua saída do grupo que ajudava a defender.
“Na prática, as pessoas são capazes de inventar mentiras sobre você, plantar provas, fazer várias coisas contra você. Tentaram de diversas formas, inclusive espalhar que eu não fiscalizava a prefeitura. Eu mostrei o contrário, sempre fiscalizei, inclusive dentro de uma UPA, a de Santo Antônio”, afirmou.
Por fim, Sandro Filho disse confiar que o tempo esclarecerá os fatos.
Eu digo a vocês que o tempo será justo e tudo será provado. Eu não sou corrupto, não sou ladrão”, completou.
??Sandro Filho nega impacto eleitoral após expulsão do MBL e fala em “articulação política” contra ele
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 12, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/K1wO1h2ItI
O vereador Sandro Filho (PP) se posicionou oficialmente sobre sua expulsão do Movimento Brasil Livre (MBL) em nota oficial publicada na noite desta terça-feira (11). No pronunciamento, o edil alega ser vítima de perseguição e afirmou que o MBL decidiu pela sua expulsão para “não marcar de maneira ruim” o movimento após ele ser acusado de indicar sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura de Salvador.
Segundo o vereador, as acusações se deram por “articulações de pessoas ruins” e que teriam o objetivo de lhe prejudicar.
“A decisão do movimento de me afastar se deu a partir de acusações sobre minha conduta no mandato. Apesar do meu posicionamento em reafirmar que as acusações que circulam são falsas e têm o objetivo de manchar a minha imagem, o MBL entendeu que tudo isso poderia marcar, de maneira ruim, a história do movimento. Reafirmo que existe uma articulação de pessoas ruins com o objetivo de me prejudicar. Bati em muita gente grande, e eles fabricaram tudo, mesmo que baseado em suposições. No entanto, nesse cenário, entendo perfeitamente a posição do MBL”, diz um trecho da nota de Sandro Filho.
Confira a nota completa:
Mais cedo, o fundador do MBL, Renan Santos, anunciou a expulsão de Sandro Filho após uma apuração interna identificar que ele sócio de um homem envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro. O dirigente informou que a investigação começou após receber uma denúncia de que Sandro teria indicado sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura.
Na live, Renan Santos afirmou que recebeu a denúncia na semana passada e, por conta da ausência de provas, o próprio MBL teria iniciado uma investigação para averiguar a conduta do vereador. O fundador do movimento ressaltou que a indicação “não seria ilegal”, mas que fere as diretrizes do MBL.
“Nós não tínhamos prova nenhuma sobre isso, só que, de fato, o Sandro estava apresentando uma mudança no estilo de vida dele, a gente resolveu fazer a nossa checagem”, disse Renan.
O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, anunciou que o vereador Sandro Filho (PP) foi expulso do MBL após uma apuração interna identificar que ele sócio de um homem envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro. A expulsão foi divulgada nesta terça-feira (11), em transmissão ao vivo no YouTube. O dirigente informou que a investigação começou após receber uma denúncia de que Sandro teria indicado sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura.
Na live, Renan Santos afirmou que recebeu a denúncia na semana passada e, por conta da ausência de provas, o próprio MBL teria iniciado uma investigação para averiguar a conduta do vereador. O fundador do movimento ressaltou que a indicação “não seria ilegal”, mas que fere as diretrizes do MBL.
“Nós não tínhamos prova nenhuma sobre isso, só que, de fato, o Sandro estava apresentando uma mudança no estilo de vida dele, a gente resolveu fazer a nossa checagem”, disse Renan.
Renan Santos também mostrou que Mariana é sócia de João Paulo Andrade de Lisboa Brito em um bar localizado no Rio Vermelho. Segundo o dirigente, João já ocupou cargos na Câmara Municipal de Salvador (CMS) no gabinete do ex-vereador Sandro Bahiense (PP) e estaria envolvido em esquemas de lavagem de dinheiro.

Sandro Filho, Mariana e João Paulo Andrade de Lisboa Brito | Foto: Instagram

Quadro de sócios do bar no Rio Vermelho | Foto: Reprodução
Citando uma reportagem do Bahia Notícias, Renan relembrou que Sandro Bahiense já foi investigado por suposto abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2022. Segundo a reportagem, o ex-vereador, o então candidato a deputado estadual "supostamente repassou um pacote contendo santinhos e uma quantia em espécie a um encarregado de segurança do Salvador Shopping no dia 30 de setembro de 2022, para ser distribuídos em envelopes individuais com um santinho e R$ 50 cada".
Ainda na transmissão, Renan afirmou que não pode provar que Sandro Filho recebeu “dinheiro sujo”, mas defendeu que “um membro do MBL não pode se envolver com pessoas ligadas à corrupção”.
“Não tenho nenhuma prova de que Sandro é corrupto, mas isso não serve para o MBL. Nós não vamos construir um movimento que quer superar o centrão fazendo isso. O mandato dele é claramente inferior a outros vereadores nossos, pessoal lá fala que ele só bate no Jerônimo [Rodrigues]”, afirmou Renan.
O MBL na Bahia vive um momento de cisão após o então chefe de gabinete de Sandro Filho e coordenador do movimento no estado, Andrei Castro, divulgar que estava deixando o MBL e a equipe do vereador por “divergências ideológicas” com o edil. A saída foi comunicada no domingo (9), em publicação nas redes sociais.
“Eu pedi ontem minha exoneração do gabinete. Por que eu pedi minha exoneração? Por dois motivos: discordâncias ideológicas com Sandro Filho e discordâncias na condução do pessoal e da gestão financeira do gabinete (...). A partir do momento que não me sinto seguindo o que me propus a fazer quando entrei no MBL, não tem mais como permanecer mais como chefe de gabinete. Ele é o vereador, as decisões são dele”, disse Andrei.
Durante o evento de apresentação do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador, o vereador de Salvador Sandro Filho (PP) questionou diretamente o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sobre o crescimento das facções criminosas no estado. O parlamentar cobrou um posicionamento mais firme do chefe do Executivo estadual e atribuiu parte do problema à gestão do Partido dos Trabalhadores, que governa a Bahia há duas décadas.
“Governador, a população quer uma resposta do senhor sobre o crescimento das facções criminosas aqui na Bahia. Foram mortos também membros de facções baianas no Rio de Janeiro. Qual é o posicionamento do senhor?”, perguntou o vereador.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 6, 2025
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Em resposta, Jerônimo destacou os investimentos realizados pelo governo em inteligência, equipamentos e concursos públicos para fortalecer a segurança. “Tenho trabalhado dia e noite, junto com os vereadores e a sociedade, para ampliar os investimentos. Eu vou continuar investindo”, afirmou o governador, sem entrar diretamente na discussão sobre o avanço das facções.
Sandro Filho, no entanto, insistiu na questão, relacionando o aumento da criminalidade à longa permanência do PT no governo estadual. “A Bahia é governada há 20 anos pelo partido do senhor e aconteceu todo esse crescimento. Isso foi resultado de uma negligência governamental?”, questionou o vereador, citando o caso do Nordeste de Amaralina, bairro de Salvador que, segundo ele, “hoje é dominado por facções criminosas”.
Após o evento, em entrevista à imprensa, o vereador reforçou as críticas e afirmou que o governador “não tem pulso firme” no combate ao crime organizado. “No evento de hoje, ele mal falou sobre o tema. Para falar a verdade, ele nem mencionou o combate às facções. Essa é a minha principal crítica”, declarou.
Apesar das críticas, Sandro Filho reconheceu o trabalho das forças de segurança estaduais e municipais. Segundo ele, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Municipal têm condições de conter os crimes de menor potencial ofensivo, desde que atuem de forma integrada. “A nossa polícia é referência no Brasil. Com o apoio da Guarda Municipal, tenho certeza de que podemos conter delitos como roubos, furtos de celulares e assaltos a motoristas de aplicativo”, completou o vereador.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por decisão unânime, na última terça-feira (4), o registro do partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). O voto do relator, ministro André Mendonça, foi acompanhado pelos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Nunes Marques, e pelas ministras Isabel Gallotti, Estela Aranha e Cármen Lúcia, presidente da Corte.
Após a decisão, membros do MBL celebraram o reconhecimento da nova sigla. Entre eles, o deputado federal Kim Kataguiri, que chegou a discursar no plenário da Câmara dos Deputados. O movimento, agora formalizado como partido político, iniciou o esboço de suas estratégias para as eleições de 2026, incluindo a formação das primeiras chapas.
Segundo um dos líderes do recém-criado partido, embora ainda não haja “como calcular concretamente as pessoas que vão compor as chapas”, o foco inicial na Bahia é estruturar uma candidatura voltada à Câmara dos Deputados, sem descartar a possibilidade de disputar cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Como estratégia para atrair novos nomes, o Missão pretende apostar na mobilização digital, marca registrada do MBL, e na figura de Renan Santos, um dos fundadores do movimento e pré-candidato à Presidência da República em 2026, como catalisador de apoios e filiações.
Na Bahia, o principal nome ventilado até o momento é o do vereador Sandro Filho, que, segundo informações do BN, pretende concorrer a deputado federal já no próximo ano. Considerado uma das lideranças locais do MBL, Sandro enfrenta, porém, um impasse político. Se optar por se filiar ao Missão, precisará de uma quantidade maior de votos para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados do que precisaria se permanecesse no Progressistas (PP), partido ao qual está filiado atualmente. Isso ocorre por conta do sistema proporcional de votação, que define o quociente eleitoral de acordo com o desempenho da legenda.
Apesar disso, dirigentes do Missão veem com otimismo a possível adesão de Sandro Filho à nova sigla. Um membro do movimento afirmou ao Bahia Notícias que a decisão do vereador “tem prazo máximo” e deve ser tomada até o fim do mês de novembro.
Outro nome cotado no grupo é o de Quécia Reis, integrante da equipe de Sandro e uma das coordenadoras do MBL na Bahia. Segundo fontes do partido, ela tem forte probabilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
Em conversa com o BN, uma liderança do Missão revelou ainda a intenção de ressuscitar um nome histórico da política baiana para concorrer ao Senado: o ex-deputado federal Gerson Gabrielli, que exerceu mandato entre 1999 a 2007. De acordo com o dirigente, Gabrielli “tem o desejo de sair na nossa chapa”.
Entretanto, outro integrante do partido ponderou que a eventual candidatura de Gabrielli dependerá da movimentação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, caso Neto acabe por lançar sua própria candidatura ao Senado, hipótese que “vem sendo ventilada”, as chances de Gabrielli disputar o cargo diminuem drasticamente.
O vereador Sandro Filho (PP) utilizou o plenário da Câmara Municipal de Salvador, nesta terça-feira (5), para solicitar uma intervenção da Prefeitura de Salvador em uma construção realizada pela vereadora Eliete Paraguassu, em sua residência na Ilha de Maré. Conforme noticiado pelo Bahia Notícias, a legisladora teria cometido um crime ambiental ao supostamente ampliar o terreno da sua casa com a construção de um muro, destruindo parte do manguezal.
Nesta que foi a segunda sessão da Câmara depois do recesso semestral, o vereador progressista informou que “Recebi a informação de que está sendo feita uma obra que possivelmente viola normas ambientais. A denúncia veio da comunidade de Porto dos Cavalos e pasmem, acreditem se quiser, parece que a obra pertence a uma vereadora aqui da Câmara que diz defender o meio ambiente. Ela que defende a pauta ambiental”.
Segundo os moradores, as instituições locais alertaram que não poderia ser feito nenhum tipo de modificação com ampliação dos terrenos, sob risco de prejudicar o mangue. Assim, a construção do muro seria potencialmente irregular.
“Eu recebi a denúncia da própria comunidade informando que está sendo feita esta obra, que aparentemente está irregular e a gente precisa investigar quanto antes e é por isso que eu vou requerer aqui publicamente que a Secretária de Desenvolvimento Urbano da cidade para que vá nessa obra e se for constatada essa irregularidade, essa obra seja embargada”, solicitou o vereador.
“A gente não pode permitir, de hipótese alguma, que nessa cidade aqui um lado da política seja incoerente e o outro lado tome porrada o tempo todo. O que está acontecendo aqui é que tem uma vereadora aparentemente comentando crime ambiental”, completou o legislador.
O vereador Sandro Filho (PP) protocolou um projeto de indicação ao prefeito Bruno Reis (União) propondo a alteração da nomenclatura da Guarda Civil Municipal (GCM) da capital baiana. Segundo o texto, a sugestão é que a entidade passe a se chamar "Polícia Metropolitana de Salvador".
No documento, o vereador defende a proposta com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirma que as guardas municipais podem atuar em policiamento ostensivo e realizar prisões em flagrante, desde que em cooperação com as polícias Civil e Militar.
"Considerando que essa mudança de nomenclatura é necessária para engrandecer o trabalho desempenhado pela Guarda Municipal de Salvador, conferindo-lhe mais força, autoridade e respeito perante a população e os demais órgãos de segurança pública", diz trecho do projeto.
"A atual denominação de Guarda Civil muitas vezes não traduz a verdadeira função que a corporação exerce, o que pode gerar dúvidas na população sobre a extensão de suas competências", acrescenta o edil em sua justificativa para a mudança.
Por fim, Sandro Filho também avalia que a Bahia tem demonstrado "certa inércia no avanço das políticas de segurança pública, o que tem levado a um crescente aumento da criminalidade e da sensação de insegurança na população na cidade".
A proposição foi protocolada no último dia 26 de fevereiro e segue em tramitação na Casa Legislativa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
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