Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
rui
Após receber promessas para assumir uma vaga como suplente no Senado Federal nas eleições de 2026, o senador Angelo Coronel demonstrou que não vai se contentar com a oferta feita por lideranças do Partido dos Trabalhadores. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, Coronel questionou o motivo pelo qual desejam rifar seu nome na chapa majoritária do grupo do governo.
"Já que está todo mundo absoluto, todo mundo cheio de voto e eleito, porque querem tirar Angelo Coronel do jogo? Não sei, fico a me perguntar. Fui eleito sempre apoiado por todo mundo, não tenho nenhuma força política, porque essa polêmica em querer rifar o meu nome?”, disse aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
Na sequência, Coronel afirmou “não estar mendigando” por um espaço no grupo. No entanto, segundo ele, a briga para manter seu nome na cabeça da chapa é por conta do tamanho do PSD no grupo.
“Não estou mendigando espaço. Quem achar que estou mendigando espaço para participar da chapa majoritária está equivocado. O que eu quero é que o partido tenha a prerrogativa de manter seus espaços pelo tamanho que é o PSD. Acho que é inadmissível um partido do tamanho do PSD não ter um espaço do nível que tem hoje que é o senador da República”, revelou.
O senador ironizou a oferta de lideranças do PT, que indicaram a possibilidade dele ser suplente do senador Jaques Wagner ou do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na corrida pelas vagas ao Senado Federal.
“Esse negócio de suplência de Senado, quero até deixar um recado. Quem está me propondo que seja suplente, pode vir ser meu suplente porque eu também aceito. Já que é um cargo nobre, um cargo realmente de proa da política. É só vim que estou aberto também. São duas suplências sem nenhum problema”, comentou.
Coronel criticou também declarações dos ex-governadores da Bahia sobre a chance dele assumir uma vaga na suplência. De acordo com o senador, somente este cargo que está em negociação para ser abdicado.
“Essa suplência também de Rui e de Wagner, tão badaladas, estão oferecendo a todo mundo. Mas ninguém quer largar a cabeça, ninguém quer largar a titularidade. Só falam em negociar suplência e vice”, observou.
“Não quero desmerecer. Tem gente que gosta, mas tem gente que não tem prerrogativa. O gosto de um e de outro não tem que ser o meu gosto”, completou.
Apesar do desejo latente do PT em lançar uma chapa com três nomes do partido em 2026 na Bahia, o presidente estadual da sigla, Éden Valadares, pondera que os aliados serão consultados sobre o movimento. Segundo o cacique, o desejo petista tem um limite: não estourar o grupo político.
“Seria diferente para mim. Imagina eu, enquanto presidente do PT, ter uma chapa com o governador do PT e dois senadores do PT. Esse desejo tem um limite. Qual é o limite dele? Nós não vamos estourar o grupo por isso. Nós vamos construir, nós vamos trabalhar, nós estamos dialogando. Mas o limite dessa articulação, desse desejo, dessa tese é não estourar o nosso grupo”, disse Éden na manhã desta segunda-feira (13).
A declaração foi dada durante um encontro de prefeitos e prefeitas do PT baiano, realizado na sede da UPB, no Centro Administrativo da Bahia.
Na equação petista, a composição seria feita da seguinte forma: Jerônimo Rodrigues candidato a reeleição para o governo, tendo Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado ao seu lado.
“Agora, nós não estamos proibidos de apresentar essa tese. Se as pesquisas, se a vontade da classe política, se o ambiente demonstrar que é a chapa com os três governadores se mostrar a chapa mais competitiva, a chapa que tem mais chances de ganhar e de ampliar a votação de Lula na Bahia, nós vamos chamar os aliados para conversar. Se essa tese se mostrar a mais robusta, com maior capacidade de agregar e de vencer as eleições, nós não estamos proibidos não, nós vamos defender”, acrescentou o presidente do PT Bahia.
Questionado sobre um possível mal-estar dentro do grupo com a ocupação das vagas pelo PT, Éden comentou a possibilidade de o ministro Rui Costa migrar para outro partido - a exemplo do Avante. Ao que classifica como “mecanismo artificial”, ele rechaçou a ideia e indicou que outras soluções podem ser apresentadas.
“Eles são do PT, estão há 44 anos no PT. São patrimônio que a gente demora décadas para constituir lideranças como são esses três e se tiver de estar na chapa os três estarão pelo PT, não vamos artificializar não. Agora, acha caminho, nós podemos dialogar, tem presidência da UPB, tem presidência da Assembleia, tem as suplências de senador, tem a chapa de federal, tem a chapa de estadual. Insisto, nós vamos para 20 anos de governos democráticos e populares na Bahia, que a gente sempre fez um jogo de ganha-ganha todos os partidos que conosco caminharam, cresceram, seja no número de prefeitos, seja no número de deputados, seja na participação da majoritária. O PSB já participou da majoritária, o PSD já participou da majoritária, o MDB já participou da majoritária”, comentou.
EQUAÇÃO CORONEL
Apesar do indicativo do PT, ao longo dos últimos meses, o senador Angelo Coronel deu declarações deixando clara a sua intenção de disputar a reeleição em 2026. Se o desenho for confirmado, o PSD de Coronel, que hoje possui dois senadores pela Bahia, ficaria de fora da chapa. Publicamente, o presidente da sigla na Bahia, o senador Otto Alencar, já defendeu a reeleição de Angelo Coronel.
LEIA TAMBÉM:
Sobre Coronel ser um “obstáculo” para as pretensões petistas, Éden lembrou a eleição de 2018 quando a então senadora Lídice da Mata não disputou a reeleição e foi candidata a deputada federal.
“Estamos começando um processo de diálogo. O senador Angelo Coronel tem defendido a naturalidade da sua reeleição e é normal que o defenda, é um critério. Assim como a senadora Lídice também tinha a naturalidade da reeleição, mas naquele momento da política, a gente precisou colocar a Coronel na chapa. Se a gente precisar fazer outra conformação e não der a naturalidade da reeleição do Coronel, será dialogado com o PSD, com o partido dele na Bahia e no Brasil”, disse.
O presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL) pediu ao Ministro da Casa Civil, Rui Costa, que o Governo Federal entregue ao consórcio do centrão o comando do Ministério da Saúde. O pedido teria acontecido na quinta-feira (15), durante o encontro dos dois, para discutir o relacionamento do governo com o Legislativo.
As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. A reunião que aconteceu na residência oficial do parlamentar, teve a intermediação do líder do partido União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento, que almoçou com o Ministro Rui Costa um dia antes do encontro com Lira.
O momento aconteceu por iniciativa de Rui, que estava sendo alvo de reclamações e críticas de alguns parlamentares. O próprio Arthur Lira foi um dos que pediu o afastamento do ministro.
Rui e Lira comentaram com aliados que o diálogo entre os dois foi direto e franco. O líder da Câmara enfatizou que somente a troca no Ministério do Turismo, requerida pelo partido União Brasil, não seria o suficiente.
Ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no extinto Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira participou também, como secretário executivo, da gestão de Gilberto Gil na pasta. Os anos em que estiveram à frente da gestão cultural do país são conhecidos como o período de maior agitação da cultura nacional.
Sob a criação de novas políticas públicas para o setor, houve uma nova relação entre o governo e a sociedade civil durante a época, que o entrevistado chama de era "Gil-Juca". Foi nesse mesmo período em que o acionamento de instrumentos de fomento a partir de estratégias de renúncia fiscal - leia-se Lei Rouanet - foi alvo de críticas por parte de setores conservadores da sociedade. Juca concorda que o programa não é o ideal, mas aponta erros diferentes. "Eu sou o maior crítico da Lei Rouanet, mas não é uma crítica parecida com a de [Jair] Bolsonaro."
Para ele, Regina Duarte não merece o seu tempo e representa a continuidade do "fascismo" de Roberto Alvim, seu antecessor. "Pega uma pessoa que já foi conhecida como a "namoradinha do Brasil", uma atriz da Globo, com uma trajetória longa, com um nível de popularidade alta, mas altamente reacionária, muito afinada com os valores de Bolsonaro e ela não vai mudar nada", apontou. Clique aqui e leia a entrevista completa!
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.