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royalties
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que a gravadora Warner revise a forma como calcula e paga os royalties pela exploração de obras de Raul Seixas. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.
De acordo com a publicação, além deste pedido feito pela juíza Priscila Fernandes, a determinação exige também que a gravadora deixe de aplicar o chamado “desconto de capa” sobre reproduções digitais.
A decisão foi tomada após uma perícia identificar problemas de transparência na prestação de contas da gravadora. Na ocasião, três herdeiras de Raul Seixas moveram uma ação contra a empresa.
Segundo o laudo, os cálculos realizados internamente pela Warner seguiam as fórmulas previstas nos contratos, mas os relatórios enviados aos artistas não eram claros o suficiente para permitir uma fiscalização adequada dos valores pagos.
A nova análise apontou também a impossibilidade de verificar a origem e a exatidão dos dados de reproduções e preços usados para calcular os royalties das plataformas digitais.
Com isso, o laudo concluiu que a Warner vinha aplicando de maneira indiscriminada o chamado “desconto de capa”, apesar de a comercialização por streaming não depender de um suporte físico.
A juíza que avaliou o caso estipulou que, para as obras abrangidas pelo contrato de 1977, seja aplicado percentual de 11%. Em relação às obras do contrato de 1989, deverá ser de 12%, consideradas as participações de outros artistas.
A Warner terá cinco dias para informar quanto paga por reprodução nas plataformas digitais e explicar a equivalência entre a exploração via streaming e os percentuais previstos originalmente nos contratos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.