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A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai estrear neste carnaval de 2026, no Grupo Especial do Rio de Janeiro, com uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma postagem em sua conta no Instagram ironizando as críticas que vem recebendo pela escolha do enredo.
A agremiação, que será a primeira a entrar no Sambódromo no desfile do domingo, 15 de fevereiro, postou uma foto do presidente Lula mostrando a língua e ao som do samba “Vou festejar”, na voz de Beth Carvalho. “Se for chorar, manda áudio”, disse a Acadêmicos de Niterói, rebatendo as críticas.
O enredo da Acadêmicos de Niterói para o desfile, com o título “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, trata da história do presidente e exalta as ações do governo federal, não deixando de fazer referência ao principal adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sem temer tarifas e sanções/ Assim que se firma a soberania/ Sem mitos falsos, sem anistia”, diz um trecho do samba-enredo da agremiação de Niterói.
Segundo o site PlatôBR, a primeira-dama Janja ainda não confirmou com a Acadêmicos de Niterói se estará em um carro alegórico durante o desfile que homenageará Lula. Apesar da indefinição, a escola já teria recebido a confirmação de que Lula e Janja vão acompanhar a passagem da agremiação pela Marquês de Sapucaí, na abertura do Grupo Especial no dia 15 de fevereiro.
No final do ano passado, a Acadêmicos de Niterói decidiu não tentar captar os R$ 5,1 milhões em incentivos fiscais autorizados pelo Ministério da Cultura para o enredo que homenageia Lula. A decisão foi motivada pela avaliação de que o prazo disponível para buscar patrocinadores tornaria a operação inviável.
A autorização para captação de verbas a partir da Rouanet foi concedida em 15 de dezembro de 2025. Com o desfile marcado para 15 de fevereiro, a escola de samba teria menos de dois meses para fechar contratos, estruturar o orçamento e executar os recursos, prazo considerado insuficiente.
A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados requereu ao ministro do Turismo, Gilson Machado, que explique os motivos que levaram a Secretaria Especial da Cultura reprovar o projeto de plano anual de atividades do Instituto Vladimir Herzog que buscava aprovação na Lei de Incentivo à Cultura.
De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha, o requerimento foi protocolado nesta sexta-feira (12). Esta foi a primeira vez em dez anos que um plano anual da instituição foi rejeitado.
"O presidente da República, o Secretário Especial da Cultura ou qualquer outra autoridade pública orientou, direta ou indiretamente, a rejeição do projeto de plano anual de atividades do Instituto Vladimir Herzog?", questiona o partido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.