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O deputado federal e ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Paulo Telhada (PP-SP), conhecido como Coronel Telhada, assumiu, em entrevista ao portal Metrópoles, que já fez bico como segurança e que já foi preso pela prática. Conforme o deputado, ele trabalhou por 15 anos como segurança privado do apresentador Gugu Liberato, com quem chegou a manter uma relação de confiança e de amizade.
O assunto surgiu por conta do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), Vinícius Gritzbach, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Gritzbach renunciou a seguranças do Ministério Público, aos quais tinha direito, e era acompanhado no dia por policiais militares.
A prática do “bico” como segurança por parte de Policiais Militares é proibida pela corporação. Até 2021, era considerada uma falta leve, mas, a partir de então, com mudança no regulamento, passou a ser considerada uma falta grave.
“Todos nós que fazemos ou fizemos bico, sabemos que é público e notório que é proibido”, afirmou o deputado, que ainda afirmou que prefere que um PM trabalhe como segurança nas horas de folga do que “ficar bebendo, tomando cachaça em boteco, arrumando problema, arrumando briga”.
Já em relação aos PMs que faziam segurança para Gritzbach, teve uma opinião diferente: “Você fazer bico é irregular, é punição disciplinar. Você vai ficar preso na polícia. Agora, você trabalhar com uma pessoa envolvida com o crime, você não comete só uma infração disciplinar. Você comete um crime e também vai responder por esse crime. É grave, gravíssimo”.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.