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rodrigo paz
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou estado de emergência neste sábado (20) em meio à crise política e econômica enfrentada pelo país. A medida autoriza a ampliação da atuação das Forças Armadas para desobstruir rodovias bloqueadas há 50 dias e garantir o abastecimento de produtos essenciais.
Em pronunciamento à nação, Paz afirmou que a decisão busca restabelecer a circulação de alimentos, combustíveis e medicamentos, além de assegurar a mobilidade da população. “Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para devolver a liberdade ao povo, para libertar a Bolívia daqueles que usam o conflito político para bloquear estradas e prejudicar a população”, declarou.
De acordo com a legislação boliviana, o decreto tem efeito imediato, mas o governo deverá comunicar a decisão ao Congresso em até 24 horas. Em seguida, os parlamentares terão um prazo de 72 horas para aprovar ou rejeitar a medida.
Os protestos são liderados por sindicatos e associações rurais, muitos deles aliados ao ex-presidente Evo Morales. Os manifestantes mantêm bloqueios em rodovias estratégicas do país, o que tem provocado impactos no transporte de mercadorias e no fornecimento de produtos básicos, inclusive em La Paz.
Na sexta-feira (19), o governo anunciou um acordo com a Confederação Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país, na tentativa de reduzir as tensões. No entanto, grupos ligados a Evo Morales que atuam principalmente na região de Cochabamba não participaram das negociações e mantiveram os bloqueios.
A crise teve início após o governo reduzir subsídios históricos aos combustíveis como parte de um pacote de medidas para diminuir o déficit fiscal, em um cenário de escassez de dólares e negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Mesmo após medidas para conter a alta dos combustíveis e o recuo em reformas agrárias impopulares, as manifestações se intensificaram e passaram a incluir reivindicações como reajuste salarial, solução para a falta de combustível e dólares e a renúncia do presidente.
Segundo Rodrigo Paz, a crise deixou de ser apenas uma reação econômica e passou a representar uma tentativa organizada de desestabilizar a democracia boliviana.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira (25) um corte de 50% no próprio salário e no vencimento dos ministros do governo, em meio à crise política e social enfrentada pelo país.
O anúncio foi feito durante discurso em Sucre, capital constitucional boliviana. Segundo Paz, a medida busca demonstrar o “compromisso do governo com o país”.
A Bolívia enfrenta a quarta semana consecutiva de protestos e bloqueios de estradas organizados por manifestantes que pedem a renúncia do presidente e criticam medidas de austeridade fiscal adotadas pelo governo.
Os atos têm provocado impactos no abastecimento em cidades como La Paz e El Alto, com registros de escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
Segundo informações do Ministério da Presidência da Bolívia, Rodrigo Paz recebia cerca de R$ 17 mil mensais, enquanto os ministros tinham salários próximos de R$ 15 mil. Com a redução, os vencimentos passam para cerca de R$ 8 mil e R$ 7 mil, respectivamente.
Os manifestantes pressionam o governo por medidas para conter o aumento do custo de vida e reverter ações econômicas adotadas nos últimos meses.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Dino
"Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partido também indicam emendas parlamentares".
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Disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino ao determinar que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. A solicitação foi enviada a dirigentes de 21 partidos nesta quarta-feira (15).