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ritual de purificacao
Um pastor da Igreja Assembleia de Deus Trindade Santa foi preso nesta segunda-feira (15) pela Polícia Civil, acusado de abusos sexuais contra mulheres de sua congregação em Mata de São João, na região metropolitana de Salvador (RMS). Segundo a polícia, o líder religioso usava "rituais espirituais" para manipular as vítimas.
Informações da 1ª Delegacia Territorial de Mata de São João ao portal Mais Região, parceiro do Bahia Notícias, confirmam que que o pastor se aproveitava de sua posição para convencer e coagir mulheres a praticar atos sexuais com ele, sob a justificativa de que seriam "rituais de purificação".
As investigações apontaram também que o pastor abordava mulheres emocionalmente fragilizadas e as convencia de que seus problemas seriam causados por "espíritos malignos". Ele dizia que apenas seus rituais particulares poderiam libertá-las.
Uma das vítimas relatou que, após o fim de um relacionamento, foi convencida a participar de uma "campanha espiritual" de sete dias, que incluía práticas sexuais. Além de responder a outro inquérito por estupro, o pastor tem envolvimento com a política local. Em 2020, ele disputou o cargo de vereador em Mata de São João.
A prisão preventiva do suspeito foi cumprida na manhã desta segunda-feira. Segundo a polícia, ele estava escondido na casa do pai, em Morro de São Paulo, e já planejava fugir. O pastor permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua recebendo denúncias e investigando se há outras vítimas.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.