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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende endurecer as punições contra manifestações públicas que coloquem em dúvida a integridade da arbitragem. A proposta mira declarações de jogadores, treinadores e dirigentes que utilizam termos como “roubo” ou “assalto” ao comentar decisões de árbitros.
O tema foi debatido durante encontro recente promovido pela entidade com clubes das Séries A e B, no contexto das discussões sobre a criação de uma liga unificada no país. A expectativa é que as novas diretrizes passem a ser aplicadas ainda nesta edição do Campeonato Brasileiro, por meio do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A CBF sustenta que os investimentos na arbitragem, incluindo profissionalização e implementação de tecnologias como o impedimento semiautomático, devem ser acompanhados por mudanças de comportamento no ambiente do futebol. A entidade também defende uma atuação mais rigorosa dos árbitros em campo, com o objetivo de reduzir interrupções e coibir reclamações excessivas.
Nesta quinta-feira (16), o STJD realiza, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o 2º Encontro Nacional dos Tribunais de Justiça Desportiva. O evento deve alinhar procedimentos para coibir acusações recorrentes contra a arbitragem, muitas vezes sem sanção efetiva. O próprio tribunal reconhece dificuldades em punir esses casos, já que expressões como “roubo” podem ser interpretadas como linguagem cultural do futebol, e não necessariamente como acusação formal de dolo.
A proposta em discussão inclui a padronização de punições conforme o papel de quem faz a declaração. A lógica prevê maior gravidade para manifestações vindas de figuras com mais influência e distantes do campo de jogo. Assim, críticas de jogadores seriam consideradas infrações sérias, mas declarações de treinadores teriam peso maior, enquanto acusações feitas por dirigentes estariam sujeitas às penalidades mais severas.
Paralelamente, árbitros também devem ser cobrados por maior agilidade na entrega de súmulas, medida que visa acelerar os julgamentos em primeira e segunda instância no STJD. A intenção é reduzir a duração dos processos e limitar a concessão de efeitos suspensivos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.