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restos mortais
Os restos mortais encontrados no dia 16 de janeiro deste ano em uma área de mata na Ilha de Itaparica, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foram identificados como sendo de Daniel Araújo Gondim, de 25 anos. A confirmação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Daniel estava desaparecido desde o dia 8 de outubro do ano passado. Na ocasião, ele entrou em contato com familiares, pedindo transferências bancárias, sob a alegação de que se tratava de uma situação “de vida ou morte”, segundo relato da família.
Conforme a Polícia Civil, no mesmo período, uma fotografia da vítima com uma arma apontada para a cabeça foi enviada aos familiares. Além disso, mensagens com referências a uma facção criminosa foram publicadas nas redes sociais de Daniel. A família informou que realizou duas transferências, que somaram R$ 3 mil. Após esses contatos, Daniel não voltou a dar notícias.
Ele havia saído da residência onde morava na Bahia dirigindo o próprio veículo, que também não foi localizado naquele momento. As investigações apontam o envolvimento de pelo menos cinco pessoas no caso, entre mandante, beneficiários e executores.
Quatro suspeitos foram presos, enquanto um permanece foragido. Em dezembro, durante a prisão de três investigados, o celular de Daniel foi encontrado. Natural de Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Daniel Araújo Gondim costumava viajar com frequência para Salvador.
Segundo familiares, ele passava cerca de 20 dias por mês na capital baiana, onde trabalhava com a venda de panelas, perfumaria e roupas de porta em porta.
Atualmente na cidade de Vila Franca de Xira, em Portugal, os restos mortais do primeiro governador-geral do Brasil (1549 e 1553), Tomé de Souza, podem estar mais próximos de Salvador.
Essa é a expectativa do advogado Ademir Ismerim, que revelou, durante entrevista ao podcast Projeto Prisma do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (02), que retomou os diálogos com o país do velho continente para a realização do translado dos restos mortais do governador-geral responsável pela construção da cidade de Salvador, primeira capital do Brasil, na época.
A iniciativa já dura cerca de 15 anos, de acordo com Ismerim. “A gente teve uma procura bem intensificada para encontrar os restos mortais dele [Tomé de Souza]. Localizaram o convento onde ele está. Aí a gente começou a trabalhar aqui [em Salvador]. Conversei com o prefeito da época [ACM Neto], falei com Jorge Portugal, também envolvi [Henrique] Caballal, que é historiador, e o deputado Antônio Brito”, afirmou o advogado que ainda contou que, pouco antes da pandemia, havia uma reunião marcada com o embaixador de Portugal para tratar sobre o tema.
Vale lembrar que, em 2019, o deputado federal Antonio Brito (PSD) solicitou o envio dos restos mortais de Tomé de Souza para Salvador. O pedido foi feito durante reunião com o deputado português Carlos Páscoa, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Brasil, à época.
(Ademir Ismerim no Projeto Prisma - Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias)
Ismerim acredita que Salvador e a Bahia, como um todo, possuem uma história rica e que precisa ser contada. Na visão dele, iniciativas como essas ajudam nesse quesito.
“Minha relação nem é com Tomé de Souza, é com a Bahia mesmo. Eu acho que Salvador fala com você. É uma cidade que tem muita história e que é interessante. O baiano vive um pouco da sua cidade, principalmente quem estuda. Então, eu acho que Tomé de Souza é um complemento para tudo isso que é a Bahia”, afirmou o Ademir Ismerim.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).