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Artigos

Fatima Suarez
A dança como território de liberdade e transformação social
Foto: Ives Padilha/ Divulgação

A dança como território de liberdade e transformação social

Muitas vezes a dança é vista apenas como expressão artística, mas a verdade é que ela é, antes de tudo, um poderoso instrumento de transformação social.  O corpo que dança é um corpo que conquista sua própria voz. O movimento fortalece a disciplina, desenvolve a autoconfiança, cuida da saúde mental, promove a inclusão e resgata a cidadania em comunidades vulneráveis. 

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

residuos solidos

Prefeitura de Salvador concede licença para estação de resíduos em Canabrava para a Battre
Foto: Divulgação / BATTRE

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) autorizou o funcionamento da estação de transbordo de resíduos sólidos urbanos da empresa BATTRE, localizada no bairro de Canabrava, por mais quatro anos. A decisão foi formalizada em decreto publicado no Diário Oficial do Município.



Para garantir que a operação não prejudique o meio ambiente e a vizinhança, a prefeitura impôs uma série de exigências rigorosas. O local, que tem capacidade para receber e repassar até 3.200 toneladas de lixo por dia, funciona como um ponto intermediário onde os caminhões de coleta descarregam os resíduos antes de eles serem levados ao destino final.



Para garantir o bem-estar da comunidade do entorno, uma das principais regras estabelecidas é que o lixo coletado não pode ficar armazenado na estação por mais de 24 horas, medida para evitar a proliferação de mau cheiro. Além disso, a BATTRE é obrigada a manter um canal de comunicação direto e constante com os moradores num raio de 500 metros. Isso inclui a realização de pesquisas de opinião anuais com a vizinhança para avaliar especificamente os níveis de odor e garantir que o ar nas imediações mantenha uma boa qualidade.

 

O decreto também impõe responsabilidades estruturais e de controle à empresa. Todos os líquidos gerados pelo lixo, o chamado chorume, devem ser rigorosamente controlados para evitar vazamentos e enviados para tratamento em empresas especializadas. A prefeitura exigiu ainda que o pátio interno seja lavado pelo menos três vezes por semana. No aspecto da sustentabilidade, a BATTRE precisará realizar a coleta seletiva dentro da unidade, destinando os recicláveis prioritariamente para cooperativas reconhecidas, e implementar um sistema de logística reversa para o descarte adequado de produtos perigosos, como pilhas, baterias, pneus e lâmpadas fluorescentes.

 

A segurança dos trabalhadores e o controle da poluição completam o pacote de exigências da licença. A empresa deverá fornecer e fiscalizar o uso de equipamentos de proteção individual, além de promover a educação ambiental de seus funcionários. O monitoramento de ruídos das máquinas, da qualidade do ar e da fumaça preta emitida pelos caminhões deverá ser comprovado por meio de relatórios periódicos. Para evitar acidentes e contaminações do solo, ficou proibido o abastecimento ou a troca de óleo de máquinas e veículos dentro da estação. A manutenção da licença pelos próximos quatro anos dependerá da comprovação contínua de que a BATTRE está cumprindo todas essas condições

Sedur firma cooperação técnica para apoiar PPP de resíduos sólidos para consórcio da Bacia do Paramirim
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur) firmou um Termo de Cooperação Técnica com o Consórcio da Bacia do Paramirim, que integra prefeituras do Sudoeste baiano e Oeste baiano.

 

O objetivo do acordo é prestar apoio na análise dos estudos relacionados ao Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) destinado à estruturação de uma parceria público-privada (PPP) para a gestão de resíduos sólidos urbanos.

 

Conforme o governo da Bahia, a parceria prevê a cooperação entre a Sedur e o Consórcio da Bacia do Paramirim na avaliação dos estudos apresentados em resposta ao edital de chamamento público do PMI.

 

O projeto tem como objetivo estruturar uma PPP voltada à modernização, expansão, gestão, operação e manutenção dos serviços de coleta, transporte, transbordo, triagem, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos dos municípios integrantes do Consórcio da Bacia do Paramirim.

 

De acordo com o documento, o termo não prevê transferência de recursos financeiros entre as partes, tendo como finalidade exclusiva a cooperação técnica durante a análise dos estudos.

 

O acordo terá vigência de 12 meses, contada a partir da data de assinatura, ocorrida no último dia 22 de julho, podendo ser prorrogado.

 

O consórcio da Bacia do Paramirim é formado pelas prefeituras de Boquira, Botuporã, Caturama, Dom Basílio, Érico Cardoso, Ibipitanga, Ituaçu, Jussiape, Livramento de Nossa Senhora, Macaúbas, Oliveira dos Brejinhos, Paramirim, Rio do Pires e Jussiape.

Órgão ambiental analisa pedido de ampliação de empresa sobre aterro sanitário de Salvador
Foto: Divulgação

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) segue em análise de um pedido de ampliação do aterro sanitário de Salvador, apresentado pela empresa Battre, responsável pela operação do local. O processo tem gerado debates entre ambientalistas, gestores públicos e entidades de fiscalização.

 

Apesar do avanço no processo, o tema enfrenta resistência de ambientalistas, que criticam a renovação do contrato da empresa por mais 20 anos e argumentam que há falta de responsabilidade ambiental na gestão do aterro.

 

O caso também é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e já chegou ao conhecimento do governador Jerônimo Rodrigues.

 

Em resposta às críticas, técnicos do Inema afirmam que o processo está sendo conduzido de forma técnica, com “máxima transparência”. 

Justiça suspende licitação de limpeza urbana e coleta de lixo por supostas irregularidades em Valença
Foto: Reprodução / Google Maps

A Justiça atendeu a um pedido da Comissão de Transição do prefeito eleito Marcos Medrado (PV) e suspendeu a licitação para contratação de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos de Valença. A decisão, que tem caráter liminar, impede a realização da sessão de abertura das propostas, inicialmente marcada para esta terça-feira (10).

 

Toda suspensão foi motivada por diversas irregularidades apontadas na ação judicial, como a falta de transparência no processo licitatório e a ausência de respostas aos pedidos de informações e documentos técnicos por parte da atual gestão, conforme inicial da Comissão de Transição. 

 

Imagens da decisão que garantiu a suspensão do contrato | Foto: Montagem / Bahia Notícias

 

Segundo a decisão judicial, a falta de clareza do pregão Eletrônico n.º 043/2024, sobre os critérios de avaliação e a ausência de justificativas técnicas para as escolhas realizadas no edital comprometem a legalidade do caso em questão. 

 

O juiz responsável pela análise do caso entendeu que a realização da licitação sem o devido esclarecimento sobre como poderia causar danos para o erário do público. A decisão foi fundamentada nos princípios da publicidade e da transparência, previstos na Constituição Federal, que garantem o direito da sociedade de acompanhar os atos administrativos.

 

Com a suspensão, a nova gestão terá a oportunidade de revisar o edital e garantir que o processo licitatório seja conduzido de forma transparente e conforme a legislação.

Menos de 4 em cada 10 municípios baianos possuem coleta seletiva, aponta dados do IBGE
Foto: Reprodução / Jorge Magalhães / Prefeitura de Feira de Santana

A Bahia ficou atrás no novo levantamento da pesquisa Munic do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado está abaixo da média nacional quando o assunto é coleta seletiva e educação ambiental. Em 2023, menos de 4 em cada 10 dos municípios baianos possuem serviço de coleta seletiva.

 

Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelecer diretrizes claras para a implementação da coleta seletiva em todo o país, dados do IBGE, obtidos pelo Bahia Notícias, apontam que a Bahia continua aquém das metas estabelecidas

 

Na verdade os dois únicos municípios baianos mencionados como exemplares, ou seja, de acima da média prevista pelo estudo em descartes de resíduos foi Cruz das Almas e Feira de Santana.  Isso representa menos de 1% dos municípios baianos.  

 

Pontos fixos de coleta em Feira de Santana auxiliam o descarte apropriado | Foto: Reprodução / Jorge Magalhães


A disparidade entre os estados brasileiros é evidente. Enquanto o Paraná, Espírito Santo e São Paulo lideram o ranking nacional com mais de 85% dos municípios com coleta seletiva, a Bahia se encontra na parte inferior da lista, com apenas 37,2% representando 155 cidades, segundo a pesquisa do IBGE obtida pelo Bahia Notícias.

 


Além da coleta seletiva, a educação ambiental é outro ponto crucial para a construção de uma sociedade mais sustentável. No entanto, a Bahia também apresenta números muito baixos nesse quesito. Apenas 11,3% dos municípios baianos possuem uma política municipal específica para a educação ambiental.

 


A falta de coleta seletiva e de políticas de educação ambiental nos municípios baianos tem diversas consequências negativas, como o aumento da quantidade de lixo nos lixões, a poluição do solo e dos recursos hídricos, e a perda de oportunidades de geração de renda e emprego a partir da reciclagem.

Prefeitura divulga empresas classificadas em licitação para coleta de lixo em Salvador em contrato de R$ 1,3 bi
Imagem ilustrativa | Foto: Jefferson Peixoto / Secom / PMS

Dando continuidade ao processo para contratar empresas especializadas na coleta de lixo, a prefeitura de Salvador divulgou o resultado do julgamento de propostas das licitantes interessadas.

 

Conforme edital da concorrência, a contratação para prestação de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos será subdivida em três lotas. Através da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), a prefeitura aprovou a documentação apresentada e considerou classificados os seguintes participantes do processo:

 

Lote I: Consórcio Nova Salvador e Consórcio Bahia Ambiental;
Lote II: Consórcio Nova Salvador;
Lote III: BF Ambiental.

 

Além disso, em termos de abrangência geográfica da contratação, os lotes ficam divididos sendo o primeiro com as prefeituras-bairro 1, 6 e 4 (Centro/Brotas - Barra/Pituba - Itapuã/Ipitanga); o segundo com as prefeituras-bairro 1, 5, 7, 8, 9, 10 e 2 (Centro/Brotas - Cidade Baixa - Liberdade/São Caetano - Cabula/Tancredo Neves - Pau da Lima - Valéria e Subúrbio/Ilhas).

 

Conforme edital da concorrência, o valor global do contrato foi estimado em R$ 1,314 bilhão com valor máximo admissível para contratação divido em:

 

Lote I: R$ 548.307.752,78;
Lote II: R$ 738.835.000,80;
Lote III: R$ 27.236.025,60.

 

Ainda segundo o documento o prazo do contrato será de 24 meses, contados da data da assinatura por parte do município, podendo ser prorrogado por menores ou iguais períodos até o limite de 60 meses.

 

Todos os resíduos sólidos coletados deverão ser destinados à Unidade de Transbordo do bairro de Canabrava, ou dispostos no Aterro Sanitário Metropolitano Centro – ASMC, localizado na Rodovia Cia Aeroporto, bairro de São Cristóvão.

AL-BA debate implantação da política de resíduos sólidos nos municípios
Foto: NeuzaMenezes/Agência-ALBA

Com o objetivo de encontrar soluções para a implantação da política de resíduos sólidos nos municípios da Bahia, assim como a inclusão social e a geração de renda para os recicladores, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (AL-BA) realizou, nesta quarta-feira (27), uma audiência pública, que contou com a participação de parlamentares, gestores públicos dos órgãos de proteção do meio ambiente, representantes do Ministério Público e representantes da sociedade civil organizada.


 

O deputado José de Arimateia (Republicanos) ressaltou a necessidade de levar ao conhecimento da população baiana a questão da implantação da coleta seletiva nos municípios, importante para a promoção da sustentabilidade, da preservação dos recursos naturais e a redução dos impactos negativos no meio ambiente. “Além disso, tem o impacto social e econômico gerado pela coleta seletiva, que promove a geração de empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia local e gerando matéria-prima para novos produtos, criando um ciclo sustentável e reduzindo a dependência de recursos não renováveis”.

 

 

Representando o Ministério Público, Yuri Lopes falou das questões que o órgão tem tido com os municípios baianos, 200 deles autuados por não cumprir a legislação. “É um tema que tem que ser levado a sério, que já deveria ter sido resolvido, com ajuda da tecnologia e formas de organização. Tem lixão por todo o lugar”, colocou. Para o promotor, os gestores devem ser conscientes e buscarem os meios de implantação do sistema em seus municípios. “Coleta seletiva é essencial para que não tenha lixão. Se não fizer e não der apoio aos recicladores para transformar aquilo em algo economicamente viável, novamente, você vai ficar fazendo aterro por cima de aterro, jogando literalmente dinheiro no lixo”.


 

A situação atual dos catadores de Feira de Santana, que não têm contado com o apoio da gestão municipal, foi colocada pela presidente da Cobasf, Ivonete Araújo. Segundo ela, como faltam ecopontos e material, já que a maior parte dos resíduos recicláveis tem ido para o aterro, a cooperativa, que já empregou um bom número de catadores, hoje só conta com 15 pessoas. “Sem apoio e sem capacidade de trazer todo esse material para a gente, a quantidade que a gente coleta não é suficiente para pagar funcionários, e os cooperados, muitos deles, saíram”, relatou. Apesar da possibilidade de fechar, ela diz resistir, mesmo com as dificuldades por saber da importância e do valor do trabalho exercido.


 

De parte executivo, o diretor de programas e projetos da Sema, Hans Neto afirmou que o governo vem criando várias ações, por meio de um comitê multidisciplinar formado em prol dos catadores, com reuniões semanais e com ações a respeito dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). Quanto à implantação da coleta seletiva nos municípios, Hans sugeriu a inclusão da taxa do lixo, “já que o prefeito é capacitado para licenciar, incluindo condicionante para o tratamento dos resíduos que são gerados”.


 

Para o gestor, é fundamental que as prefeituras tenham seu plano municipal elaborado e que comecem a implementar a coleta seletiva aos poucos, iniciando, por exemplo, pelos prédios públicos. “É difícil captar dinheiro sem ter um projeto. Com base nisso, em parceria com a Sedur, a gente desenvolveu o curso de Resíduo Sólidos, para que os prefeitos e gestores tenham um pouco mais de familiaridade com o tema”, informou.  

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 


Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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