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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

repressao

Repressão aos protestos no Irã deixa 2 mil mortos, diz agência
Foto: Reprodução

A resposta à onda de protestos pacíficos que ocorrem no Irã já deixou cerca de 2.000 pessoas mortas, afirmou um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (13). 

 

De acordo com informações do g1, a fonte ouvida pela Reuters culpou os manifestantes por mortes de cidadãos e agentes de segurança.

 

As reivindicações começaram em dezembro e criticavam a crise econômica do país, mas a repressão violenta levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que goveram o Irã desde a Revolução de 1979.

 

O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, também se pronunciou sobre o tema. Ele se disse "horrorizado" com a ação das forças de segurança iranianas às manifestações.

 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que a situação no país estava "sob controle total", mesmo após o aumento da violência ligada aos protestos durante o fim de semana.
 

Ativistas pró-democracia promovem boicote ao remake live action de 'Mulan'
Foto: Divulgação

Usuários da internet em Taiwan e na Tailândia e o ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong estão promovendo um boicote ao remake live action da animação "Mulan", no Disney+. Eles levantaram as hashtags #BoycottMulan e #BanMulan no Twitter, após o lançamento do filme na plataforma de streaming.

 

Segundo o jornal O Globo, os créditos finais do filme trazem agradecimentos a agências governamentais da região chinesa de Xinjiang, que viabilizaram as gravações no local - conhecido pelo povoamento majoritário de mulçumanos (os uigures) que estariam sofrendo inúmeras violações de direitos humanos cometidas pelo governo central da China.

 

Uma investigação divulgada por veíulos de imprensa internacionais divulgou, no ano passado, denúncias de que os moradores mulçumanos da pronvíncia de Xinjiang estariam sendo dubmetidos a regimes de doutrinação política exaustiva, trabalho forçado e processos de esterelização em campos de detenção. 

 

Rejeitando a afirmação de que estariam promovendo atos de desrespeito aos direiros humanos, o governo da China afirma que os procedimentos - inclusive os campos - denunciados têm o objetivo de pacificar e acelerar o desenvolvimento econômico.

 

Em seu Twitter, o ativista Joshua Wong foi ao Twitter teceu críticas aos agradecimentos da Disney às agências estatais. "Só piora! Agora, quando você assiste #Mulan, não só está fechando os olhos para a brutalidade policial e a injutiça racial (algo que o elenco principal defende), mas também é potencialmente cúmplice do encarceramento em massa de uigures muçulmanos. #BoicoteMulan", escreveu Wong.

 

No entanto, as críticas à produção não são tão recentes. Elas começaram no ano passado, quando a atriz principal do filme, a chinesa Liu Yifei, manifestou apoio nas redes sociais à polícia de Hong Kong que promoveu ações de repressão aos manifestantes que protestavam pela emancipação do território semiautônomo chinês.

Anitta teme ditadura e questiona Regina: 'Só governa para quem pensa semelhante?'
Foto: Reprodução / Facebook

Após a participação polêmica de Regina Duarte em entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (7), quando minimizou a ditadura militar e se revoltou ao ser confrontada por Maitê Proença sobre as ações da Secretaria Especial de Cultura, a titular da pasta foi criticada por diversos artistas (clique aqui) e pela própria colega (saiba mais) nas redes sociais.

 

Em um comentário na última postagem publicada há dois dias no Instagram de Regina, Anitta, que recentemente venceu uma batalha contra uma MP que prejudicava a classe (clique aqui), se somou aos colegas e repercutiu as declarações da atriz. “Vejo que a senhora me segue aqui no Instagram e gostaria de dizer algo como cidadã. Assisti sua entrevista na CNN e já vi em alguns lugares que não foi combinado uma entrevista ao vivo etc e etc, mas, falando como artista que já passou por isso algumas vezes (se é que realmente foi isso), acho que haveria mil outras formas de se pronunciar sem ser grosseira com os demais. Uma pessoa que aceita assumir a secretaria de cultura está aceitando trabalhar para o povo, isso significaria escutar também os lados que pensam diferente da senhora e colocar sua posição sobre a questão”, comentou a funkeira carioca. “Se recusar a ouvir uma opinião contrária logo depois de enaltecer os tempos de ditadura me causa muito medo. Até porque eu e muitos dos meus amigos seríamos os primeiros censurados caso esse regime voltasse ao Brasil e nós continuássemos no exercício do nosso trabalho”, acrescentou a cantora.

 


Anitta comentou em publicação de Regina Duarte no Instagram | Foto: Reprodução 

 

Em seu comentário, Anitta criticou ainda a postura elitista e personalista de Regina Duarte no exercício de secretária de Cultura no governo federal. “Gostaria de dizer que a cultura no Brasil vai muito além do ballet clássico, das orquestras sinfônicas e dos livros de poesia (que também são incríveis e tem seu imenso valor). Governar apenas para os que te causam afeição não é governar para o povo”, destacou a artista, questionando se não seria mais “inteligente” responder com “calma e sabedoria” o que tem sido feito pela classe artística diante da crise na pandemia do novo coronavírus. “Aliás, o que tem sido feito?”, ironizou Anitta.

 

“Todas as prefeituras do Brasil possuem verbas de entretenimento para o povo. Agora, que não estão sendo utilizadas, pra onde está indo esse dinheiro? A senhora não poderia tentar fazer com que ele estivesse indo para os trabalhadores da indústria que estão sofrendo com o momento? Por mais que a senhora não tenha medo do vírus, não deveria trabalhar também para os que têm e estão levando a situação a sério? Seu cargo só governa para quem pensa semelhante à senhora? E as famílias que perderam parentes com a doença? Como se sentiriam ouvindo um depoimento de quem faz pouco caso do momento? Onde está a empatia? Meu intuito aqui não é insultar e sim questionar”, concluiu a cantora.

Caixa Cultural cancela peça com críticas à ditadura e diretor denuncia censura
Foto: Divulgação

Administrada pelo governo federal, a Caixa Cultural Recife cancelou apresentações do espetáculo infantojuvenil “Abrazo”, que estavam programadas para acontecer nos dois próximos fins de semana, no local. 


Montada pelo grupo Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), a peça em questão leva ao palco uma história que se passa em um país onde são proibidas demonstrações de afeto e expõe, de forma sutil, temas como ditadura, censura e repressão.


Após o cancelamento, o diretor do espetáculo, Marcelo França, protestou através de um vídeo divulgado em suas redes sociais e acusou a Caixa Cultural de promover a censura. "Uma censura travestida com argumentos jurídicos. Vivemos um momento de barbárie no país, onde a verba pública para pesquisa e educação são cortadas, onde livros são censurados, onde artistas estão sendo perseguidos e tendo suas obras censuradas. Não nos calarão! Enquanto houver espaço para falar, estaremos aqui denunciando", disse França. 


Ao Uol, o espaço cultural negou as acusações. "A Caixa informa que por descumprimento contratual cancelou o espetáculo Abrazo, com apresentações programadas no espaço cultural do banco. O contrato com o Clowns de Shakespeare foi rescindido, conforme comunicado ao grupo nesta data", diz a nota oficial enviada ao site.


A companhia, por sua vez, questionou a justificativa da Caixa Cultural. "Nenhum esclarecimento adicional nos foi dado, o que nos moveu a solicitar da Caixa o parecer jurídico e a decisão administrativa relativos a essa rescisão, com detalhamento para que possamos analisar e nos posicionar apropriadamente sobre o caso. Até o momento estamos perplexos diante dessa atitude, uma vez que não reconhecemos qualquer indício de infração que pudesse ter sido eventualmente cometida, pois cumprimos com tudo que estava contratualmente previsto", rebateu o grupo, que obteve o patrocínio por meio de um edital.

Em vídeo, estrelas da MPB fazem manifesto pela liberdade e contra obscurantismo
Fotos: Divulgação

Com a aproximação do segundo turno das eleições presidenciais, que acontece neste domingo (28), um grupo de mais de 50 músicos de diversas regiões do Brasil aderiu a um manifesto pela democracia. "A música popular brasileira sempre esteve associada aos movimentos de luta pela liberdade. Desde o início ela sofreu com a repressão, com o autoritarismo, durante muito tempo, em vários períodos diferentes da história do país, nossa música foi considerada uma atividade subversiva. Muitos artistas foram perseguidos, presos, torturados, em períodos de repressão alguns se exilaram fora do país para não serem mortos. Ainda assim, nunca se calaram”, diz parte do texto do protesto, que conta com a adesão de nomes como Jussara Silveira, Beth Carvalho, Fernanda Takai, João Donato, Zélia Duncan, Leoni, Frejat, Paulo Miklos, Zé Miguel Wisnik, Liniker, Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção, Jaques Morelembau e Tico Santa Cruz.


“A música brasileira é uma das celebrações mais potentes da diversidade cultural humana. Através da música popular podemos acompanhar o desenvolvimento da sociedade brasileira no decorrer do século, ela esteve sempre presente nos momentos mais decisivos do país, desde as revoltas populares aos movimentos reivindicando direitos e exigindo democracia”, diz outro trecho do protesto, que tem como trilha sonora a música "Divino, maravilhoso", de Gilberto Gil e Caetano Veloso, interpretada pela Gal Costa. “Estamos aqui para manifestar nosso repúdio ao autoritarismo, à tortura, à censura, ao obscurantismo, ao uso da força e da truculência. Lutamos contra a homofobia, a violência contra as mulheres, o preconceito racial, a intolerância religiosa e todas as manifestações de ódio. Nós defendemos a liberdade, a democracia, o respeito às diferenças e o convívio pacífico entre as pessoas. Nós, artistas brasileiros, cantamos em coro a muitas vozes: não vamos nos calar!", concluem os artistas.


Segundo a descrição do protesto, ele é apartidário e uma resposta ao momento de tensão visto nas redes sociais e nas ruas do país. Nestas eleições, a polarização entre eleitores Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) tem rendido episódios de violência em todo país, como o caso do artista baiano Mestre Moa do Katendê, morto com 12 facadas, após uma discussão política (clique aqui).


Confira o vídeo do manifesto dos artistas da MPB:

Leonardo Bricio traz a Salvador neste fim de semana peça sobre golpe militar no Brasil
Foto: Divulgação / Aline Macedo
O espetáculo “Nem Mesmo Todo o Oceano”, protagonizado pelo ator Leonardo Bricio, estreia nesta quinta-feira (3) e segue em cartaz até o domingo (6), na Caixa Cultural Salvador. Pela primeira vez na capital baiana, a montagem aborda o golpe militar no Brasil e a repressão. No palco, seis atores se intercalam na interpretação de diversos personagens para contar a história fictícia de um médico recém-formado, desde sua infância pobre no interior de Minas Gerais, até a sua luta pela sobrevivência, frustrações e perversão espiritual no Rio de Janeiro. “Na peça, fatos reais se misturam à ficção, nos trazendo imediata identificação de uma das mais agravantes e dolorosas épocas do nosso país, a era da inocência perdida”, comenta a diretora Inez Viana. O elenco conta ainda com os atores Iano Salomão, Jefferson Schroeder, Junior Dantas, Luis Antonio Fortes e Zé Wendell. “Nem Mesmo todo o Oceano” é uma adaptação do romance homônimo do escritor e dramaturgo Alcione Araújo. 
 
Serviço
O QUÊ: Espetáculo “Nem Mesmo Todo o Oceano”
QUANDO: 3 a 6 de novembro. Quinta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h 
ONDE: Caixa Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57, Centro
VALOR: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Novo documentário sobre Marighella estreia em agosto
Isa Grinspum Ferraz, diretora do filme e sobrinha de Carlos Marighella
O trailer do documentário sobre a vida de Carlos Marighella dirigido por sua sobrinha, Isa Grinspum Ferraz, foi divulgado esta semana. O filme retrata a trajetória de Marighella como líder da esquerda brasileira, desde sua juventude na Bahia, avança para as prisões durante a Era Vargas até chegar ao período de grande repressão brasileira, durante a ditadura militar. Época em que era considerado inimigo número um do Estado. O filme, exibido na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio em 2011, estreia nos cinemas no dia 10 de agosto. Com uma hora e 40 minutos de duração, o longa é narrado pelo ator Lázaro Ramos e possui música composta por Mano Bown para trilha sonora.
Confira o Trailer:


 

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".

 

Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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