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renan santos
O deputado federal reeleito Kim Kataguiri (Missão) negou uma promessa que fez de renunciar ao mandato caso seu aliado Renan Santos, candidato à Presidência da República, ficasse com apenas 3% dos votos válidos no 1º turno.
A promessa foi feita no sábado (3), quando o parlamentar deu a entender que haveria uma subcontagem da pesquisa Quaest acerca das intenções de voto do candidato do Missão: "Vou lançar um desafio para o Datafolha e para a Quaest. Se domingo a gente tiver 3% [dos votos válidos], eu renuncio meu mandato na frente [do prédio] da Folha".
Renan e aliados diziam que a quantidade de pessoas em seus atos de campanha mostrava apoio muito maior do que apontavam as pesquisas. No fim, o candidato do Missão teve 2,24% dos votos.
Ao ser questionado pela Folha de S. Paulo no domingo (4), o deputado ironizou a situação . "Eu disse que renunciaria se ele fizesse 3%, e ele fez 2%", afirmou.
Eduardo Grizenti, cientista político, comparece ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) desta segunda-feira (5). No contexto das eleições de 2026, ele analisa o impacto do processo de “blogueirização dos políticos” e cita Pablo Marçal (PRTB) como um dos pioneiros.
Grizenti compreende que as mídias sociais não substituem o tradicional “corpo a corpo” na política, mas simbolizam um ambiente que “garante mais ganhos com menos riscos”. Além disso, descentralizam os debates políticos.
O melhor exemplo para ilustrar essa questão, segundo o cientista, é a atuação de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024, em São Paulo. O comportamento de Marçal durante debates respingou na forma que os candidatos de 2026 se portaram nas mesmas ocasiões.
“Um dos principais responsáveis, foi o Pablo Marçal, nas eleições de 2024, em São Paulo. Ele usou da gramática e da linguagem da mídia social de forma tão eficaz no debate, que levou a extremos: cadeirada, provocações absurdas…e isso levou, dois anos depois, aos candidatos ficarem com um certo temor da exposição”, afirma.
Com isso, o cientista entende que a presença massiva das mídias digitais e sociais dentro da política acarretou em uma espécie de roteirização no comportamento, em busca do corte viral direcionado para as redes. Em 2026, ele cita a atuação de Renan Santos (Missão) como a mais próxima de Marçal.
“É só observar a reação que tiveram a Renan Santos, que era, entre todos os candidatos, quem mais buscava essa tendência de produzir o corte de impacto", conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, em uma live na noite deste domingo (4), criticou a postura dos eleitores brasileiros, disse acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente, afirmou que não vai apoiar ninguém no segundo turno e previu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser solto em um acordo do novo governo com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Após dizer que as eleições de 2026 foram a “mais estranha” que ele já viu, Renan Santos afirmou que o Brasil está instituindo uma “monarquia bolsonarista”, e chamou de “bandidos” tanto o senador Flávio como o presidente Lula.
“Eu não apoio bandido, e o Flávio Bolsonaro é um bandido e o Lula é um bandido, não recomendo a ninguém que vote neles, mas façam como quiser”, declarou.
Apesar de rejeitar apoio ao candidato do PL, Renan avaliou que Flávio vencerá a disputa pela Presidência.
“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano simplesmente porque não faz diferença”, declarou o o candidato do Missão.
No seu discurso após a apuração, Renan afirmou que Flávio Bolsonaro teve desempenho superior ao do próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e disse que o PL vai construir uma base “colossal” no país.
O candidato também declarou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro” e afirmou que integrantes do MBL que quiserem deixar o grupo para apoiar Bolsonaro não enfrentarão oposição do movimento.
“Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro”, concluiu.
Renan Santos foi o quarto mais votado nas eleições para presidente. O candidato do Missão recebeu 2,6 milhões de votos, ou 2,24% dos votos válidos.
O cantor Frejat, de 64 anos, repudiou o uso da canção 'Bete Balanço' na campanha eleitoral de Renan Santos, candidato à presidência em 2026 pelo Movimento Brasil Livre (MBL).
Por meio das redes sociais, o artista compartilhou uma nota informando não compactuar com as ideias do candidato. O comunicado ainda menciona Cazuza, que também compôs a canção.
"Em meu nome e no de Cazuza manifesto o meu total repúdio à associação da nossa canção "Bete Balanço" à campanha presidencial de Renan Santos. Não compartilhamos com as suas ideias e com o uso contínuo, indevido e desautorizado de nossa música, que demonstra total falta de respeito aos direitos dos autores."
A gravadora Warner Chapell também notificou extrajudicialmente a campanha de Renan Santos (Missão) pelo uso sem autorização da faixa em sua propaganda eleitoral.
A empresa acusa a campanha de descumprir a legislação e afirma que não houve autorização prévia.
De acordo com o site Splash, a notificação extrajudicial foi enviada à campanha no dia 22 de setembro e aponta quatro publicações irregulares. Um dos vídeos nas redes de Renan foi removido pelo próprio Instagram por direitos autorais.
A mais nova rodada da pesquisa PoderData/Aya, divulgada neste sábado (3), revela um cenário de pequena vantagem do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial em primeiro turno, e de empate técnico na simulação de segundo turno.
De acordo com a pesquisa, o presidente Lula cresceu dois pontos em relação ao último levantamento, em 23 de setembro, e alcançou 45% dos votos válidos na simulação de primeiro turno. Como Flávio Bolsonaro cresceu apenas um ponto, Lula estaria com 45% x 43% neste cenário de resultado das urnas do próximo domingo.
Confira abaixo a projeção feita pelo PoderData para o primeiro turno, já em votos válidos, descontadas as escolhas de branco, nulo e quem não escolheu candidato:
Lula (PT) - 45%
Flávio Bolsonaro (PL) - 43%
Augusto Cury (Avante) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 1%
Clariana Barão (DC) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Para o segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro estariam rigorosamente empatados, com 46% cada um. Em relação à última pesquisa, o presidente Lula subiu um ponto na projeção de segundo turno, e Flávio Bolsonaro ficou no mesmo patamar. Em votos válidos, os dois estariam com 50% cada.
O PoderData/Aya mediu também a rejeição dos dois principais candidatos à presidência. Em relação ao presidente Lula, 47% dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”, e o senador do PL tem 46% que marcam a mesma afirmação.
Os resultados desta rodada mostram que a rejeição ao líder petista caiu dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. A taxa passou de 49% para 47%. No caso de Flávio, houve oscilação de um ponto percentual para baixo, de 47% para 46%.
Apesar de ter rejeição maior, o presidente Lula tem mais eleitores certos de votar nele do que em seu adversário. Enquanto 40% dizem ser Lula o único candidato em quem votariam, esse número cai para 38% em relação a Flávio Bolsonaro.
O levantamento PoderData teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 4.000 entrevistas em 786 municípios das 27 unidades da Federação.
A margem de erro da pesquisa é de 1,5 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-03519/2026.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, e a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negaram os pedidos apresentados pelo partido Missão e pelo candidato à Presidência da República Renan Santos para garantir sua participação no debate promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º).
As decisões de ambos os tribunais mantêm a exclusão do candidato do encontro transmitido pela emissora. Ao indeferir o pedido no TSE, o ministro Kassio Nunes Marques destacou que as regras estabelecidas na ata do programa não obrigam a TV Globo a convidar o candidato.
No STF, a ministra Cármen Lúcia determinou o arquivamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) ajuizada pela defesa de Renan Santos. A magistrada enfatizou que o instrumento constitucional visa resguardar a integridade do sistema jurídico em caráter abstrato, não sendo a via adequada para examinar pretensões individuais ou interesses concretos.
Cármen Lúcia destacou ainda que a matéria é de competência estrita da Justiça Eleitoral, onde a demanda já vinha sendo analisada.
"A natureza da arguição de descumprimento de preceito fundamental, instrumento de controle abstrato de constitucionalidade, tem por finalidade, em seu fundamento e em sua essência, guardar e garantir a integridade do sistema jurídico-constitucional, não patrocinar ou examinar interesses particulares específicos e subjetivados na exposição de um fato, interesses concretos e expostos quanto aos efeitos desejados para determinada pessoa física ou jurídica", afirma a ministra.
Conforme as normas pactuadas, a presença é assegurada apenas para concorrentes de partidos ou federações que possuem no mínimo 5 representantes na Câmara dos Deputados — enquanto a sigla Missão possui apenas um parlamentar, o deputado Kim Kataguiri (SP).
A ata do debate previa a possibilidade de convite facultativo para candidatos que atingissem 3% das intenções de voto no levantamento Quaest de 28 de setembro ou no caso de desistência de algum dos convidados.
Embora Renan Santos tenha registrado 3% na pesquisa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha confirmado que não comparecerá ao debate, Nunes Marques entendeu que a regra reserva à emissora a faculdade de convidar, não gerando direito à participação automática.
"Essa circunstância, contudo, não equivale a convite. A regra exposta na ata não assegurou a participação automática do candidato que preenchesse esse requisito, mas reservou à emissora a faculdade de convidá-lo, prevendo expressamente que a Globo poderá, a seu exclusivo critério, fazê-lo", registra o presidente do TSE.
Em decisão anterior relacionada às regras do encontro, Nunes Marques havia acatado o argumento do partido Novo para considerar a bancada atual da legenda na Câmara dos Deputados (cinco deputados), em vez da eleita em 2022 (3), o que viabilizou a presença do candidato Romeu Zema (Novo).
REAÇÃO DE RENAN
Nas petições encaminhadas às duas cortes, os advogados de Renan Santos sustentaram que a exclusão do candidato violaria princípios constitucionais como a isonomia política, o pluralismo, a vedação à manipulação do pleito e a soberania popular. A defesa questionou o fato de a emissora convidar Romeu Zema e ignorar Renan, apontado como terceiro colocado em levantamentos citados pela peça.
"Não é dado à rede Globo convidar o quinto colocado e ignorar o terceiro. Ao fazê-lo, manipula-se o pleito, conspurcando-se contra a soberania popular que é o fundamento da República", afirmou a defesa na ação enviada ao STF.
Confira em vídeo a reação do candidato:
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 1, 2026
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Confira?? pic.twitter.com/Y0F4vuOv38
Junto ao TSE, a sigla alegou que a TV Globo vinha criando uma expectativa de participação ao convidar Renan para compromissos oficiais da cobertura eleitoral, como a sabatina no Jornal Nacional. A defesa anexou cópias de e-mails enviados pela emissora com o calendário de eventos e citou dispositivo da Resolução 23.610/2019 do TSE, segundo o qual não pode haver exclusão de candidato cuja participação seja facultativa após ter sido convidado.
Com o indeferimento das solicitações, estão confirmados no debate da TV Globo os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Após a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, de rejeitar seu pedido para obrigar a TV Globo a chamá-lo ao debate que será realizado na noite desta quinta-feira (1º), o candidato Renan Santos, do partido Missão, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com a mesma intenção.
A ação do partido Missão está sendo relatada pela ministra Cármen Lúcia, que decidirá se atende ou não pedido de Renan Santos de participar do debate da Globo. Após a decisão de Kassio Nunes, o candidato a presidente postou vídeo em suas redes sociais no qual acusa o ministro de envolvimento com o Banco Master e politização em suas decisões.
“Ele inventou uma jurisprudência para colocar o Zema, que é aliado do Flávio. No meu caso, lógico que negou. Kassio Nunes, seu lugar é na cadeia. Você está envolvido até a tampa no caso Master”, afirmou Renan.
No STF, a ação para reverter a decisão de Kassio Nunes é assinada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão), que também é advogado.
“A televisão usa sinal público e os debates servem para que o eleitorado possa fazer suas decisões da melhor forma possível. Uma rede de televisão pode decidir livremente quem serão seus anunciantes, seus jornalistas, etc., mas não pode convidar um candidato que está em 5º lugar em todas as pesquisas”, afirmou o deputado.
Kataguiri elenca em sua petição alguns dos argumentos usados pela defesa de Renan no TSE, que foram refutados por Kassio Nunes. Um deles é o de que as próprias regras apresentadas pela TV Globo ao TSE estabelecem a possibilidade de convite ao próximo candidato mais bem posicionado nas pesquisas caso algum dos participantes obrigatórios desista do debate.
O pedido ao STF alega ainda que a TV Globo teria gerado expectativas no candidato ao convidá-lo para entrevistas, inclusive no Jornal Nacional, além de abrir chance de presença em debates.
Ainda no vídeo que postou na noite desta quarta (30), o presidenciável do Missão acusou Flávio Bolsonaro de ter atuado para impedir sua participação no debate da TV Globo. Renan Santos chamou Flávio de “covarde” e disse que o destino dele não será a eleição, “mas a cadeia”.
“Enquanto você foge de mim como um covarde, um dia eu vou pegar você. E o destino não será um debate. Será a cadeia para você e para todos os teus”, disse Renan Santos, que agendou um protesto na porta da TV Globo, caso não consiga ter sua presença no debate garantida pelo STF.
Em outro momento, durante entrevista à TV Globo, o candidato do Missão fez duras críticas à emissora, por tê-lo deixado de fora do debate. Renan Santos chama a Globo de "antidemocrática", acusa a TV de "canalha" e diz que eles fizeram um "conluio" com o senador Flávio Bolsonaro.
"Vocês estão jogando o jogo do Flávio Bolsonaro. Isso é sujo, é canalha. O jornalismo da Globo não me responde. A Rede Globo é canalha, é suja e está trabalhando para um canalha como Flávio Bolsonaro. É um trabalho imundo que a Rede Globo faz", afirmou.
O debate está marcado para esta quinta, às 21h30. A legislação assegura a participação de candidatos de partidos com pelo menos 5 parlamentares no Congresso Nacional. O convite aos demais é facultativo. Com um deputado federal, Kim Kataguiri, o Missão não alcança esse mínimo.
A mais nova rodada da pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (1º), mostra um cenário de segundo turno em que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) chega a 46% das intenções de voto, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A margem de erro da pesquisa Big Data é de dois pontos percentuais, o que faz com a que disputa em segundo turno seja considerada como empate técnico. Os votos em branco e nulos somam 5%, enquanto 4% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
Na comparação com o levantamento anterior do instituto Big Data, divulgado em 24 de setembro, o presidente Lula manteve o mesmo patamar de 45% das intenções de voto no confronto direto. Já o senador Flávio Bolsonaro subiu um ponto e oscilou de 45% para 46%.
Em relação à simulação de disputa no turno, o presidente Lula segue na liderança, mas com vantagem no limite da margem de erro sobre o seu adversário principal. Confira abaixo como está a disputa em primeiro turno.
Lula (PT): 43%
Flávio Bolsonaro (PL): 39%
Renan Santos (Missão): 4%
Augusto Cury (Avante): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Romeu Zema (Novo): 1%
Outros: 1%
Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 3%
O Instituto Real Time Big Data também questionou os seus entrevistados de forma espontânea sobre quem seria o seu escolhido para presidente da República. A pesquisa espontânea não conta com apresentação de lista de nomes de candidatos. Veja o resultado abaixo:
Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Renan Santos (Missão): 3%
Augusto Cury (Avante): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Outros: 1%
Branco/Nulo: 8%
Não sabe/Não respondeu: 11%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 26 e 30 de setembro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09503/2026.
O candidato Renan Santos, do partido Missão, ingressou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a TV Globo seja obrigada a incluí-lo entre os convidados a participar do debate presidencial que acontecerá nesta quinta-feira (1º). Até às 19h40 desta quarta (30), não houve resposta do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ao pedido do candidato.
A representação de Renan Santos cita decisão tomada pelo ministro Kassio Nunes que determinou à TV Globo que incluísse o candidato Romeu Zema (Novo) entre os convidados ao debate. O ministro atendeu a pedido do partido Novo que citou o cumprimento das regras da Justiça Eleitoral para ter direito à participação neste que será o último debate televisivo antes do primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4).
Renan Santos e seu partido afirmam que as próprias regras apresentadas pela TV Globo ao TSE estabelecem a possibilidade de convite ao próximo candidato mais bem posicionado nas pesquisas caso algum dos participantes obrigatórios desista do debate. O Missão lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que não comparecerá ao evento.
“Registra-se, ainda, que também se faz presente a hipótese de a emissora realizar convite a outro candidato em caso de desistência de um daqueles que possuem participação obrigatória”, afirma o partido.
Além disso, a defesa do partido sustenta que a emissora gerou “legítima expectativa” de participação ao convidar Renan Santos, desde março, para o conjunto de atividades ligadas à cobertura eleitoral, incluindo debates, sabatinas e entrevistas. A representação cita a participação do candidato nas sabatinas promovidas pela GloboNews e pelo Jornal Nacional como exemplo.
Até o momento, estão confirmadas no debate as presenças de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A TV Globo já afirmou que mesmo com a ausência de Lula, as perguntas que eram destinadas a ele serão feitas para uma cadeira vazia.
O Partido Missão ajuizou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede que seja declarada inconstitucional a proibição ao impulsionamento automático, por meio de algoritmos, de propagandas eleitorais nas redes sociais. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8022 foi distribuída ao ministro Flávio Dino.
A proibição foi incluída em 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Resolução 23.610/2019, que dispõe sobre a propaganda eleitoral. Segundo a regra, o alcance das campanhas em plataformas como Facebook, Instagram e TikTok só pode ser ampliado por meio do impulsionamento remunerado, em que o candidato, o partido ou a coligação paga à plataforma para aumentar a exposição do conteúdo.
A medida impede que a circulação da propaganda seja ampliada automaticamente com base no comportamento dos usuários. Nesse caso, algoritmos analisam sinais como interesses e interações e, a partir deles, recomendam ou distribuem gratuitamente o conteúdo a pessoas com maior probabilidade de se interessar por ele.
Segundo o Missão, a proibição reduz de forma significativa o alcance das campanhas e amplia a assimetria entre candidatos desconhecidos e aqueles que já têm uma base consolidada de seguidores. Para o partido, a restrição também prejudica legendas que recebem menos recursos do Fundo Eleitoral.
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) endossou a declaração do presidente do partido na Bahia, Davi Pirajá, que defendeu uma “chacina” contra integrantes de facções criminosas em bairros periféricos de Salvador. A fala ocorreu em vídeo publicado nas redes sociais.
Ao lado de Pirajá e da candidata a deputada estadual Quécia Reis (Missão), Renan afirmou que, caso seja eleito, pretende adotar ações de combate às organizações criminosas no Bairro da Paz e no Planeta dos Macacos. “Nós faremos uma chacina nesses bairros contra os membros das facções criminosas. Vamos passar a rapa neles”, declarou.
Renan também defendeu o fim da progressão de regime para integrantes de organizações criminosas e o cumprimento integral das penas em regime fechado. Segundo ele, criminosos que se entregarem deverão ser julgados e cumprir longas penas de prisão.
A declaração ocorre após Pirajá defender, durante um ato do Missão realizado no domingo (27), a realização de uma “chacina” e de um “banho de sangue” contra membros do Comando Vermelho (CV) em comunidades de Salvador.
ASSISTA:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu um ponto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu um ponto em relação à semana passada na simulação de disputa em segundo turno, e o cenário agora é de vitória do líder petista por 46% a 44%. Foi o que revelou a mais nova rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28).
Apesar da vantagem, a disputa em segundo turno ainda está dentro do cenário de empate técnico, dentro da margem de erro. A mesma situação se dá em uma simulação de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em 46% a 42% para o petista. Já contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula marca 46% contra 41%.
Lula também lidera nas duas outras simulações de segundo turno. Contra Romeu Zema, Lula marca 48% x 39%, e em uma eventual disputa contra Renan Santos (Missão), a vitória é de 48% x 37%.
Já no cenário de disputa em primeiro turno, o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro em relação à pesquisa BTG/Nexus da semana passada. Lula subiu dois pontos percentuais, alcançando 42%, enquanto o senador do PL se manteve em 37%.
Confira abaixo o cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 42%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37%
Augusto Cury (Avante) - 5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Clariana Barão (DC) - 0%
Leonardo Avalanche (PRTB) - 0%
Nenhum/branco/nulo - 3%
Não sabe/não respondeu - 2%
A pesquisa mostra ainda que o senador Flávio Bolsonaro se mantém na liderança no potencial de rejeição verificado atualmente entre os candidatos à Presidência da República. O senador do PL é rejeitado por 51% dos eleitores e o presidente Lula, por 48%.
Entre os entrevistados, 30% afirmam que Flávio é o único em quem votariam e 17% dizem que poderiam votar nele, mas também em outro nome. No caso de Lula, 37% ressaltam que ele é o único em quem votariam, enquanto 13% dizem que poderiam votar nele, mas também em outro.
O levantamento foi encomendado pelo BTG Pactual e realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram ouvidos dois mil eleitores, por telefone, entre os dias 25 de setembro e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
Uma confusão durante um ato político do candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, terminou com a prisão de um apoiador do presidenciável neste domingo (27), em Salvador. O episódio ocorreu em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela.
Durante a manifestação, um influenciador bolsonarista foi ao local para realizar uma gravação. A situação evoluiu para um confronto físico, registrado em imagens que circulam nas redes sociais.
Segundo informações preliminares, o influenciador teria sido agredido por um apoiador de Renan Santos com socos e pontapés. O suspeito foi preso pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
O caso está sendo apurado, e as circunstâncias que antecederam a confusão ainda não foram esclarecidas.
Confira imagens do conflito:
A TV Globo confirmou que promoverá o seu debate dos candidatos a presidente da República no próximo dia 1º de outubro, e convidou apenas os quatro postulantes que, de acordo com a legislação eleitoral, têm direito a serem chamados: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). É obrigatório o convite somente a presidenciáveis de partidos e federações com cinco ou mais parlamentares eleitos em 2022.
A emissora comunicou às assessorias dos candidatos nesta quarta-feira (23) que, se algum dos convidados faltar, eles podem vir a chamar algum substituto. O presidente Lula ainda não confirmou sua presença no debate, assim como Flávio Bolsonaro, que aguarda a decisão do líder petista para saber se comparece ou não.
As faltas de Lula e de Flávio levaram a Record a cancelar o debate marcado para o próximo domingo (27). Os dois melhores colocados nas pesquisas também não foram ao debate da Band, em 23 de agosto, mesmo com a rede de TV remarcando o evento numa tentativa de acomodar a agenda de Lula.
Já Renan Santos, que foi ao debate da Band junto com Caiado e Cury, afirmou em suas redes sociais que fará uma manifestação em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro. Em vídeo, o candidato do partido Missão classificou o episódio como um “desconvite” e disse que transformará em protesto o ato que já planejava realizar na cidade.
“A minha resposta para a Rede Globo é: nosso ato que acontecer no Rio será uma manifestação em frente à Rede Globo. Vamos nos manifestar, vamos fazer barulho porque nossa voz precisa ser ouvida”, afirmou Renan Santos.
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no primeiro e no segundo turno, mostra AtlasIntel
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (23) confirma cenário revelado por outros institutos de uma disputa acirrada e imprevisível para a cadeira presidencial. A 11 dias da eleição, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados tanto nas simulações de primeiro turno quanto no segundo turno.
Na AtlasIntel, Lula aparece com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial, seguido por Flávio Bolsonaro, com 43,4%. Na última pesquisa do instituto, em 17 de setembro, Lula tinha 44,1% das intenções de voto, oscilando agora pouco de mais um ponto percentual para cima, e Flávio havia marcado 41,7%, crescendo dois pontos percentuais.
Veja os números da simulação de 1º turno:
Lula (PT): 45,8% (em 17 de setembro, eram 44,1%)
Flávio Bolsonaro (PL): 43,4% (em 17 de setembro, eram 41,7%)
Renan Santos (Missão): 4,5% (em 17 de setembro, eram 5,1%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 2,1% (em 17 de setembro, eram 3,5%)
Ronaldo Caiado (PSD): 1,3% (em 17 de setembro, era 1,7%)
Romeu Zema (Novo): 0,9% (em 17 de setembro, era 1,1%)
Clariana Barão (DC): 0,4%
Samara (UP): 0,4%
Edmilson Costa (PCB): não pontuou
Rui Costa Pimenta (PCO): não pontuou
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): não pontuou
Voto branco/nulo: 0,7% (em 17 de setembro, era 1,6%)
Não sei: 0,5% (em 17 de setembro, era 0,5%)
A pesquisa também simulou eventuais disputas de segundo turno, todas tendo Lula como adversário. Flávio está numericamente à frente do petista, mas empatado na margem de erro.
Veja os números da simulação de 2º turno:
Lula 47,7% x 47,4% Flávio Bolsonaro
Lula 46,6% x 44% Ronaldo Caiado
Lula 46,5% x 31,2% Renan Santos
Lula 47,6% x 42,2% Romeu Zema
Lula 46,2% x 39,4% Augusto Cury
A pesquisa ouviu 5.015 eleitores com 16 anos ou mais, por recrutamento digital aleatório, em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-04739/2026, foi realizado entre os dias 17 e 22 de setembro.
A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de empate técnico com outros três candidatos nas simulações de disputa em um eventual segundo turno. Lula empata com o senador Flávio Bolsonaro, com o ex-governador Ronaldo Caiado e com o escritor Augusto Cury nesses cenários, segundo a pesquisa.
Em eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente, com 46%, enquanto o senador tem 45%. Do total de entrevistados, 7% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1% não sabem ou não responderam.
Na simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, pelo primeira vez o candidato do PSD marcou o mesmo percentual de 45% verificado por Lula. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o ex-governador, 41%.
Já na disputa contra o escritor Augusto Cury, Lula também aparece com um ponto à frente, a menor distância já verificada entre ambos. Nesta simulação, o atual presidente registra 44%, enquanto Augusto Cury aparece tecnicamente empatado, com 43%.
No cenário contra o candidato do Missão, Renan Santos, o líder petista mantém vantagem além da margem de erro. Em um eventual segundo turno contra Renan, o presidente tem 47% contra 39%.
A vantagem de Lula é um pouco menor em uma simulação contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Nese cenário, Lula tem 47% contra 41% de Zema.
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não tem acesso a uma lista de nomes, o presidente Lula lidera no número de menções, com 40%. Confira abaixo o resultado da simulação espontânea.
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Augusto Cury (Avante) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Outros - 2%
Nenhum/branco/nulo - 6%
Não sabe/não respondeu - 8%
Em relação à disputa em primeiro turno, o presidente Lula segue na liderança, com a mesma quantidade de intenções de voto do cenário espontâneo, 40%. Flávio Bolsonaro mantém os 37% que ele atingiu no levantamento passado.
Veja abaixo o cenário de primeiro turno, de acordo com a pesquisa BTG/Nexus:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37%
Augusto Cury (Avante) - 6%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 4%
Não sabe/não respondeu - 2%
Os demais candidatos ficam com 0% das intenções de voto.
A pesquisa Nexus entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 18 e 20 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00485/2026.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator da representação movida pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) contra o reajuste do programa Bolsa Família, promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na quinta-feira (17), o magistrado havia rejeitado uma ação semelhante do deputado federal Zé Trovão (PL), alegando falta de legitimidade do parlamentar para questionar condutas de candidatos a presidente perante a Corte Eleitoral.
Com a atualização linear concedida pelo governo federal, o valor mínimo do benefício passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média paga às famílias subiu de R$ 691 para R$ 777. Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Renan Santos sustenta que o Executivo tinha conhecimento da defasagem inflacionária desde o início de 2025, mas optou por aplicar a correção na reta final da campanha eleitoral de 2026.
A representação obtida pelo jornal Estadão alega que, para cumprir as regras eleitorais sem configurar uso eleitoreiro, a recomposição deveria ter sido implementada ainda no ano anterior. Também aponta descumprimento da vedação ao uso promocional de bens e serviços custeados pelo poder público, citando publicações sobre o aumento do benefício realizadas pelo presidente em suas redes sociais após a assinatura do decreto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 10 pontos percentuais sobre seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas simulações de primeiro turno, e se distanciou 7,3% do seu oponente no cenário de segundo turno. Foi o que revelou a 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o Instituto MDA.
Na simulação de disputa em primeiro turno, o presidente Lula registra 40,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,4%. Em seguida, aparece Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado, do PSD, com 3%, e Renan Santos, do Missão, com 2,7%. Os demais candidatos registram menos de 2%.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula tem 47,3%, ante 40% de Flávio. A diferença entre os dois é de 7,3 pontos percentuais.
A pesquisa CNT divulgada no mês de agosto mostrava uma distância de nove pontos entre Lula e Flávio. Na simulação atual, brancos e nulos somam 10,2%, e 2,5% estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, o presidente Lula registra 36,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 26,7%. Os indecisos somam 20,8%.
A avaliação negativa do governo federal é de 39,4%, enquanto a positiva registra 33,8%. Outros 25,4% consideram o governo regular.
Outro recorde da pesquisa da CNT revela que, na avaliação pessoal do presidente Lula, 49,7% desaprovam o desempenho dele, enquanto 45,9% aprovam.
O levantamento mostra que 79,8% dos eleitores que indicaram um candidato consideram a decisão definitiva, enquanto 20,2% dizem que ainda podem mudar de escolha. Em agosto, 71,2% afirmavam que a decisão era definitiva.
As respostas dos entrevistados revelam ainda que para 35,5%, o maior receio é a volta de alguém da família Bolsonaro ao governo. Outros 34,7% apontam que seu maior medo é a continuidade do governo Lula.
A 170ª rodada foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06902/2026.
A equipe do candidato à Presidência da República Renan Santos estuda, junto com representantes da sigla no estado, vir à Bahia para uma agenda eleitoral no fim da campanha.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores do grupo, a equipe do candidato ao Planalto estuda que a visita ocorra nos últimos 10 dias da corrida eleitoral, ou seja, entre 23 de setembro e 3 de outubro.
Ainda de acordo com o que foi apurado, a vinda dele deve ser para a capital baiana, Salvador, mas também existe a possibilidade, mesmo que remota, de o candidato ir ao Oeste Baiano, para a cidade de Luís Eduardo Magalhães.
Além do fortalecimento da própria candidatura, Renan também estaria na Bahia para reforçar as candidaturas do grupo no estado, principalmente o nome de Quécia Reis, vista pela cúpula nacional como um dos nomes fortes do grupo fora de São Paulo.
Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato.
Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB.
“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão.
Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra.
“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu dois pontos desde o começo de setembro e chegou a 47% em uma simulação de disputa de segundo turno, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está com 45%. Esse cenário foi revelado nesta quinta-feira (10) pela pesquisa PoderData/Aya, do site Poder360.
A pesquisa fez outras duas simulações de disputas em segundo turno, e o presidente Lula também perde no confronto com o escritor Augusto Cury (Avante). Confira abaixo as simulações:
Flávio Bolsonaro (PL) 47% 45% Lula (PT)
Augusto Cury (Avante) 44% x 43% Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL) 43% x 36% Augusto Cury (Avante)
Na simulação de primeiro turno da pesquisa PoderData/Aya, o presidente Lula tem 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles estão tecnicamente empatados.
Veja o resultado completo do primeiro turno:
Lula (PT) - 38%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Augusto Cury (Avante) - 10%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2%
Pablo Marçal (PRTB) - 2%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 1%
Hertz Dias (PSTU) - 1%
Edmilson Costa (PCB) - 1%
Clariana Barão (DC) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Branco/nulo - 3%
Não sabe - 1%
Em outro recorte, a pesquisa apurou que a rejeição ao presidente Lula chegou a 50% de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”. Já Flávio Bolsonaro tem 45% de eleitores que o rejeitam.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 6 a 9 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram três mil entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-04914/2026.
A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu um ponto desde o último levantamento na simulação de segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu um ponto no mesmo período. Com essa movimentação, Flávio passou a liderar a disputa no segundo turno, vencendo Lula por 46% a 45%.
O resultado mostra uma inversão na liderança nos cenários de primeiro turno, já que, na pesquisa anterior, era Lula quem vencia Flávio Bolsonaro por 46% a 45%. Mas como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, a situação segue considerada como empate técnico.
Também no cenário de primeiro turno o presidente Lula caiu um ponto, embora siga liderando com boa distância do senador Flávio Bolsonaro. A pesquisa BTG/Nexus consolida ainda o crescimento do candidato Augusto Cury, como outras sondagens de diferentes institutos já constataram.
Confira abaixo a simulação de primeiro turno do BTG/Nexus, com e sem o candidato Pablo Marçal, que tem sua candidatura sub judice.
Cenário 1
Lula (PT): 38% (eram 39% em 31 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 0%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%
Cenário 2 (com Pablo Marçal, que está inelegível)
Lula (PT): 39% (eram 37%)
Flávio Bolsonaro (PL): 34% (eram 31%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Pablo Marçal (PRTB): 3% (eram 3%) (inelegível)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3% (eram 3%)
Não sabe/Não respondeu: 1% (eram 2%)
Veja abaixo o resultado da pesquisa espontânea, sem a apresentação de uma lista de nomes ao entrevistado:
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Augusto Cury (Avante): 6%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Outros: 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 11%
Nas simulações de segundo turno, a pesquisa BTG/Nexus traçou cinco cenários, todos eles com Lula contra outros candidatos. Confira abaixo os resultados:
Flávio 46% x 45% Lula
Augusto Cury 45% x 43% Lula
Lula 46% x 43% Ronaldo Caiado
Lula 47% x 40% Romeu Zema
Lula 47% x 39% Renan Santos
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
Na manhã desta segunda-feira (7), Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, liderou um protesto no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O evento teve como foco manifestação a favor da prisão e afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O ato foi uma resposta às recentes revelações sobre as ligações de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Renan criticou a elite política, acusando-a de ser responsável pela deterioração do país e de se conformar com a corrupção e a violência.
Durante seu discurso, o candidato afirmou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) não oferecem soluções viáveis para os problemas do Brasil. Ele descreveu Lula como um potencial governante autoritário de esquerda e Bolsonaro como parte de uma "oligarquia corrupta".
O candidato lançou o "Manifesto pelo Futuro da Nação", um documento que considera o debate político atual uma "farsa" e argumentou que não existe polarização ideológica, mas sim uma aliança entre a direita e a esquerda, ambas dominadas por interesses escusos.
O manifesto apresenta quatro exigências principais: a prisão imediata de Toffoli e Moraes, o afastamento de Andrei Rodrigues da PF, a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República e a continuidade das investigações do caso Master sob a supervisão do ministro André Mendonça.
Além disso, o texto pede a realização de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao escândalo, incluindo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná.
O deputado federal Kim Kataguiri, presente no evento, reforçou a necessidade de compromisso dos demais candidatos em nomear ministros do STF que atuem com independência. Ele criticou a omissão de outros concorrentes em relação ao escândalo financeiro, afirmando que apenas o partido Missão tem a coragem de exigir a prisão de Moraes.
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou a campanha eleitoral do coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) em decisão nesta terça-feira (1º), Renan Santos (Missão), à Presidência da República. Ele havia tido a candidatura suspensa nesta segunda-feira (31).
O magistrado também assegurou o direito de Renan Santos participar de debates transmitidos por rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, além de liberar o repasse e a movimentação de recursos do Fundo Eleitoral para o financiamento das atividades de campanha.
No despacho, Toffoli determinou que as provedoras de redes sociais restabeleçam o funcionamento das páginas e perfis do candidato. A decisão manteve, contudo, a restrição para que as plataformas não utilizem sistemas de recomendação automática nos conteúdos do postulante, além de exigir a guarda cautelar dos registros de acesso.
Em caso de descumprimento da ordem de reativação, o TSE fixou multa diária no valor de R$ 10 mil por hora e por perfil afetado. Na época, o candidato do Missão estava com compromissos de agenda política no estado de São Paulo e recebeu a decisão com profunda insatisfação.
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, e seu vice, Aroldo Medina, ingressaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com mandado de segurança, com pedido de liminar, contra a decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu, nesta segunda-feira (31), parte da campanha da chapa, incluindo propaganda digital, repasses do Fundo Eleitoral e participação em debates, entrevistas e sabatinas.
A defesa afirma que as medidas foram tomadas de ofício, sem contraditório, por suposto atraso na comunicação das redes sociais à Justiça Eleitoral. Os advogados consideram a punição desproporcional e destacam que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) havia se manifestado pelo deferimento dos registros de Renan e Aroldo.
A ação pede a suspensão das medidas e cita Lula, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, que também teriam informado redes sociais após o pedido de registro, para sustentar que houve falta de isonomia na punição ao Missão.
Além de barrar propaganda e debates, Toffoli também determinou a suspensão de perfis e impôs multas. Renan, segundo a defesa, já foi impedido de participar de uma entrevista à revista Veja e seria afetado por outra na Jovem Pan marcada para amanhã.
Assim como já havia sido constatado em outras pesquisas, o novo levantamento do Instituto Real Time Big Data confirmou o crescimento do escritor Augusto Cury (Avante) e sua consolidação como terceiro melhor colocado na disputa presidencial. A pesquisa fez duas simulações de primeiro turno, e Cury alcança 10% com a presença do candidato Pablo Marçal (PRTB) e 11% sem ele na lista.
Segundo o Real Time Big Data, na simulação com a presença de Pablo Marçal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa com 38% das intenções de voto. Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 29%, e na sequência o escritor Augusto Cury, com 10%.
Confira abaixo como ficou a distribuição das intenções de voto entre os candidatos:
Lula (PT) - 38%
Flávio Bolsonaro (PL) - 29%
Augusto Cury (Avante) - 10%
Renan Santos (Missão) - 6%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Pablo Marçal (PRTB) - 3%
Romeu Zema (Novo) - 2%
Outros candidatos - 2%
Nulo/branco - 3%
Não sabe/não respondeu - 3%
Em um segundo cenário testado pelo instituto Big Data, sem a presença do nome de Pablo Marçal, o presidente Lula se mantém com 38%, mas Flávio Bolsonaro aumenta um ponto e chega a 30%. Augusto Cury também melhora seu patamar total, chegando a 11%.
Veja abaixo como ficou a segunda simulação de primeiro turno, sem o nome de Marçal:
Lula - 38%
Flávio Bolsonaro - 30%
Augusto Cury - 11%
Renan Santos - 7%
Ronaldo Caiado - 4%
Romeu Zema - 2%
Outros candidatos - 2%
Brancos/nulos - 3%
Não sabe/não respondeu - 3%
Já na simulação feita pelo instituto para a principal disputa de segundo turno, há um cenário de equilíbrio. A pesquisa Big Data constatou um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, com ambos registrando 44% das intenções de voto. Os eleitores que declaram voto nulo ou em branco somam 9%, enquanto 3% afirmam que não sabem ou preferem não responder.
O Instituto Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03490/2026.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (31), a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF e do TSE, que suspendeu a campanha de Renan Santos, do Missão. O senador afirmou esperar que a candidatura seja restabelecida.
“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O Presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, escreveu Flávio na rede social X.
CONFIRA:
Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura.
O Presidente @jairbolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil! pic.twitter.com/7yTme3GNTB
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 31, 2026
A decisão de Toffoli ocorreu após a identificação de um perfil no Instagram usado pela campanha que não teria sido informado à Justiça Eleitoral dentro do prazo. Além da suspensão da propaganda, o ministro determinou o bloqueio de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proibiu a participação da chapa em debates.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta segunda-feira (31), a candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República.
A decisão foi confirmada ao Bahia Notícias por Ricardo Almeida, porta-voz e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). Ele também anunciou que Renan deve convocar uma coletiva para as 17h desta segunda-feira (31) para falar sobre a decisão.
A suspensão atinge atos de campanha na internet, repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.
Segundo o ministro Dias Toffoli, relator do processo, a suspensão da candidatura de Renan aconteceu por falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens usados na campanha. A regra também prevê que perfis já existentes sejam informados no momento do registro e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.
O futebol brasileiro entrou no debate sobre as contas públicas do país. Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos citou Palmeiras e Flamengo como exemplos de gestão financeira que, segundo ele, deveriam ser seguidos pelo Brasil. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (26), durante sabatina realizada pela TV Globo.
A comparação surgiu quando Renan foi questionado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli sobre suas propostas para conter o crescimento da dívida pública. O candidato defendeu uma combinação de corte de gastos e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Para explicar a proposta de maneira mais simples, Renan recorreu ao futebol e colocou Palmeiras e Flamengo como exemplos positivos de reorganização financeira.
"As medidas que Palmeiras e Flamengo adotaram para salvar esses times da quebradeira têm que ser adotadas para o Brasil sobreviver", explicou.
Na sequência, Renan fez o contraponto utilizando outros clubes brasileiros. O candidato citou São Paulo, Corinthians e Vasco como exemplos de equipes que, na avaliação dele, não fizeram os ajustes necessários e acabaram acumulando problemas financeiros.
A presença do futebol na resposta ganhou um momento inusitado. Ao mencionar Palmeiras e Flamengo, Renan lembrou que a própria Globo transmitiria, posteriormente, o confronto entre Palmeiras e Santos pela Copa do Brasil.
"E já, já tem jogo do Palmeiras aqui na Globo, continue assistindo", brincou.
Renan Santos, candidato a Presidente da República pelo Missão, diz que o Brasil deveria fazer que nem FLAMENGO e PALMEIRAS para se reorganizar economicamente.
— DataFut (@DataFutebol) August 26, 2026
Ele diz ainda que clubes que não fizeram isso, como São Paulo, Corinthians e Vasco, quebraram. pic.twitter.com/7WZE3nLUN0
Renan defendeu ainda mudanças na estrutura dos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência. Segundo o candidato, o objetivo seria economizar R$ 1,1 trilhão em cinco anos com um conjunto de reformas e desacelerar o crescimento da dívida.
A participação aconteceu dentro da série de sabatinas da Globo com candidatos à Presidência da República. Renan foi o terceiro entrevistado, depois de Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Um dia depois da realização do debate da TV Bandeirantes, na noite do último domingo (23), que contou com a presença de apenas três dos seis presidenciáveis convidados, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) apresentou um projeto de lei para tornar obrigatório o comparecimento de candidatos a cargos majoritários. O projeto obriga candidatos a cargos majoritários a participarem de debates eleitorais transmitidos por emissoras de rádio e televisão, sob pena de punições a quem faltar sem apresentar justificativa.
No debate realizado pela Band, participaram apenas os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) decidiram não comparecer.
O texto do projeto de lei 5.147/2026 afirma que a obrigação de comparecimento aos debates alcançaria candidatos de partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. Pela legislação eleitoral, esses candidatos possuem participação assegurada em debates pela legislação eleitoral.
Kim Kataguiri também colocou em seu projeto que o candidato precisaria ser convidado pela emissora com pelo menos 72 horas de antecedência. A ausência seria permitida mediante justificativa fundamentada, e sem explicações convincentes, seriam aplicadas as punições previstas no projeto.
O projeto altera o artigo 46 da Lei das Eleições, que estabelece regras para a realização de debates no rádio e na televisão. A proposta acrescenta dispositivos para tornar obrigatório o comparecimento de candidatos, e uma das sanções previstas para a recusa em participar é a redução de 15% do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para cada debate ao qual o candidato deixar de comparecer sem justificativa.
Outro ponto da proposta é a redução de 15% nos valores correspondentes ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ao Fundo Partidário destinados à legenda a cada ausência injustificada pelo candidato a cargos majoritários.
A primeira-dama Janja e o candidato a presidente Renan Santos, do partido Missão, trocaram acusações nesse começo de semana após o debate presidencial realizado no último domingo (23) pela TV Bandeirantes. Enquanto Janja repudiou falas de Renan Santos direcionadas a ela, classificando-as de pessoais, depreciativas e misóginas, o candidato do Missão rebateu, contestou as acusações e disse que fez uma crítica política a uma figura pública.
Durante o debate na Band, Renan Santos criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou a primeira-dama:
“O Lula, coitado, tem que ficar lá com aquela Janja. Era mais fácil ter vindo no debate, ele ia ter companhias melhores”, disse o candidato. Posteriormente, Renan declarou: “Ou está bêbado ou está com a Janja. Melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”
Em nota enviada à Band, a primeira-dama acusou o candidato do Missão de misoginia e defendeu que situações como essa não podem ser normalizadas. Ainda na nota, ela afirma que episódios como esse não seriam casos isolados, ao mencionar que o político já esteve envolvido em declarações de violência contra mulheres.
“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de 'pena' está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta de misoginia para atacar um adversário político”, diz um trecho da nota de Janja.
Já o candidato Renan Santos publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo ser um pronunciamento oficial em resposta ao que chamou de “ataque” de Janja. Renan Santos afirmou que, em uma democracia, “não deve ser errado apontar que pessoas assim são ruins, sejam elas homens ou mulheres”.
O candidato também acusou a primeira-dama de agir como uma “espécie de rainha louca” e “deslumbrada”. Renan disse que, se Janja “se sentiu tão ofendida”, deveria enviar Lula para o próximo debate presidencial.
“Assim, ele vai poder defender a honra dele e vai poder explicar para mim porque você é uma boa companhia”, desafiou.
Foi transmitido na noite deste domingo (23), o debate presidencial da emissora Bandeirantes, com a presença de apenas três dos seis candidatos convidados. Participaram da agenda os presidenciáveis Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que destacaram, em todos os blocos, a ausência dos opositores Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Horas antes da transmissão ao vivo, o debate foi marcado por um anúncio de desistência de Augusto Cury. Minutos depois, após falar com a imprensa no lado de fora dos estúdios da emissora, o candidato voltou atrás e disse que iria participar.
Dividido em três blocos, o debate foi iniciado pelo candidato Renan Santos que respondeu uma questão sobre segurança pública e se referiu a Lula e Flávio Bolsonaro como “covardes e canalhas”. Em diversos momentos, o presidente do partido Missão, vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), reiterou as críticas aos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.
Com relação ao presidente Lula, ele chegou a afirmar que “tirando o eleitor que está no Bolsa Família, que ainda acredita que o Lula é a única fonte de comida dele, de maneira errônea, o leitor responde que apoia esse cara está sendo canalha”, ao se referir aos eleitores Lulistas.
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Foto: Reprodução / TV Bandeirantes
Augusto Cury chegou a responder a fala de Renan e afirmou: “Você tem um nível de agressividade que me assombra”, responde Cury. “As ideias podem ter fundamento, mas agressividade asfixia a capacidade das pessoas terem as suas próprias opiniões. Nós estamos numa democracia”, disse ele.
Entre os destaques da participação de Caiado, está a fala em defesa da integridade dos candidatos à presidência, em crítica direta a Lula e Flávio Bolsonaro. “Você nunca viu nada que atingisse a minha honra. Vocês nunca me viram em rachadinha e Petrolão, em caso Master ou Vorcaro, vocês sempre me viram como médico, cirurgião que eu sou”, afirma.
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Foto: Reprodução / TV Bandeirantes
“Se esses dois não têm coragem de vir a um debate, se eles não têm coragem de explicar todos os escândalos em que eles estão envolvidos, você ao invés de refletir melhor, os mantêm em patamar de ir a um segundo turno?”, afirma em sua última manifestação ao vivo.
Durante a transmissão da TV Bandeirantes, os candidatos presentes ainda trouxeram à tona a entrevista de Lula na TV Record, em horário simultâneo ao debate.

Foto: Reprodução / TV Record
Na entrevista de 20 minutos, transmitida durante o debate, Lula respondeu a perguntas sobre sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre segurança pública, violência contra a mulher, sobre economia e sobre as investigações contra o filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
"Se alguém está agindo de forma equivocada, esse alguém vai ter que ser investigado", afirmou o presidente.
O presidenciável Renan Santos, do Missão, lidera com folga a lista dos candidatos que buscam arrecadar doações por meio de vaquinhas virtuais na internet. Até a manhã desta quinta-feira (20), Renan Santos já arrecadou R$ 1.250.380 por meio de doações de mais de 20 mil pessoas que acessaram a sua vaquinha virtual na plataforma de financiamento coletivo Queroapoiar.
Renan Santos já arrecadou até o momento 88,23% da meta de R$ 1,41 milhão estabelecida por sua campanha. O valor representa cerca de 38% dos R$ 3,3 milhões que o seu partido, o Missão, receberá do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nestas eleições de 2026.
Na segunda posição do ranking de candidatos que mais receberam recursos de vaquinhas virtuais está o deputado federal Marcel van Hattem, que concorre ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Van Hattem já arrecadou R$ 723.843, que representa 72,3% da meta de R$ 1 milhão que ele pretende arrecadar.
Entre os candidatos a presidente, a segunda colocada no ranking da plataforma queroapoiar é Samara Martins, da Unidade Popular. A candidata arrecadou R$ 80,9 mil, ou 80% do total de R$ 100 mil que ela estimou conseguir de doações.
Samara está à frente de candidatos que são pesos pesados das redes sociais, como a deputada Erika Hilton (Psol), que arrecadou R$ 71,4 mil. A presidenciável da UP também conseguiu mais recursos do que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos políticos mais influentes do país em redes sociais. Nikolas arrecadou até o momento a quantia de R$ 63,7 mil, ou 6,37% de R$ 1 milhão colocado como meta.
Ao participar, nesta terça-feira (18), Encontro com os Presidenciáveis, promovido pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília, o candidato a presidente Augusto Cury, do Avante, defendeu um mandato fixo para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Cury, os ministros só poderiam permanecer por oito anos no cargo.
“Os Poderes devem ter igualdade, mas o STF tem tido um poder que já é quase um superpoder, não apenas como guardião da Constituição, mas legislando”, disse o candidato, reforçando que o STF tem exercido funções que extrapolam sua atribuição constitucional.
“O STF deveria ter um limite de vitaliciedade”, defendeu. “Um ministro, por exemplo, entra com 40, 41 anos e fica mais 34 anos. 8 anos e depois vai embora. Não pode ficar a vida inteira no Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
O encontro realizado pela UNECS reuniu, além de Augusto Cury, os candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Alfredo Gaspar (PL), representando Flávio Bolsonaro. A UNECS é formada por oito entidades representativas dos setores de comércio e serviços, que atuam na defesa de pautas de interesse do comércio, dos serviços e do empreendedorismo no país.
Na sua participação, Augusto Cury também defendeu alterações no processo de indicação dos integrantes do STF. Para o candidato, magistrados de carreira seriam indicados pelas associações de juízes, representantes do Ministério Público pelo próprio MP e advogados pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Em todos os casos, a escolha teria que continuar sendo chancelada pelo Senado.
“Na minha opinião, não deveria ser escolhido mais pelo presidente, para não ter interferência política. Os magistrados de carreira seriam escolhidos pelas próprias classes, pelas associações de juízes; representantes do Ministério Público, pelo Ministério Público; e, no caso de um advogado, a escolha seria da OAB, sempre com a chancela do Senado”, explicou o candidato.
Renan Santos classifica fim da escala 6x1 como 'maluquice' e defende extinção da Justiça do Trabalho
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), defendeu nesta terça-feira (18) o encerramento das atividades da Justiça do Trabalho e criticou a articulação pelo fim da escala de trabalho seis por um, classificando a proposta como "maluquice."
As declarações foram feitas durante uma sabatina promovida pela União Nacional de Entidades dos Setores de Comércio e Serviços (Unecs) com representantes do setor produtivo.
Durante o evento, o fundador do MBL afirmou que o Congresso Nacional se acovardou diante do governo federal e do projeto de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL). De acordo com o candidato, a alteração na jornada de trabalho provocaria a "quebradeira da economia" e será descartada em um eventual governo sob sua gestão.
Ao abordar a legislação trabalhista, Renan avaliou o modelo atual como anacrônico e sustentou que a estrutura vigente coloca empregados e empregadores em situação de confronto, afirmando que empresários chegam a ser tratados como "bandidos" no âmbito trabalhista.
No mesmo discurso, o candidato também teceu críticas aos seus adversários na corrida presidencial. Ele declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "precisa se aposentar" e afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "não sabe o que está fazendo."
A equipe do candidato à O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirma ter sido alvo de uma ameaça de morte relacionada ao ato de largada de sua campanha, marcado para este domingo (16) em São Paulo. A mensagem foi publicada em uma rede social por um usuário anônimo, e a denúncia foi encaminhada às autoridades, segundo a campanha.
De acordo com o candidato, o autor da ameaça afirmou que atacaria Renan durante o ato, previsto para o Largo São Francisco, na região central da capital paulista. A mensagem foi postada em um fórum on-line e depois apagada. A equipe de Renan disse ter recebido o conteúdo por e-mail, na forma de uma denúncia.
Renan afirmou que já vinha sendo alvo de ameaças, mas classificou esta como mais séria. "Eu venho recebendo ameaças, e é recorrente. A gente encaminha para a Polícia Federal, entra em contato com as autoridades, mas essa é a primeira mensagem em que todos os fundamentos de um eventual atentado estão dados", disse.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que recebeu e-mails do Missão, partido liderado por Renan Santos – também presidenciável –, sobre sua filiação à sigla, mas achou que eram spam. A informação foi dada pelo herdeiro de Jair Bolsonaro em uma live realizada nesta quinta-feira (13), em que apresentou seu plano de governo.
“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. É porque como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que são spam, né?”, diz o senador. Na live, ele mostra os registros dos emails impressos em que, segundo ele, o partido cobrava um pagamento em dez dias que não foi feito.
“São centenas de e-mails por dia. Além de fraudarem a minha filiação, ainda estavam me cobrando’, afirmou.
Ainda na tarde desta quinta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu a filiação de Flávio Bolsonaro ao PL. Na decisão, foi determinado que o vínculo de Flávio com o PL seja considerado desde 30 de novembro de 2021, data de sua filiação original, e ordenada a exclusão do registro que o vinculou ao Missão.
Na live, ele diz ter sido alvo de uma fraude. “Vocês acompanharam hoje que teve uma fraude na minha filiação partidária. Tentaram, me aliaram, na verdade, ilegalmente a outro partido. Assim, e só para informar para todo mundo, na verdade estava checando, porque houve mais uma mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar, o que é mentira, obviamente”, afirma.
No Instagram, Flávio escreveu que tem “muito partido que não tem presidencial com voto e que está desesperado querendo minha filiação”. Ele pontuou que, se ganhar as eleições, o Brasil vai vencer. “Meu governo vai ser bom até para quem não é de direita, não precisa fraudar nada para tentar me ‘roubar’ do PL”, disse no post.
Até as 10h50 da manhã desta sexta-feira (14), já eram oito os candidatos a presidente da República que registraram formalmente sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra oficialmente às 23h59 deste sábado, 15 de agosto.
A lista dos candidatos registrados para a disputa presidencial já conta com a inscrição do senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve seu nome indevidamente filiado ao partido Missão. Após intervenção do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, que determinou nesta quinta (13) o restabelecimento da filiação dele ao PL e a exclusão do vínculo com o partido Missão, a equipe de campanha do senador registrou a candidatura.
Além de Flávio Bolsonaro, já foram registradas as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo PT; do escritor Augusto Cury, pelo Avante; de Hertz Dias, pelo PSTU; de Renan Santos, pelo Missão; de Samara Martins, pela UP; do Veterinário Wilson Grassi, pelo Democrata; e de Romeu Zema, pelo Novo.
O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, até o momento não registrou sua candidatura presidencial. Outros nomes que vinham apresentando sua disposição em se candidatar, como Clariana Barão, da Democracia Cristã (DC), também não fizeram ainda seu registro oficial.
Ao registrar oficialmente sua candidatura, o candidato precisa declarar uma lista de bens e o valor total de suas posses. Entre os oito nomes que se registraram como candidatos a presidente, o mais rico de todos é o escritor e psiquiatra Augusto Cury, com uma fortuna declarada de R$ 242 milhões.
Confira abaixo a lista do total de bens dos candidatos a presidente, por ordem alfabética:
Augusto Cury - R$ 242,2 milhões
Flávio Bolsonaro - R$ 8,1 milhões
Hertz Dias - sem bens a declarar
Lula - 4,7 milhões
Renan Santos - R$ 795 mil
Samara Martins - R$ 33 mil
Veterinário Wilson Grassi - R$ 50 milhões
Romeu Zema - R$ 178,7 milhões
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu dois pontos percentuais desde o final de julho e chegou a 45% nas simulações de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o líder petista manteve os mesmos 46% do levantamento anterior, e com isso a distância dele para o candidato do PL caiu de três para apenas um ponto percentual, o que configura cenário de empate técnico.
Os números foram apurados na mais nova rodada da pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento, que havia obtido um resultado de 46%x43% a favor de Lula em 29 de julho, chegou agora a um placar de 46%x45% na nova pesquisa.
O PoderDataq/Aya também fez simulações de disputas do presidente Lula com outros candidatos. Os cenários de segundo turno foram os seguintes:
Lula (PT) 46% x 37% Renan Santos (Missão)
Lula (PT) 45% x 43% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 45% x 44% Ronaldo Caiado (PSD)
Na simulação de 1º turno da pesquisa PoderData/Aya, Lula lidera com 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 35%. Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 4% cada um.
O ex-governador Romeu Zema e o escritor Augusto Cury (Avante) somam 3% cada. Também pontuam Clariana Barão (Democracia Cristã), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO), cada um com 1% das intenções de voto. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, e 2% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 9 a 12 de agosto de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 658 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-06868/2026.
A mais nova rodada da pesquisa presidencial da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, divulgada nesta terça-feira (11), revelou um cenário de total estabilidade na simulação de primeiro turno em relação ao levantamento feito em junho, e algumas pequenas mudanças na disputa de segundo turno entre os principais adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em relação ao primeiro turno, a CNT/MDA apurou números praticamente iguais dos candidatos Lula e Flávio, com o líder petista vendo sua diferença reduzir de 14 pontos percentuais para 13. Já no segundo turno, na simulação de disputa contra o senador, a diferença entre os dois, que era de 12 pontos em junho, caiu para nove neste novo levantamento.
Para o segundo turno, foram apresentadas pela CNT/MDA cinco simulações de disputas, todas elas com Lula contra outros adversários. Lula segue vencendo todos os outros candidatos, com margens mais ou menos parecidas.
Resultado da pesquisa espontânea:
Lula (PT) - 35,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 22,4%
Jair Bolsonaro (PL) - 2,0%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1,3%
Renan Santos (Missão) - 0,7%
Outros - 1%
Branco/nulo - 6,5%
Indeciso - 30,7%
Rejeição espontânea
Lula - 42,1%
Flávio Bolsonaro - 39,8%
Ronaldo Caiado - 2,3%
Romeu Zema - 2,2%
Renan Santos - 1,5%
Rejeita todos - 0,8%
Não rejeita nenhum - 8,7%
Não sabe/não respondeu - 11,5%
Simulação de cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 42,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28,7%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,0%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Renan Santos (Missão) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 1,6%
Augusto Cury (Avante) - 1,2%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,9%
Outros - 0,9%
Branco/nulo - 6,8%
Indeciso - 7,2%
Cenários de segundo turno:
Lula (PT) 48,0% x 39,1% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 49,1% x 34,9% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 47,9% x 35,9% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 48,5% x 33,0% Renan Santos (Missão)
Lula (PT) 48,6% x 32,4% Augusto Cury (Avante)
Medição do potencial de voto dos dois principais candidatos.
Lula:
Votaria nele com certeza - 40,5%
Poderia votar - 12,1%
Não votaria - 46,2%
Não conhece - 0,3%
Flávio Bolsonaro:
Votaria nele com certeza - 26,0%
Poderia votar - 16,1%
Não votaria - 54,5%
Não conhece - 2,5%
Realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA, a pesquisa teve 2002 entrevistas entre 5 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06935/2026.
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 795 mil. Empresário, ele disputa uma eleição pela primeira vez, o que impede a comparação do valor com registros anteriores.
Segundo a declaração, Renan tem R$ 100 mil em cotas de capital, R$ 119,7 mil em participações societárias em empresas e R$ 275,3 mil em um bem relacionado ao exercício de atividade autônoma. O empresário informou ainda R$ 300 mil em créditos ou poupança.
O Missão lançou a candidatura no último sábado. No discurso de lançamento, Renan criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidatos ao Planalto, e chegou a defender "matar quem roubar".
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (5), em entrevista à GloboNews, que não cumpriria decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) caso a considerasse ilegal. “Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, decisão ilegal não se cumpre. Ponto”, declarou.
Em seguida, Renan afirmou que não obedeceria uma decisão monocrática que, segundo sua avaliação, interferisse nas atribuições do Legislativo ou do Executivo. Ele afirmou que a análise sobre a legalidade deveria seguir os parâmetros estabelecidos pela Constituição. “Eu serei um presidente, não um boneco”, afirmou.
“Aí vem uma DPE, alguém entra lá no STF, a Rede Sustentabilidade entra, aí vem decisão: 'Ah não pode por não sei o quê'. Vai vir uma decisão monocrática. Eu não vou cumprir uma decisão monocrática. [...] Lógico que eu vou discutir junto ao STF. Eu não vou cumprir imediatamente uma decisão que é ilegal. Eu não vou cumprir. É errado isso. Eu tenho que cumprir meu papel de presidente”, disse.
A declaração ocorre um dia após o candidato defender, durante a Sabatina OA!/G4, que o STF deixe de ser responsável pelo julgamento de políticos que possuem foro privilegiado, como deputados e senadores. O presidente do Missão propôs a criação de um tribunal específico para analisar crimes cometidos por autoridades atualmente julgadas pelo Supremo.
A mudança, segundo ele, seria feita por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). “Uma corte montada provavelmente com desembargadores nomeados por dois anos, para poder andar com essa agenda, e assim nós vamos retirando de maneira democrática e republicana esse superpoder do STF”, declarou.
O candidato também defendeu a redução dos poderes individuais dos ministros. Na avaliação dele, o Supremo deveria se restringir ao cumprimento de suas atribuições constitucionais.
O presidente Luiz Inácio Lula manteve a distância que abriu para o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue liderando a disputa nas simulações de primeiro e segundo turno acima da margem de erro. Foi o que mostrou o novo levantamento nacional do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgado nesta quarta-feira (5).
No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 43% das intenções de voto. Lula está com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), que somou 35%.
Veja abaixo os números do primeiro turno:
Lula (PT): 43,0%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
Renan Santos (Missão): 4,7%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Augusto Cury (Avante): 1,7%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
Samara Martins (UP): 0,3%
Edmilson Costa (PCB): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,0%
Não sabe: 4,0%
A pesquisa Meio/Ideia ainda tinha incluído nesse levantamento o nome do candidato Cabo Daciolo, que, entretanto, não teve sua postulação efetivada por seu partido, o Mobiliza. Todos os outros nomes já foram ratificados nas convenções dos seus partidos.
O instituto Ideia também fez uma pesquisa espontânea, quando os entrevistados anunciam sua preferência sem que seja apresentada uma lista de nomes. O presidente Lula possui uma vantagem de 11,4% nessa simulação. Confira abaixo:
Lula (PT): 34,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 23,0%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Renan Santos (Missão): 2,5%
Romeu Zema (Novo): 1,5%
Jair Bolsonaro (PL): 1,0%
Augusto Cury (Avante): 0,6%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,3%
Marina Silva (Rede): 0,1%
Outros: 0,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 4,5%
Não sabe: 27,7%
Já nos cenários de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia apresentou quatro cenários de disputas de segundo turno, todos com a presença de Lula. Veja abaixo como responderam os entrevistados da pesquisa:
Lula (PT) 48,5% x 43,0% Flávio Bolsonaro (PL)
Branco/Nulo: 4,0%
Não sabe: 4,5%
Lula (PT) 48,0% x 34,7% Renan Santos (Missão)
Branco/Nulo: 10,3%
Não sabe: 6,9%
Lula (PT) 48,5% x 37,0% Romeu Zema (Novo)
Branco/Nulo: 8,5%
Não sabe: 6,0%
Lula (PT) 48,5% x 40,0% Ronaldo Caiado (PSD)
Branco/Nulo: 7,0%
Não sabe: 4,5%
O Instituto Meio perguntou ainda aos seus entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum para presidente. Confira como ficou o percentual de rejeição dos candidatos:
Flávio Bolsonaro (PL): 48,0%
Lula (PT): 47,4%
Romeu Zema (Novo): 14,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 13,9%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 13,7%
Renan Santos (Missão): 13,5%
Rui Costa Pimenta (PCO): 12,9%
Samara Martins (UP): 10,7%
Hertz Dias (PSTU): 10,1%
Augusto Cury (Avante): 9,9%
Edmilson Costa (PCB): 9,8%
Não rejeita ninguém: 1,3%
Não sabe: 2,9%
A pesquisa Meio/Ideia contou com 1.500 entrevistados entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04579/2026.
Com a decisão do partido Mobiliza de não oficializar a candidatura do ex-deputado Cabo Daciolo, até esta terça-feira (4) são 12 os postulantes a presidente que tiveram os seus nomes chancelados nas convenções partidárias. A conta final de presidenciáveis ainda deve aumentar, já que o partido DC (Democracia Cristã) fará convenção nesta quarta (5) e lançará a advogada Clariana Barão como candidata.
O DC fará sua convenção no último dia permitido pela Justiça Eleitoral para a realização dos encontros partidários. Caso se confirme a candidatura da matogrossense Clariana Barão, a disputa de 2026 terá 13 postulantes, dois a mais do que os 11 que se candidataram em 2022, e a mesma quantidade observada na eleição de 2018.
Dos 12 nomes colocados para a disputa até o momento, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na disputa de 2022. Ronaldo Caiado e Rui Costa Pimenta já foram candidatos a presidente em outras eleições, mas não participaram do último pleito.
Confira abaixo quem são os 12 candidatos que tiveram seus nomes confirmados até esta terça (4):
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, aos 80 anos tentará um quarto mandato. Teve seu nome oficializado no último fim de semana, em convenção nacional do PT. Terá como candidato a vice Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022.
Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 45 anos e foi deputado estadual por diversos mandatos. A sua candidatura foi oficializada em 25 de julho, mas até o momento, ainda não conseguiu definir quem será o vice-presidente na sua chapa.
Ronaldo Caiado (PSD): aos 76 anos, o ex-governador de Goiás é o segundo mais velho na lista de candidatos, e tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que foi oficializada em convenção nacional do partido no dia 26 de julho, na cidade de São Paulo.
Renan Santos (Missão): o ativista político de 42 anos, criador e presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), é estreante na política. Junto com o deputado federal Kim Kataguiri e outros membros do MBL, fundou o Missão, o mais novo partido a receber registro do TSE. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina, que teve o nome confirmado em um evento no último dia 1º de agosto, em São Paulo.
Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, aos 61 anos de idade parte para sua primeira candidatura a presidente, que foi confirmada em convenção do partido realizada virtualmente no dia 27 de julho. Zema anunciou newsta terça (4) o nome do senador Eduardo Girão (CE) como seu candidato a vice. Girão também é do Novo.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, professor e escritor no segmento de autoajuda, tem 61 anos e está estreando na política. Coloca a educação como sua bandeira principal. A candidatura foi homologada em evento nesta segunda (3), em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Cury ainda não definiu quem será o seu vice.
Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, Samara, que tem 38 anos, é uma das únicas mulheres na disputa, e definiu a guarda-portuária Raquel Brício, do seu partido, como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.
Rui Costa Pimenta (PCO): jornalista, escritor e dirigente político, aos 68 anos, atua na militância de esquerda desde a década de 1970 e é presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), fundado em 1995. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis, sindicais e de organizações políticas voltadas ao socialismo.
Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político de 37 anos teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será sua candidata a vice, formando mais uma chapa pura.
Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa presidencial em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos, também do Partido Comunista Brasileiro.
Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, o rapper e ativista do movimento negro, com 55 anos de idade,, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.
Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson, de 56 anos, teve sua candidatura confirmada no último domingo (2), durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008 como Partido da Mulher Brasileira, lança um nome próprio para concorrer a presidente.
O presidente Lula é o único candidato que, até o momento, conseguiu reunir outros partidos em sua coligação. Além do seu partido, o PT, Lula terá, na sua coligação, a presença do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Verde (PV), do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade.
A mais nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a disputa presidencial, divulgada nesta quarta-feira (29), mostrou um cenário de estabilidade, com os dois principais adversários oscilando pouco em relação ao levantamento anterior, de junho. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula registrou 44,9% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro com 35,8%. Na rodada anterior, o líder petista tinha 46,3% e o senador do PL, 36,6%. Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Atlas/Bloomberg.
Lula (PT) - 44,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,8%
Renan Santos (Missão) - 7,8%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3,1%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 2,1%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,1%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Brancos/nulos - 0,6%
Não sei - 1%
Também no cenário de segundo turno há estabilidade nos números em relação ao levantamento anterior da Atlas/Bloomberg. Nos números de julho, o presidente Lula alcançou 49,2% das intenções de voto contra 42,9% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença é de 6,3% percentuais a favor do atual presidente.
Tanto Lula como Flávio oscilaram dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. Na pesquisa Atlas/Bloomberg do mês passado, Lula tinha 48,8% contra 42,3% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pesquisa também indica vitória de Lula contra todos os outros candidatos testados em cenários de segundo turno. Confira abaixo as simulações de segundo turno:
Lula 49,2% x 42,9% Flávio Bolsonaro
Lula 48,2% x 38,9% Ronaldo Caiado
Lula 48,6% x 39,6% Romeu Zema
Lula 47,6% x 30,2% Renan Santos
Lula 48,8% x 42,5% Michelle Bolsonaro
A pesquisa Atlas/Bloomberg também questionou os brasileiros sobre quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. O mais rejeitado é o senador Flávio Bolsonaro, com 52,9%. O presidente Lula é o segundo da lista, com 49,4%.
Na sequência, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 42,6% de rejeição, Michelle Bolsonaro, com 39,2% e Renan Santos, citado por 38% dos entrevistados. A rejeição a Zema é de 37,7%, seguido de Caiado, com 33,3% e Fernando Haddad (PT), com 32,6%.
A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.021 eleitores por meio de questionário aplicado pela internet entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08602/2026.
O PT e a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão envolvidos nos últimos dias em discussões internas sobre a participação do líder petista nos debates com outros candidatos. O primeiro debate televisivo com candidatos a presidente já está marcado para o dia 16 agosto, pela Band, e no momento as maiores chances são de que Lula não compareça.
Para este primeiro debate já programado pelo Band, a ausência do presidente Lula não aconteceria por estratégia política para evitar ataques dos adversários. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, dirigentes do PT alegam que no dia 16 de agosto acontecerá o primeiro ato oficial da campanha de reeleição de Lula, em um megaevento no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
“Não há a menor condição de adiarmos esse evento. E também não há condição de o Lula ir a um debate à noite após passar o dia ali no estádio”, disse um dirigente petista ao colunista do Globo.
Assim como o presidente Lula pode faltar a debates para evitar ataques dos demais candidatos, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também analisa a conveniência de marcar presença nesses encontros sem a participação do seu principal adversário.
De acordo com o site da revista Veja, membros da campanha de Flávio Bolsonaro afirmam que ele garante presença nas mesmas ocasiões em que Lula comparecer, e a eventual ausência do presidente da República deixa incerta a ida do senador do PL aos debates.
Pessoas da campanha de Flávio ouvidos pela Veja avaliam que a presença dele nos debates só se justifica pelo embate direto com Lula. Sem a presença do presidente, Flávio Bolsonaro automaticamente se tornaria o principal alvo dos demais presidenciáveis.
Apesar dos temores das equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro, as regras e o formato dos debates que estão sendo programados eliminam a maior parte dos atuais candidatos a presidente. A Band e as demais emissoras restringem a participação nos debates aos candidatos cujos partidos possuam representação mínima no Congresso Nacional.
Da lista atual de postulantes à cadeira presidencial, apenas seis atendem aos requisitos das emissoras para participar dos debates: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Os demais nomes pertencem a partidos que não possuem qualquer deputado federal em suas fileiras. São eles: Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Leonardo Avalanche (PRTB) e Joaquim Barbosa (DC).
Dessa lista atual de 13 postulantes à presidência, apenas Renan Santos (Missão) já teve seu nome oficializado por seu partido. Os demais ainda terão que ter sua candidatura submetida à convenção nacional e alguns deles ainda podem desistir da candidatura.
Nesta segunda-feira (20), data que marca o primeiro dia do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, a disputa presidencial de 2026 já tem o seu primeiro candidato oficial. O partido Missão realizou uma convenção em formato online e oficializou o nome de Renan Santos como seu candidato a presidente.
O partido havia programado a oficialização do nome de seu candidato para o dia 1º de agosto, em uma convenção nacional que seria realizada na cidade de São Paulo. Alegando motivos de segurança e ameaças recebidas de facções criminosas, a legenda decidiu antecipar a convenção, optando por um formato online e sem transmissão aberta.
Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto o seu evento nacional em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan Santos e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo. Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice.
“É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, disse.
Na mesma convenção online, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla. Com a definição da candidatura de Renan Santos, ele poderá a partir de agora contar com a participação de agentes da Polícia Federal em sua segurança pessoal.
“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência”, afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
Alguns institutos de pesquisa do país devem divulgar nesta semana novos levantamentos sobre a disputa presidencial de 2026. Pelo menos três pesquisas serão divulgadas já a partir desta terça-feira (21).
A primeira delas será apresentada pela Big Time Real Data. O instituto realizou uma simulação de primeiro turno e outras de segundo turno com os nomes dos melhores colocados nas pesquisas.
Na simulação de primeiro turno, uma lista com 13 candidatos foi apresentada aos entrevistados, dispostos em ordem alfabética: Cabo Daciolo (Mobiliza); Edmilson Costa (PCB); Escritor Augusto Cury (Avante); Flávio Bolsonaro (PL); Hertz Dias (PSTU); Joaquim Barbosa (DC); Leonardo Avalanche (PRTB); Lula (PT); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD); Rui Costa Pimenta (PCO); e Samara Martins (UP).
Já na quarta (22), será a vez de o Instituto Gerp apresentar os resultados de sua 23ª pesquisa sobre a corrida presidencial. Além de apurar a opinião espontânea dos entrevistados, o instituto fez questionamentos sobre cenários de primeiro e segundo turno, rejeição aos atuais candidatos, opinião a respeito do governo federal e dos problemas do país.
No mesmo dia, o Instituto Datafolha envia seus pesquisadores a campo para medir as intenções de voto na eleição à presidência, além de questionar os brasileiros de todas as regiões a respeito de diversos temas. O resultado da pesquisa Datafolha deve ser divulgado na sexta (24).
O questionário do Datafolha inicia querendo saber se o entrevistado já escolheu candidato a presidente e em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea, sem a apresentação de uma lista com nomes.
Logo depois, os entrevistados escolhem seu candidato a partir de uma relação com nomes de doze candidatos. Diferentemente dos outros dois institutos, o Datafolha não incluiu o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.
Além de também buscar saber a opinião dos entrevistados sobre o grau de rejeição a cada um desses doze nomes, o Datafolha traça alguns cenários de disputa de segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e Lula versus Zema.
A pesquisa também vai aferir a aprovação do governo Lula; sobre como o brasileiro vê a economia (se vai melhorar ou piorar); qual é o maior problema do Brasil hoje; e seis perguntas sobre o tarifaço.
O levantamento do Datafolha incluiu ainda perguntas para captar os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. Outro tema que o instituto vai medir diz respeito ao impacto do vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas a seu enteado, Flávio Bolsonaro.
O plano de governo do pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Partido Missão, não pôde ser protocolado integralmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter 360 páginas.
Diante da limitação, a equipe do presidenciável deverá preparar uma versão resumida do documento para apresentá-la à Justiça Eleitoral.
Renan ironizou o episódio nas redes sociais.
"Peço desculpas ao TSE, o plano era grande demais."
Peço desculpas ao TSE, o plano era grande demais https://t.co/qNooVP6mab
— Renan Santos???????? (@RenanSantosMBL) July 19, 2026
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan preside nacionalmente o Missão, legenda registrada no TSE com o número 14. A criação do partido foi aprovada pelo tribunal em novembro de 2025.
REGISTRO DA CANDIDATURA
Renan ainda é formalmente pré-candidato à Presidência. A oficialização de seu nome está prevista para 1º de agosto, durante a convenção nacional do Missão no Komplexo Tempo, em São Paulo.
Após a confirmação da candidatura, o partido terá até as 19h de 15 de agosto para protocolar o pedido de registro. No caso das chapas para a Presidência e a Vice-Presidência da República, a análise é feita pelo próprio TSE.
Os pedidos são enviados por meio do Sistema de Candidaturas - Módulo Externo, o CANDex. Para as eleições de 2026, a plataforma passou a funcionar pela internet e foi integrada a outras bases de dados da Justiça Eleitoral.
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresenta como principais bandeiras de sua campanha a defesa das liberdades, a redução do tamanho do Estado e a ruptura política com o governo Lula. No entanto, o Livro Amarelo, que serve como base programática do Partido Missão, reúne propostas que contrastam com essa imagem liberal e se assemelham a bandeiras historicamente defendidas por partidos de esquerda.
Algumas das pautas são: a regulamentação da imprensa, a desdolarização da economia sul-americana e uma maior atuação dos países emergentes no cenário internacional.
Além disso, a obra propõe a chamada "democracia familiar", que visa deslocar a representação política do voto individual para o núcleo familiar, medida que já foi alvo de representação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados por possíveis impactos sobre a autonomia política das mulheres.
Procurados, o Partido Missão e Renan Santos, presidente da legenda, afirmaram por meio de nota que "os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido", classificando-os como "textos ensaísticos, com caráter de manifesto". Essa nota enviada à imprensa não se manifestou especificamente sobre as ideias de regulação da mídia e desdolarização da economia.
Evento do partido | Foto: Reprodução / Redes Sociais
AS IDEIAS DO MBL
O Livro Amarelo é uma coleção de seis volumes estruturada para reunir diagnósticos e propostas para orientar o projeto político do Missão. No site da publicação, o partido afirma que o material "não é apenas uma cartilha", mas um movimento destinado a formular um projeto de país "além das narrativas da esquerda e do centrão".
O jornal Estado de São Paulo analisou os volumes e notou esse padrão carregado por contradição entre os discursos dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na área da comunicação, o terceiro fascículo da coleção, intitulado Para Onde Vamos?, dedica um capítulo à defesa de uma nova legislação para o setor, prevendo uma regulação para "disciplinar" a mídia nacional.
Volume sobre a imprensa e Renan Santos em live falando dos livros | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Essa proposta é criticada por especialistas, que apontam riscos de interferência na liberdade de expressão e censura. Sob o título "A farsa da imprensa livre", o texto aponta que o principal problema do jornalismo brasileiro é "a ausência de uma lei própria que discipline a mídia".
Segundo a publicação, essa legislação deveria servir como "instrumento de Estado para diluir o pesado oligopólio que controla o fluxo de informações do país". Embora o capítulo se apresente preliminarmente como um "interlúdio" de diagnóstico, o texto avança na defesa de um novo marco regulatório, um código jornalístico e critérios de responsabilização para o exercício da atividade.
A obra argumenta que a resistência dos proprietários de emissoras de rádio e televisão impediu mudanças nas regras e que o setor vive em um "quase estado de anarquia" desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, em 2009, a Lei de Imprensa de 1967, editada durante a ditadura militar.
Manifestação do partido e sede do supremo | Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Gustavo Moreno / STF
AGENDA PT-MISSÃO
Essa formulação aproxima o programa do Missão de bandeiras históricas de Lula e do PT. Em 2014, o atual presidente defendeu a "democratização dos meios de comunicação", apontando que a regulamentação do setor estava defasada.
A proposta de combater a concentração de mídia também constou no plano de governo petista de 2018. Lula retomou o tema na pré-campanha de 2022 e, em 2026, voltou a defender uma agenda regulatória com foco no ambiente digital e nas plataformas de tecnologia.
Para Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, propostas dessa natureza exigem cautela extrema, especialmente em cenários de forte polarização. Ela alerta que termos como "disciplinar a mídia" e o uso da legislação como "instrumento de Estado" abrem margem perigosa para a tutela do jornalismo.
"O que é disciplinar a mídia? É tutelá-la? Quem vai regular? Que órgão vai determinar?", questiona Blanco, ressaltando que, embora seja necessário debater o fortalecimento do jornalismo independente e o combate à desinformação, isso não deve ser confundido com mecanismos de controle. "A imprensa é fundamental e tem que ser livre. Não tem regulamentação possível que não seja a regulamentação pela liberdade", conclui.
POLÍTICA EXTERNA
Na política externa, o Livro Amarelo apresenta o capítulo "Desdolarizar a América do Sul e exportar o real brasileiro". O texto defende a redução da dependência da moeda norte-americana e a criação de mecanismos financeiros regionais com maior autonomia.
A publicação tece críticas ao peso das grandes potências no sistema financeiro internacional e propõe dar mais voz aos países emergentes em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O texto sugere o uso de moedas locais no comércio regional e o aproveitamento do fundo de reservas do Brics.
Essa agenda encontra forte paralelo na política externa do governo Lula, que também preconiza o uso de moedas locais nas transações comerciais, a reforma das instituições multilaterais, a ampliação do espaço do Sul Global e a defesa de uma ordem global multipolar. O livro do Missão faz a ressalva de que a atuação no bloco do Brics traz tanto oportunidades quanto desafios geopolíticos diante da forte influência da China.
Outro ponto controverso do documento programático é a proposta de "democracia familiar". O texto apresenta uma crítica ao sufrágio universal e propõe que a família, e não o indivíduo, passe a ser a unidade básica de representação política. Sob esse modelo, os direitos políticos seriam organizados no âmbito do núcleo familiar, permitindo inclusive a renúncia individual ao direito de voto.
A ideia motivou uma representação da Bancada Feminina da Câmara à Procuradoria-Geral da República (PGR), devido ao risco de que a vontade política das mulheres seja tutelada ou absorvida pela decisão do chefe de família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea, não podendo ser alterado pelo Congresso Nacional.
O MISSÃO RESPONDE
Em nota oficial, o Partido Missão esclareceu que os fascículos publicados do Livro Amarelo não representam propostas definitivas ou legislativas do partido. A legenda destaca que o primeiro e o sexto fascículos possuem caráter puramente ensaístico e de manifesto.
Segundo a nota, o capítulo que discute o voto familiar integra o fascículo 6 e tem o objetivo de debater teoricamente os limites da democracia liberal a partir de autores como Jason Brennan (teórico da epistocracia), sem que isso signifique uma proposta de governo:
"Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra 'proposta', emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: 'passaria', 'seriam', 'dariam lugar'. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa."
A executiva do partido reforça que os textos são "exercícios de imaginação política" concebidos para testar os limites do debate nacional e criticar o patrimonialismo e o clientelismo brasileiros. A legenda informou que suas propostas programáticas e plano de governo oficiais, endossados por Renan Santos, serão apresentados no lançamento do Livro Amarelo de 2026 em agosto.
Leia a nota na íntegra do partido:
“Os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido. Em especial, o primeiro e o sexto fascículos — o de abertura e o de encerramento — são textos ensaísticos, com caráter de manifesto. O capítulo em questão, onde se discute a ideia do voto familiar, faz parte do fascículo 6, e discute críticas à democracia liberal a partir de pressupostos teóricos diversos, engajando com autores como Jason Brennan, autor da noção de epistocracia, e de toda uma tradição que examina os limites do sufrágio moderno. Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra “proposta”, emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: “passaria”, “seriam”, “dariam lugar”. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa. Nesse sentido, o que está ali não se assemelha em nada a um programa sobre o futuro do Brasil, mas a uma crítica ao nosso sistema político hoje posto.
O próprio prefácio do fascículo estabelece essa distinção em suas primeiras linhas: “Não seria possível encerrar o Livro Amarelo com um capítulo comum, dedicado a políticas públicas ou programas de governo.” E adiante: trata-se de “um manifesto — não no sentido panfletário ou eleitoral, mas como um ato espiritual e civilizacional”. O leitor é avisado, antes de qualquer capítulo, de que saiu do terreno da técnica e entrou no terreno do pensamento. Os capítulos que seguem são exercícios de imaginação política — provocações deliberadas, construídas para testar os limites do pensável e arrancar o debate nacional de sua inércia. Não à toa, o título do capítulo em questão é uma pergunta — “É Possível Imaginar Uma Nova Democracia?”
Não podemos nos furtar a discutir essas ideias. Este é um país onde qualquer discussão política, qualquer discussão teórica, é inviabilizada por uma espécie de hipermoralismo jornalístico. Esse hipermodalismo é o que possibilita a manutenção indefinida dos organismos cancerosos da democracia brasileira, como o Centrão.
O exercício mental é este: e se partíssemos de outra unidade política que não o indivíduo atomizado? O valor do exercício está na discussão que ele abre sobre as fragilidades do modelo atual — a compra de votos, o clientelismo, a dependência — e não na adoção literal de suas conclusões. Quem lê o capítulo inteiro encontra uma crítica ao patrimonialismo brasileiro, não uma defesa da abolição do sufrágio universal, que reconhecemos como conquista civilizatória.
Neeee sentido, a discussão sobre voto familiar no sexto fascículo serve para chamar atenção a um pressuposto anterior: a inadequação das nossas formas políticas ao projeto moderno liberal, em função do patrimonialismo que faz parte da tradição brasileira.
Não se trata portanto de uma proposta programática do nosso Partido - uma vez que essa não era a função do fascículo 6 do Livro Amarelo. Nossas propostas programáticas, endossadas por Renan Santos e pelo Partido Missão, estarão presentes no Livro Amarelo de 2026, que será lançado no Congresso da Missão dia 01/08, junto ao nosso plano de governo", conclui a nota.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.