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Voltou a viralizar nas redes sociais nesta reta final do mês de janeiro um vídeo gravado em dezembro do ano passado pelo presidente do Missão, o pré-candidato a presidente Renan Santos, com diversos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), chega a dizer no vídeo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “tem que morrer”.
No vídeo, Renan Santos acusa o senador e pré-candidato a presidente de corrupção e traição ao movimento. O presidente do Missão afirma que a atuação de Flávio Bolsonaro teria enfraquecido pautas defendidas pelo MBL e favorecido a defesa do Supremo Tribunal Federal.
“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan Santos.
Em outro trecho do vídeo, o fundador do MBL amplia as críticas a Flávio e estende as agressões ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF”, afirmou.
As falas de Renan Santos foram rebatidas nas redes sociais por diversos políticos e influenciadores de direita. O ex-vereador por São Paulo, Fernando Holiday, que foi fundador do MBL junto com Renan, repudiou os comentários do presidente do partido Missão, e denunciou o ex-parceiro de movimento ao Ministério Público de São Paulo.
Holiday, que atualmente está no PL, em ofício ao Ministério Público, afirma que Renan Santos atentou contra a vida de Flávio Bolsonaro, e pede que, “diante da gravidade do conteúdo”, sejam abertas investigações. “Nada vai nos impedir de mudar esse país”, diz o ex-vereador em postagem na rede X.
O vereador Sandro Filho (PP) se posicionou oficialmente sobre sua expulsão do Movimento Brasil Livre (MBL) em nota oficial publicada na noite desta terça-feira (11). No pronunciamento, o edil alega ser vítima de perseguição e afirmou que o MBL decidiu pela sua expulsão para “não marcar de maneira ruim” o movimento após ele ser acusado de indicar sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura de Salvador.
Segundo o vereador, as acusações se deram por “articulações de pessoas ruins” e que teriam o objetivo de lhe prejudicar.
“A decisão do movimento de me afastar se deu a partir de acusações sobre minha conduta no mandato. Apesar do meu posicionamento em reafirmar que as acusações que circulam são falsas e têm o objetivo de manchar a minha imagem, o MBL entendeu que tudo isso poderia marcar, de maneira ruim, a história do movimento. Reafirmo que existe uma articulação de pessoas ruins com o objetivo de me prejudicar. Bati em muita gente grande, e eles fabricaram tudo, mesmo que baseado em suposições. No entanto, nesse cenário, entendo perfeitamente a posição do MBL”, diz um trecho da nota de Sandro Filho.
Confira a nota completa:
Mais cedo, o fundador do MBL, Renan Santos, anunciou a expulsão de Sandro Filho após uma apuração interna identificar que ele sócio de um homem envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro. O dirigente informou que a investigação começou após receber uma denúncia de que Sandro teria indicado sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura.
Na live, Renan Santos afirmou que recebeu a denúncia na semana passada e, por conta da ausência de provas, o próprio MBL teria iniciado uma investigação para averiguar a conduta do vereador. O fundador do movimento ressaltou que a indicação “não seria ilegal”, mas que fere as diretrizes do MBL.
“Nós não tínhamos prova nenhuma sobre isso, só que, de fato, o Sandro estava apresentando uma mudança no estilo de vida dele, a gente resolveu fazer a nossa checagem”, disse Renan.
O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, anunciou que o vereador Sandro Filho (PP) foi expulso do MBL após uma apuração interna identificar que ele sócio de um homem envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro. A expulsão foi divulgada nesta terça-feira (11), em transmissão ao vivo no YouTube. O dirigente informou que a investigação começou após receber uma denúncia de que Sandro teria indicado sua esposa, Mariana Silva Vasques, para um cargo na prefeitura.
Na live, Renan Santos afirmou que recebeu a denúncia na semana passada e, por conta da ausência de provas, o próprio MBL teria iniciado uma investigação para averiguar a conduta do vereador. O fundador do movimento ressaltou que a indicação “não seria ilegal”, mas que fere as diretrizes do MBL.
“Nós não tínhamos prova nenhuma sobre isso, só que, de fato, o Sandro estava apresentando uma mudança no estilo de vida dele, a gente resolveu fazer a nossa checagem”, disse Renan.
Renan Santos também mostrou que Mariana é sócia de João Paulo Andrade de Lisboa Brito em um bar localizado no Rio Vermelho. Segundo o dirigente, João já ocupou cargos na Câmara Municipal de Salvador (CMS) no gabinete do ex-vereador Sandro Bahiense (PP) e estaria envolvido em esquemas de lavagem de dinheiro.

Sandro Filho, Mariana e João Paulo Andrade de Lisboa Brito | Foto: Instagram

Quadro de sócios do bar no Rio Vermelho | Foto: Reprodução
Citando uma reportagem do Bahia Notícias, Renan relembrou que Sandro Bahiense já foi investigado por suposto abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2022. Segundo a reportagem, o ex-vereador, o então candidato a deputado estadual "supostamente repassou um pacote contendo santinhos e uma quantia em espécie a um encarregado de segurança do Salvador Shopping no dia 30 de setembro de 2022, para ser distribuídos em envelopes individuais com um santinho e R$ 50 cada".
Ainda na transmissão, Renan afirmou que não pode provar que Sandro Filho recebeu “dinheiro sujo”, mas defendeu que “um membro do MBL não pode se envolver com pessoas ligadas à corrupção”.
“Não tenho nenhuma prova de que Sandro é corrupto, mas isso não serve para o MBL. Nós não vamos construir um movimento que quer superar o centrão fazendo isso. O mandato dele é claramente inferior a outros vereadores nossos, pessoal lá fala que ele só bate no Jerônimo [Rodrigues]”, afirmou Renan.
O MBL na Bahia vive um momento de cisão após o então chefe de gabinete de Sandro Filho e coordenador do movimento no estado, Andrei Castro, divulgar que estava deixando o MBL e a equipe do vereador por “divergências ideológicas” com o edil. A saída foi comunicada no domingo (9), em publicação nas redes sociais.
“Eu pedi ontem minha exoneração do gabinete. Por que eu pedi minha exoneração? Por dois motivos: discordâncias ideológicas com Sandro Filho e discordâncias na condução do pessoal e da gestão financeira do gabinete (...). A partir do momento que não me sinto seguindo o que me propus a fazer quando entrei no MBL, não tem mais como permanecer mais como chefe de gabinete. Ele é o vereador, as decisões são dele”, disse Andrei.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido de criação do Partido Missão (Missão), vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), movimento fundado por Renan Santos e Kim Kataguiri, em 2014. Em decisão unânime nesta terça-feira (4), o Missão passará a integrar o quadro partidário brasileiro com o número 14.
Os ministros Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, Nunes Marques e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator, André Mendonça, pela aprovação da nova sigla.
O ministro André Mendonça, relator do pedido de criação da legenda, lembrou que a Constiuição garante a formação partidária e apontou que todos os documentos e requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral foram apresentados pela agremiação.
No processo, o partido, que pretende lançar candidato próprio à presidência da República em 2026, apresentou 577.999 apoios válidos, cerca de 77 mil assinaturas a mais que número superior ao mínimo exigido, de 500 mil. O partido também comprovou a constituição de diretórios estaduais em pelo menos nove unidades da Federação e apresentou um estatuto próprio, outros requisitos da legislação eleitoral.
O estatuto do partido define princípios liberais e inclui propostas como responsabilidade fiscal, combate à corrupção, endurecimento das leis penais e industrialização do Nordeste. Com uma onça como símbolo, as lideranças do partido já anunciaram a intenção de lançar um candidato à presidência em 2026.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.